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Vigilância da Mente; O Perigo da Divisão
A vigilância da mente é o fim da luta; é o caminho
do perdão, o caminho do despertar, da diligencia. A mente adormecida
está perdida nos princípios e teologias, perdida nas palavras,
perdida na sua cultura e tradições. Este é o ‘Eu
conheço a mente’, a mente que buli com as verdades espirituais
e justifica sua posição mental formando divisões.
Ela diz, “Você é aquilo - eu sou isso, somos diferentes.
Você é Católico, eu sou Protestante, eles são
Muçulmanos.” Esta mente reforça seus pontos de vista
através de posições mentais, conceitos divisionários
e seu passado acumulado, condicionamento, conhecimento, cultura, gostos
e desgostos. São falsos julgamentos porque estão fragmentários;
todo julgamento egótico é baseado em pensamentos de ‘bom’
e ‘ruim’, ‘certo’ ou ‘errado’, todos
eles são pensamentos fragmentários. O verdadeiro julgamento
vê o falso como falso e olha para a inculpabilidade; não
existem lados na inculpabilidade, nem divisão. Tudo é
um o milagre na posição do meio.
Julgamento e divisão é a movimentação do
pensamento. Qualquer divisão nega a posição do
meio, o caminho do milagre. Esta movimentação sempre deixa
o ‘eu’ e o ‘outro’ culpado. Quando alguém
vê a si próprio ‘eu’como uma imagem, este alguém
nega a totalidade. Ao aceitar esta divisão ilusória este
alguém se divide em sujeito e o outro em objeto em ‘eu’
e o ‘outro.’ Esta divisão é uma tentativa
de dividir a eterna energia da vida sem limites, a verdadeira energia
que conecta o todo em meros fragmentos. Aquele que é pego nesta
movimentação poderia dizer, “Esta é a minha
interpretação e esta é a sua interpretação,”
que sempre significa que é pessoal. Qualquer divisão implica
defesa; sempre tem que defender a decisão dividida. Por que?
Porque sem a defesa, ele não tem ‘existência’.
Esta defesa é que faz parecer dar verdade à ilusão.
A Verdade não precisa de defesas, a Verdade É, a verdade
é sem defesas.
Podemos ver este padrão destrutivo desses pensamentos divisionários
através de alguns exemplos extremos. Qualquer um que está
familiarizado com a história do Cristianismo está ciente
que tais padrões divisionários têm sido a causa
de muitas ações insanas nos últimos dois mil anos.
É perigoso quando alguém acredita que só ele tem
a única verdade. Isto para ‘eu’ me fazer certo, inerentemente
fazer o ‘outro’ errado, e neste caso pecador o suficiente
para ser condenado. Historicamente falando, alguns dos ‘outros’
estavam tão errado que a igreja Cristã teve que matá-los.
Ouvimos falar das cruzadas onde muitas pessoas foram massacradas em
nome daquele que ensinou, “Ame o seu irmão, como a ti mesmo.”
Até muitos anos mais tarde, qualquer um que fosse percebido como
uma ameaça a este sistema de pensamento poderia ser levado à
morte sendo enforcado ou queimado como uma bruxa. Esta versão
da verdade é uma fabricação; aquela que é
baseada na crença, no pensamento fragmentário. Este sistema
de pensamento é uma corrente de pensamentos e idéias formuladas
através dos anos de interpretações equivocadas
pelas ‘autoridades’ da religião. Podemos ver que
esta é uma formulação mental? É uma imagem
mental da religião que tem tentado ser reconhecida através
do comportamento e ritual. É por isso que o Cristianismo tem
sido tão profundamente marcado pela violência. Não
há verdade nas igrejas, livros, comunhões, velas ou cânticos.
Isto é apenas representar um papel. Tudo isso nega a autêntica
experiência religiosa do presente momento que está além
da forma, além do pensamento e da crença. A Verdade não
pode ser encontrada no credo de uma corrente de palavras, ou através
do estudo de ideologias, doutrinas, ou num conjunto de regras. O pensamento
pode ser usado para indicar a verdade, mas esta é a sua única
função. Esta é a verdadeira função
de todos os ensinamentos espirituais. Jesus não era Cristão;
Buda não era Budista. Não há nenhum caminho à
parte do coração, um verdadeiro caminho é sem caminho,
é uma jornada sem distância.
Este estado de inconsciência descuidada da movimentação
do pensamento complica o mundo ainda mais. Exatamente a coisa que alguém
está pregando está sendo reforçado através
da divisão do ‘eu’ e do ‘outro.’ Não
há paz na divisão, há somente aborrecimento. Existem
muitos que sinceramente buscam o caminho espiritual que estão
tentando mudar o mundo, tentando trazer paz para os outros, embora não
compreendam a próprias falta. Esta falta manifesta uma divisão
maior, pois é o desejo do conflito, do especialismo através
de um corpo, através de um grupo ou através de uma causa
especial. E isto é a falta de paz que é projetada para
fora da própria mente. Sentimentos de ganância, raiva,
ciúmes, inadequação ou mágoa surgem, mas
este alguém está tão ocupado com o ‘outro’,
ou com o ambiente externo para reconhecer que o interno e o externo
são o mesmo. A divisão do sujeito / objeto mantém
a delusão do eu e do outro. Não há nenhuma solução
nessa brecha ou fora da própria mente. Esta é uma tentativa
de lidar com o sintoma em vez da causa. A mente dividida é a
fonte de todos os aborrecimentos, isto é um fato. Esta evitação
do ser impede a cura do conflito entre o ‘eu’ e o ‘outro’.
