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Uma Questão de Vigilância: o Ego Pode Ser Vigilante?


Questionador: Tem uma sentença no texto que diz, “Ao decidir contra a sua realidade você se tornou vigilante contra Deus e seu reino e é esta vigilância que o faz ter medo de lembrar disto.” Que tipo de vigilância é essa? O ego pode ser vigilante?

Orador: Esta é uma questão realmente boa. Vamos ver. Vamos olhar para isto. No curso Jesus diz ‘seja vigilante até que você não mais necessite ser vigilante.’ Mas a vigilância nesta sentença que você está perguntando é uma vigilância de qualidade diferente. Vigilância é do ego, como o domínio da percepção é do ego, mas pode ser usado para o propósito de atenção ao Espírito Santo. Mas este é um contexto diferente sendo expresso aqui na citação que você deu. Então vamos dar uma olhada nisso. “Ao decidir contra a sua realidade você se tornou vigilante contra Deus e seu Reino...” Então, o que ele quer dizer é: você fará qualquer coisa para negar a realidade de Deus para manter a sua - decidir é um dos auto-conceitos. Somente a mente divida acredita na escolha / decisão.

Então a crença em uma América, a crença em um Canadá ... todos esses diferentes conceitos: eu sou Canadense, eu sou Americano ou eu sou Africano ou eu sou Britânico ou eu sou Australiano. Todos eles são conceitos e nos vemos defendendo-os porque nós acreditamos que isto é o que somos. Nós acreditamos que temos a escolha de ser o que queremos ser. E somos vigilantes em proteger aquilo que fizemos. Se alguém aparece e diz, “Bem, a América fede” ou “Canadá, vocês são covardes!” Eu ouvi isso na minha televisão há algumas semanas atrás. O câmeraman ficou bravo com o corpo do Orador porque ele disse que o Canadá não se uni a América na guerra. Eu não disse nada a ele. Eu não acredito em nenhum deles, nascimento é um conceito que nega o Cristo. Mas, pela reação dele, aparentemente ele ficou aborrecido porque pela perspectiva dele o Canadá não estava se unindo a América na guerra. Ele estava defendendo o conceito dele de América e o que ele pensa que ele sabe que a América é e como ela deve ser protegida. Ele estava ofendido. Mas, você vê como é complexo esta ‘mente eu sei’? O que eu não sou? Eu não sou Canadense. Eu não nasci em um corpo. Eu não sou a percepção. Jesus falou sobre isso na citação abaixo no evangelho de João, “Os Judeus responderam, “Você ainda não tem 50 anos de idade, e você diz que viu Abraão?” Jesus disse a eles, “eu te asseguro: Antes que Abraão fosse, eu sou.” Jesus está nos dizendo que antes que Abraão fosse Eu Sou. Não há nada que venha depois do Eu Sou. Eu não sou o nome ‘Orador’. Eu não sou um cidadão de um país em que o corpo nasceu. O Cristo não é um rótulo nem é uma parte do tempo e espaço. Jesus diz nesta sentença do Curso: “Tu és vigilante contra Deus e o seu reino.” Então, todas as vezes que você está aborrecido e você pensa que sabe alguma coisa, isto significa que você quer estar certo. O que ele está dizendo é que é assim que você está vigilante contra Deus e o seu reino, defendendo a sua ilusão sobre a realidade de Deus. E então, ele diz, “é esta vigilância que te faz ter medo de lembrar dele.”

E esta é a chave. Porque nós acreditamos que realmente nos separamos, agora estamos com medo de termos feito algo errado ao fingir que sabemos algo que não seja o conhecimento de Deus <imutável, eterno amor>. Ao fingir que a separação é real, então somos temerosos da lembrança de Deus porque nós realmente acreditamos no impossível, e este tipo de vigilância é a vigilância do ego, que está defendendo as ilusões. Alguém só pode ser vigilante no domínio da percepção. Seja vigilante a favor do reino porque a mente é muito resistente. A mente egótica é vigilante a favor dos ídolos. Seja vigilante expondo os ídolos. “O calmo ser do Reino de Deus que, na tua mente sã é perfeitamente consciente, é cruelmente banido da parte da mente regida pelo ego. O ego esta desesperado porque se opõe literalmente a probabilidade invencíveis, estejas tu dormindo ou acordado. Considera o quanto tens estado disposto a ser vigilante para proteger o teu ego e quão pouco para proteger a tua mente certa. Quem, senão os insanos, empreenderia acreditar no que não é verdadeiro e depois proteger essa crença às custas da verdade?” UCEM

