‘Professor dos Professores’
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Sobre Dualidade e Perdão


Orador: O Curso está basicamente ensinando que você não é um corpo. Você não está num corpo. Você é uma mente e como falamos sobre isso em inúmeras das nossas sessões, inicialmente é um jeito estranho de se pensar. Comece a pensar em você mesmo mais e mais como uma Mente porque é isto que você é. Isto vai além até mesmo de algumas teorias sobre reencarnação de entrar e sair de corpos ao ponto onde se diz que você não só não é um corpo, que você nem mesmo está num corpo e isso realmente está na cara da experiência neste mundo. Porque parece que você está olhando com estes olhos e ouvindo com estes ouvidos e cheirando com este nariz e assim por diante. Experimentalmente, parece muito que a nossa experiência está enraizada no corpo e o Curso está dizendo que isto não é verdade.

Quando ele [o Curso] fala sobre a mente, ele [Jesus] diz, ‘...A mente alcança a si mesma. Ela não sai para o lado de fora.’ O que ele diz sobre o corpo? Ele diz ‘...O corpo está fora de ti e apenas parece cercar-te, fechando-te para os outros.’ Existe esta tela como uma tela de cinema e exatamente quando você vai ao cinema muitas vezes e você se identifica com os personagens e Jesus está dizendo no Curso, ‘Sim, é assim que a assim chamada vida diária parece também. Você está tão identificado com os personagens na tela que você os percebe como sendo você mesmo, membros da sua família, seu chefe, etc. Que é este o maior problema da percepção.’ É aí onde toda a mágoa entra quando nos identificamos com isso.

Então, podemos falar um pouco sobre a Mente. Uma outra idéia fundamental no Curso é que a Mente não pode atacar. É aí que a culpa surge, da crença que a Mente pode atacar. A Mente pode inventar fantasias, como inventar um filme, inventar uma tela e pode ter personagens atuando e parecendo atacar um outro verbalmente ou fisicamente. Mas isto é apenas fantasia. É aí que a divisão entra e então atirando essa crença, por assim dizer, na tela e vendo pessoas tirarem vantagens de algum modo, formato ou forma. Este é o jeito da mente de tentar escapar deste problema que ela está tendo que ela está separada de Deus. Esta é a tal idéia fundamental que a mente não pode atacar.

Mas não é assim que nós pensamos sobre isso no dia a dia. Existe a crença que uma pessoa, uma mente pode manipular outra mente. Isto toma muitas formas. [inaudível] As pessoas dirão, ‘Ele ou ela é tão sedutor(a).’ Sedutor. Você consegue entender o que isso significa, seduzir? Existe interação. Como se alguém fosse feito de presa. Como alguém fosse feito para manipular ou fazer algo contra sua própria vontade e o Curso está vindo para dizer o quão impossível é isso. Se isso é possível então onde está a igualdade nisso? Então uma mente pode dominar outra mente; uma pessoa pode dominar outra. Onde está a igualdade nisso? A culpa seria justificada, se isso fosse possível. Mas você pode ver quão profundamente enraizadas são essas idéias para a mente dividida. Mentes não podem atacar. Elas só podem inventar corpos e assim por diante para representar as fantasias. É essa percepção do ataque que traz as defesas. Tão logo a mente percebe o ataque de qualquer forma, formato ou modo, então ela não consegue evitar senão responder com a defesa. Realmente o problema é a percepção equivocada do ataque.

Agora, uma das primeiras lições do livro de exercícios onde Jesus fala sobre atacar e ser atacado e ele diz, ‘Você ainda não aprendeu, mas são o mesmo.’ O mesmo! Não é assim que parece neste mundo. Parece haver uma grande diferença entre ser atacado e ser o atacante. Jesus está dizendo que eles são idênticos, apenas formas diferentes da mesma coisa. Se você tinha pensamentos de ataque na sua mente, não importa como você percebe isso, quem você designa o papel de atacante e quem é o atacado.

Você tem que chegar ao reconhecimento que o ataque é impossível. Senão você vai continuar a perceber o ataque e continuar a responder e reagir de maneira defensiva; seja em todos os tipos de manobras mágicas e todos os tipos de estruturas saudáveis sofisticadas, remédios e apetrechos e todos os tipos de hospitais e todas as diferentes mágicas e armaduras, se você levar isso ao nível nacional com todas as defesas e bombas usadas para proteger o país ou o problema do porte de armas. O crime é um grande negócio neste país agora. Não há um problema com as armas. Não há um problema com o gasto com defesas e assim por diante. Tudo isso está lá fora. O problema volta para mim e a minha mente que ainda acredita no ataque.