Não há nenhum caminho espiritual que está isento
disso, até Um Curso Em Milagres. Qualquer idéia de livros
especiais, eventos ‘espirituais’ especiais ou professores
especiais - isto é hipocrisia - pois isto nega a exata essência
do próprio ensinamento. Não há nenhuma brecha no
eterno Ser espacial. O Ser sem limites não conhece nenhuma divisão,
não conhece nenhum ‘outro’.
Só existe um professor, só um conteúdo / propósito,
só uma verdade. Só há um problema e uma solução,
esta é a VERDADE. Existe um perigo quando se é apegado
às palavras e as usa para o próprio prazer, ou próprio
enriquecimento. O pequeno ‘eu’ precisa de validação
fazendo com que o ‘outro’ esteja errado. Esta validação
ou é expressa numa maneira positiva ou negativa. A busca de prazer
através de idéias espirituais é uma complicação
adicional. A valorização da própria individualidade
através de um conceito mental da religião é o que
se deve ver na luz, não o que os ‘outros’ estão
fazendo, não o externo. Este processo destrutivo continua em
todo o mundo. Não somente na religião, mas também
com todos os conceitos mentais. O processo do ‘eu sei a verdade
e você não.’
O processo de usar um conceito mental da religião ou espiritualidade
como um meio para um fim é altamente ignorado como uma tática
de adiamento do ego. Alguns formaram apegos especiais a um professor
ou a um grupo. O buscador de prazer espiritual usa o corpo para dar
a si próprio a pseudo-experiência espiritual. Esta experiência
está sempre baseada no tempo; tem um começo e um fim.
O workshop começa, continua por horas ou dias, e quanto termina,
então este alguém esta de volta a sua própria existência
monótona. Agora existem as lembranças na mente de um evento
que foi belo, mas a existência não é sentida como
bela agora. O evento se tornou uma lembrança, e agora a mente
usa esta lembrança como um dispositivo de comparação
para deludir a mente a acreditar que esta beleza pode ser encontrada
na forma, num evento que passou, e pode ou não pode vir de novo
no futuro. Agora a causa parece estar do ‘lado de fora’
no mundo objetivo e parece que é preciso procurar pela salvação
nas formas ‘externas’. Isto oferece um experiência
de falta, de perda; a beleza deste alguém estando no passado,
que já acabou. É por isso tudo que a memória está
morta. Ela é passado - somente o presente momento é a
memória real. O presente momento é uma experiência
da realidade, não um conceito mental da realidade que é
encontrado nas memórias mortas da própria mente.
Este processo delusório é mantido através de livros,
grupos e comunidades espirituais. Mas não se pode esconder da
divisão da própria mente, como isto será expresso
de um jeito ou de outro. Isto é inevitável. Aquele que
tem medo de seguir a verdade por todo o caminho de volta para a própria
mente poderia dizer, “Isto é muito profundo, vamos ficar
num nível seguro e superficial.” Buscadores espirituais
tentaram acabar com as mágoas internas e o percebido caos externo
através da mediação, servindo igrejas, tornando-se
membros da igreja, eventos espirituais especiais, caminhadas sobre o
fogo, repressão, adiamento, tolerância, terapia do grito
primal, renascimento, análise de vidas passadas, cantando, reuniões
de reconciliação e paz, só para nomear alguns.
Todos esses falharam em trazer a verdadeira consistência da paz
interior. Todos são experiências. Tentativas para mudar
o externo através de troca de palavras ou de aprimoramento do
ambiente que traz mais confusão - ainda se está perdido
na nuvem do conflito, é por isso que a história se repete.
Não existe amor do lado de fora. O Amor está além
dos próprios pensamentos ou experiências.
A mente adormecida está sempre procurando conserto para sua própria
falta interior; ela irá usar qualquer coisa para evitar olhar
diretamente para seus pensamentos e emoções. Ela até
mesmo usa a idéia da espiritualidade para se esconder. Ela acredita
que existe alguma coisa que pode obter no livro ou no workshop, o mundo;
alguns até saem do workshop decepcionados porque não foi
uma experiência especial que poderia ser lembrada. A evitação
do Ser não produz nada além de coração partido
e confusão. A evitação interna é a raiz
de toda a dor neste mundo. O amor não é encontrado em
conceitos, dogmas, ou no orgulho dos princípios e teologias e
métodos. O Amor não é encontrado na mudança
do comportamento em nome da crença. Isto é somente atuar,
fingir, experimentar representar um papel. Essas ações
negam o amor.
A vigilância da mente é o florescer do amor. A vigilância
da mente sem julgamento é a luz; a substância que desperta
o perfume da flor lá no fundo; despertando o próprio néctar
suave - o néctar a vida eterna. Quando se aceita a única
Responsabilidade própria - a responsabilidade da vista, que significa
ver a vida como total, não parcial - esta aceitação
é a aceitação da própria inocência
como um todo. Quando alguém nega todos os conceitos como divisionários,
então a própria inocência é trazida à
tona através da unificação da totalidade. Quando
se nega esta verdade - totalidade - separa a si próprio do todo,
e vivencia a vida como um fragmento num mundo feroz. Deus criou o todo,
não o parcial. Desperte para o perfume do seu Ser através
da vigilância da mente. Aceite a real verdade; Deus não
é parcial. Deus é Amor. Aceite esta única verdade
e você verá o seu próprio desabrochar.
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