O que você fez é um conhecimento falso e a mente dividida é muito vigilante em mantê-lo e é isto que mantém o mundo aparentemente em seu estado caótico. Pensar que sabemos algo, e de fato não podemos saber nada no domínio da percepção. A mentalidade certa é a correção da tentativa da mentalidade errada de organizar a própria realidade. A mentalidade certa não pode ser confundida com a mente conhecedora <conhecimento de Deus>, porque só é aplicável na percepção certa. É por isso que no começo do livro de exercícios Jesus diz, “Você não sabe para que isso serve.” Você pensa que você sabe para que serve um telefone e ele está nos deixando saber que não sabemos para que serve coisa alguma. Nós temos que estar abertos para ver que, ‘Eu não sei coisa alguma porque estou tentando decidir a realidade por mim mesmo e isto é porque eu tenho medo, porque todas as vezes que eu tento fazer a realidade por mim mesmo, estou usando equivocadamente a lei do reino, a lei do amor.’ Esta tentativa de decidir o que é a realidade que faz com que a culpa venha para a consciência. Existe um senso de sabedoria que a mente não está sendo usada para o propósito da criação, mas para fazer ilusões. Isto resulta em medo porque nós acreditamos que as ilusões são reais e faremos qualquer coisa para protegê-las. “O ego será muito vigilante contra Deus e o Seu Reino.” UCEM

A fim de esclarecer a idéia da vigilância, primeiro lugar devemos olhar a idéia do ego sobre vigilância e o propósito do Espírito Santo para vigilância. Então parece haver duas alternativas, duas escolhas. Fora todas as escolhas no mundo, todas as decisões que alguém possivelmente poderia tomar, isto restringe apenas a duas. Há uma grande simplicidade nisto. Vamos dizer que estas duas escolhas são as soluções potenciais para qualquer problema aparente. A primeira solução é desmascarar o ego. A segunda solução é continuar no estado de atingir, tornar-se e buscar as mudanças no nível da superfície.

A solução anterior é desmascarar e desfazer o ego e seu esquema para salvar seu ser do auto-conceito. O outro acarreta a continuidade da busca para uma ilusão melhor, buscando a salvação onde ela não pode ser encontrada, a continuação da ‘corrida do rato’. A primeira escolha necessita de esforço, mas é como desfazer um novelo de lã, que eventualmente tem um fim. A segunda escolha requer esforço, mas neste esforço perpetua todos os tipos de sofrimento. Então, embora ambos necessitem de esforço e vigilância nós podemos dizer que por causa do resultado, somente uma dessas escolhas é uma alternativa real. Somente uma leva ao reino.

Questionador: Isto deve significar que na verdade eu não tenho nenhuma escolha de ser aquilo que eu quero ser? Então não existe realmente uma escolha?

Orador: Se existe uma escolha, então não deve haver escolha, porque escolha implica duas ou mais. E se só existe uma escolha real que leva à Realidade, então não há nenhuma escolha. Realmente, a escolha pela mente certa é a escolha para ter o Espírito Santo decidir por você, assim realmente nunca houve uma escolha, mas uma ilusão de escolha. Mas isto é simples demais para o ego. O ego precisa de algo para ficar a favor ou contra, ou ele deixará de ‘existir’. Então, o ego usa conceitos, idéias e crenças e se apega a essas idéias e então pensa que é isto que ele é. “Eu sou Americano. Eu sou Católico. Eu sou Budista. Eu sou isto e eu sou aquilo e eu sou Cristão. Eu sei, eu sei, eu sei.” Então ele se perde no ‘eu sei’ e realmente é só uma defesa contra a memória do conhecimento que está disponível no Instante Santo. O Instante Santo é onde o conhecimento é refletido e onde o amor é lembrado. É aqui onde encontramos o Espírito Santo, no presente momento, bem agora. O Curso nos diz, “Ensinar toda a Filiação sem exceção demonstra que tu percebes sua totalidade, e aprendeu que é uma. Agora tu deves ser vigilante para manter esta unicidade em tua mente porque, se permitires que a dúvida entre, irás perder a tua consciência da sua totalidade e serás incapaz de ensiná-la. A integridade do Reino não depende da tua percepção, mas a tua consciência da sua totalidade sim. É apenas a tua consciência que necessita de proteção, uma vez que aquilo que é não pode ser agredido. Entretanto, não podes ter um senso real do que é, enquanto estiveres em dúvida quanto ao que és. É por isso que a vigilância é essencial. As dúvidas sobre o que é não devem entrar na tua mente, ou não poderás saber o que és com certeza. A certeza é de Deus para ti. A vigilância não é necessária para a verdade, mas é necessária contra as ilusões.” Obrigado pela sua pergunta.

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