Participante: Quando você entra numa situação de conflito, fica tão fácil de ser sugado por qualquer coisa. No trabalho, no lar, coisas de famílias, parentes, todos tomam partido.

Orador: A chave é transferir isso para todas essas diferentes situações porque de uma certa forma, uma situação é apenas uma situação. Jesus sabe que uma mente num estado equivocado não acredita nisso. Parece que algumas situações são mais difíceis. Por exemplo, uma coisa é ir para um grupo de Um Curso em Milagre e há todas essas pessoas falando sobre todas essas idéias. Mas então, eu tenho que ir e lidar com os meus parentes e o meu chefe no trabalho e assim por diante. Existe apenas uma profunda crença subjacente que há uma ordem de dificuldades em milagres. O primeiro princípio do livro é que não há nenhuma ordem de dificuldades em milagres.

Participante: Às vezes se estou em algum conflito com alguém e então vou para casa e penso sobre isso eu realmente fico bravo. Eu me sinto como uma criancinha. Eu só quero chutar ou bater em alguém ou fazer alguma coisa. Quando penso sobre isso eu não quero ser responsável! Eu quero por a culpa em alguma outra pessoa! É tão difícil para eu olhar para isso. Eu me sinto como uma criança de seis anos de idade. Eu só quero me jogar no chão e chutar e gritar e berrar.
Orador: Eu acho que esta raiva seria um bom tópico para discutirmos. Algumas das seções que eu marquei para hoje lidam com o assunto da justiça e também do assunto raiva, a próxima citação que veio para mim lida diretamente com a raiva. Isto vem bem tarde no texto também. Porque anos atrás quando esta declaração foi lida, era como, ‘Ah, pára com isso!’ Foi demais. A declaração era basicamente, “A raiva nunca é justificada.” E alguns estudantes diziam, ‘Isso já é demais.’ Não está dizendo que você não ficará com raiva. Não está dizendo que você não deveria ficar com raiva. Está dizendo que nunca é justificado.

Se você realmente retraçar isso como a citação que eu mencionei sobre ‘Eu sou responsável pela minha percepção’. Então você poderia ver a falácia disso. Mas há uma tremenda projeção da causa do sacrifício, projetando a causa da culpa.
A principal “dinâmica” do ego é a crença que aquilo que você projeta no mundo é aquilo que você se livra, ou é assim que você se livra daquilo. Este é o jeito do ego de minimizar ou diminuir a raiva; ameaças e culpa são projetadas para fora. O que o ego nunca conta para mente é que aquilo que você joga fora é aquilo que você mantém. Esta é a lei fundamental do Céu. É assim que o Filho foi criado. Deus estendeu-se na sua semelhança e atributos e é assim que o Filho veio a ser e esta é a lei fundamental do Céu. Então, tão logo você começa a entender isso, você começa a enxergar isso mais e mais. Isso nunca me traz nada. Perceber ataque ou responder com raiva nunca me traz nada do que eu quero.

Quando você começa a entender mais a metafísica eu acho que ela simplesmente começa a se generalizar mais e mais. É por isso que é necessário a tal transferência de treinamento porque enquanto você está percebendo um mundo físico com dualidade, com corpos e tudo separado o Curso está dizendo que você está cego. Isso não é que quando você tiver a percepção curada vai haver um mundo aí para ver. O mundo todo foi feito como um ataque a Deus como é dito na página 427 do livro de exercícios. E também, Jesus estava dizendo quando [a mente] adormeceu, ela fez aquilo que era verdadeiramente visível, luz e amor em invisível e subseqüentemente fez aquilo que não existe, visível. É isto que este mundo perceptivo é - o céu desapareceu assim que a percepção [o mundo] foi feito. Isto é bem profundo que esta é uma alucinação perceptiva. Isso foge de outros caminhos onde você chega a mundo aperfeiçoado de alguma maneira. Existem religiões que falam do paraíso na terra ou eu diria idéias de até fazer o corpo imortal seria uma outra extensão da mesma idéia que seria que você poder chegar a um aperfeiçoado corpo imortal. O Curso está dizendo, ‘Não, espere um pouco, o que você fez visível, o que você vê agora, não tem nenhuma existência e que quando você consegue ter a visão de Cristo isso não estará mais aí para ser visto.’

Eu vou ler esse parágrafo porque ele realmente nos dá a chave daquilo que é o verdadeiro perdão, “O perdão sempre é justificado. Ele tem um fundamento seguro. Tu não perdoas o imperdoável, nem deixas de ver um ataque real que pede punição. A salvação não está em seres solicitado a dar respostas não-naturais, impróprias para o que é real. Ao contrário, ela apenas pede que respondas de maneira apropriada ao que não é real, por não perceberes, o que não ocorreu.” Isto é profundo. Vou ler essa sentença de novo. “Ao contrário, ela apenas pede que respondas de maneira apropriada ao que não é real”... o cosmos inteiro... ‘...por não perceberes o que não ocorreu.’

Isto faz lembrar algumas das linhas do perdão; você perdoa seu irmão por aquilo que ele não fez. Mas, o que o Curso está simplesmente nos ajudando a começar a mover em direção é apenas para realmente questionar o que estamos vendo com os olhos do nosso corpo e ouvindo com os ouvidos do nosso corpo. Antes de tudo apenas questionar e ser aberto para dizer, ‘Talvez o que estou vendo com meus olhos e ouvindo com meus ouvidos não seja completamente confiável.’ Muitos de nós tiveram experiências eu acho, pelo menos com aquilo que não era confiável onde pensamos que conhecíamos todos os fatos de uma situação e descobrimos que estávamos realmente longe da base. Nossos próprios motivos e desejos tinham influenciado nossa percepção e realmente estávamos tentando interpretar a cena e ver algo que realmente não estava de jeito nenhum. Este realmente é um ponto de partida.

Ele diz, “Mas meramente te é solicitado que vejas o perdão como a reação natural à aflição que se baseia no erro e assim clama por ajuda. O perdão é a única resposta sã. Ele impede que os teus direitos sejam sacrificados.” Através das lentes do ego o perdão é instável. É como, ‘Ok, vou tentar te perdoar.’ Ou do outro lado, o tipo arrogante do perdão do ego é, ‘Porque eu estou há tanto tempo na minha jornada espiritual e eu realmente treinei a minha mente agora vou me rebaixar para te perdoar.’ Ou o antigo perdão, mas não esquece. Isto realmente está se abrindo para além disso. Está dizendo que o perdão é a única resposta sã. Se você quer manter a Paz da Mente na sua consciência então isto precisa se tornar uma resposta natural habitual para tudo, o que é bem drástico.

Na próxima página tem uma sentença que diz, “O mundo real é alcançado quando percebes que a base do perdão é bastante real e inteiramente justificada. Enquanto o consideras como uma dádiva que não é devida, ele não pode deixar de sustentar a culpa que queres “perdoar”. O perdão não justificado é ataque.” Quando usamos essa palavra ‘ataque’, isto irá invocar imagens. A mente pode pensar que ela sabe o que é ataque, mas existem tantas formas sutis de ataque que não são vistas como ataque e eu acho que quanto mais você trabalha com o Curso você começa a enxergar [isso]. Eu suponho que se eu tivesse que resumir isso de uma forma bem simplificada é que todo julgamento é ataque porque está literalmente negando a totalidade e a unidade da mente. Toda vez que a mente se engaja na tentativa de julgar e quebrar em partes. Em algumas das sessões, eu falei sobre a organização dos pensamentos e hierarquia de ilusões. Isso realmente entra territórios sutis. Você diz para Jesus que, ‘Eu prefiro torta de maçã a uma torta de cereja... isto é um ataque. Ataque é o que eu vejo nas notícias todas as noites! Eu sei o que é o ataque. Preferir torta de cereja a torta de maçã não tem nada a ver com ataque.’ E Jesus está dizendo, sim é um ataque.

Existem todas essas hierarquias de preferências; preferências do jeito que as pessoas olham ou preferências de comida ou preferências sexuais, preferências climáticas, preferências visuais, preferências musicais; essas coisas são configurações do ego daquilo que eu chamo de ‘minha versão da realidade’, que não é absolutamente a realidade. É apenas ‘minha versão da realidade’. A versão do pequeno ser. O Curso está dizendo que é por isso que parece haver conflito porque parece haver todas essas minúsculas ‘minha versão’ das realidade e todas elas parecem colidir. É aqui onde esses debates e opiniões e argumentos entram. ‘Bem, aqui está o que eu penso sobre este assunto.’ ‘Bem, eu não concordo com você. Eu acho...’ Eu tenho ouvido esta declaração tantas vezes, ‘Para cada um a sua própria.’ Isto parece um clichê comum, ‘Todos têm sua própria opinião e todos têm o direito a dar sua própria opinião’ é o caos.

Eu vejo o perdão como um completo abandono do julgamento no sentido do mundo. Não é dizer que como um ponto de partida que o Espírito Santo não é julgador ou avaliativo porque está claramente declarado no Curso que o Espírito Santo é avaliador enquanto você acredita que você está num labirinto da dualidade e existem escolhas para fazer na dualidade.‘Faço isso? Faço aquilo? Vou aqui? Vou ali?’ Então o Espírito Santo é avaliativo. Ele dá a mente o que ela pode receber naqueles pontos e ajuda guiar a mente para fora da sua crença que é um mundo da dualidade. Isso realmente se resume em, como eu posso verdadeiramente largar e ouvir o julgamento do Espírito Santo se eu quero me agarrar a minha própria ‘versão da realidade’, minhas próprias preferências, meus próprios gostos e aversões e opiniões?

Participante: Eu vou compartilhar com você algo que me aborreceu por um tempo. Está escrito em algum lugar no Curso que nós realmente não temos que nos preocupar demais sobre o que é a verdade porque a verdade não pode ser mudada, mas nós realmente temos que nos identificar com o falso. Eu imaginei muito rápido que a verdade e o falso e o bom e o mau. Bom é verdade. Mau é falso. O medo pode viver na mesma casa ou estar no mesmo lugar. Imediatamente eu iria pensar que um irmão poderia fazer alguma coisa comigo. Imediatamente eu avaliaria isso, se era bom ou mau. Eu olharia para o mau e veria o bom. Recentemente me ocorreu que o bom e o mau simplesmente são... Na verdade, o mau não tem nada a ver com o falso e o bom não tem nada a ver com a verdade. Você tem que ter tudo isso e é tudo ilusão. Estou tendo problemas para ver o falso. Eu realmente tenho problemas para ver o que é falso neste mundo. Exceto quando eu reconheço que tudo que eu vejo é falso. Que tudo que eu faço é falso. Fale sobre o bom e o mau; esta dualidade do bem e do mal.

Orador: Se você fala sobre o bom, o mau ou o bonito e o feio, você poderia reformular isso como o desejável e o indesejável; o prazeroso e o doloroso. Você poderia chegar nisso de muitas maneiras diferentes. Você pode dizer que há dualidade nisso tudo. Existem dois extremos na escala. O Curso está ensinando que no estado equivocado você não pode saber a diferença entre prazer e dor.

Você lembra que em um ponto no ‘O Herói do Sonho’ ele diz, ‘você pensa que você sabe a diferença entre suas dores e suas alegrias. Você pensa que sabe a diferença entre o desejável, o indesejável, o bom e o mau.’ Há algumas passagens no livro de exercícios onde ele diz, ‘Comece a pensar em você mesmo e faça uma lista dos seus atributos e inclua os positivos também. Você pode não entender, neste ponto, porque você deveria incluí-los.’

Parece haver um consenso geral que existem muitas coisas boas neste mundo e também que há certas coisas que são ruins e negativas. E talvez a crença é que se eu simplesmente consigo esquecer a negatividade então eu simplesmente posso ficar com que é bom. Mas o Curso está dizendo que a verdade ou a bondade, se nós usarmos isso no sentido extremo, está atrás do véu da dualidade. É quando você pára de julgar ambas extremidades o bom e o mau. Quando você deixa de lado todos os julgamentos então você fica com o que é a verdade. Não é perdoando o negativo ou tentando desistir de todo o julgamento negativo, mas é desistindo da crença que você até mesmo sabe o que é bom e mau.

Agora você enxerga onde estamos entrando. Nós estamos transcendendo a moralidade. Estamos transcendendo éticas; todas as disciplinas que estão amarradas naquilo que é bom. Isto está realmente apontando para um lugar muito elevado porque sem dúvida, a maioria das religiões e filosofias surgiu com muitos desses bons e maus e faças e não faças. Mas, você tem que ter muito cuidado de como você define e como você concebe isso porque senão você volta a tornar o erro real porque assim você tem suas categorias. Esses são os bons comportamentos ou você pode por isso com o rótulo de serviço ou o que quer que você queira e então esses não são muito bons, então você volta a negar que tudo isso é uma ilusão. Se eu tenho alguns comportamentos que são bons e alguns que são maus, como isso tudo pode ser igualmente irreal? Algumas são ilusões melhores e algumas são piores? Você começa a ver que quando eu digo tornar isso irreal, tudo que isso faz é ainda dar uma realidade no mundo projetado. Para mim esta é a metafísica do porque eu preciso parar de pensar que eu sei o que é bom e mau porque fazendo isso eu estou simplesmente dando uma realidade ao mundo projetado.

Participante: Tudo que nós queremos são as coisas boas. Mas, ficaria difícil sair questionando a realidade se tudo aqui fosse prazeroso. As pessoas acreditam que a negatividade deveria ser encarada e trabalhada e eliminada. Eu sei que as pessoas não querem falar sobre o noticiário. Elas não querem olhar para o noticiário. Elas não querem ler nada negativo. Elas pensam que se elas não olharem para isso, isso irá embora. Não, isso simplesmente irá projetar-se mais. Nós devemos olhar para essas coisas. Se não olharmos, então estamos negando que é a nossa mente que projetou isso lá na China e no Afeganistão. Este é o meu jeito de pensar que ela fez isso. Eu ainda estou me apegando a esses pensamentos porque eu estou vendo isso lá. Eu estou vendo isso no noticiário. Então, se eu simplesmente me apego nesta natureza e a bela e amável luz do sol e as ilusões gloriosas eu nunca vou despertar. Eu vou ficar neste sonho.

Orador: É observando seus pensamentos; é observando seus julgamentos. Apenas notando e é assim que isso pode ser usado de uma maneira útil e você também pode chegar no ponto onde fica mais e mais claro na sua mente. Você pode chegar no ponto onde você não precisa assistir as notícias. Pode não ser a coisa que você é guiado a fazer que é o mais útil para toda a filiação. Mas, é sempre apenas observando nossos pensamentos quer seja filmes ou o noticiário ou como você disse, os parentes ou trabalho ou o que quer que seja. É realmente um trabalho de tempo integral vigiar a sua mente o tempo todo.

Participante: Eu não tinha entendido que era a minha mente que eu deveria estar vigiando!

Orador: Este é o primeiro passo. Você tem que observar esses pensamentos para começar e então ficar ciente.

Participante: Tipo o que o meu irmão disse ou fez comigo? É o meu sonho e quando eu me identifico e discuto com alguém ou entro nessa e me sinto atacado, eu esqueci que eu escrevi o roteiro. Eu estou nessa peça e eu sou o ator. Eu realmente estou levando adiante e ... finalmente recuo e espero que eu pense, ‘Espera um minuto! Isto não tem absolutamente nenhuma realidade! Eu estou dando a isso toda a realidade que isso tem. Eu entrei nessa. Eu me identifiquei com isso. Eu penso que isso é real.’ E isto é real quando você pensa que é real. É muito real para você.

Orador: Eu acho que a palavra chave é ‘identificado’ porque Jesus diz no manual de professores quando ele fala sobre o verdadeiro significado do sacrifício, ‘Você pode duvidar de muitas coisas, mas você nunca irá duvidar da sua identidade.’ Seja lá com o que você se identifica, você está nisso com todo o seu ser; se você se identifica com o mundo do espaço / tempo da forma e dos corpos é aí onde a defesa está. Parece que a raiva ou diferentes emoções jorram algumas vezes quando estamos em nossas interações e é sempre por causa daquela identificação com a ilusão que essas coisas entram. Você começa treinar a sua mente para ver que a ira não é diferente de uma pequena pontada de frustração. Você começa a entrar mais nas sutilezas. Mas, foi assim quando eu retracei isso ainda é uma identificação com a personalidade.

Participante: Conceito (do ser) do corpo.

Orador: É aí onde a defesa está entrando. Também vivemos num dia e era da tecnologia moderna e conveniência e o Curso diz no livro de exercícios, ‘Existem aqueles que tentaram renunciar o mundo enquanto ainda acreditavam nele.’ Você pode pensar em alguns dos caminhos da estética que tentaram jejuar o corpo ou mutilar o corpo... todos os tipos de coisas que as pessoas fizeram através dos séculos, tentando renunciar o mundo enquanto ainda acreditavam nele. Então ele diz na próxima sentença, existem aqueles que não tentaram nada só os caminhos do mundo e eles estão, num certo sentido, mais no fundo. É como a terra da diversão da conveniência e conforto e a mentalidade do ‘Eu posso fazer o que eu quiser’. Isso pode ser muito aconchegante. Pode parecer como se eu estivesse muito bem. Eu estou melhor que as antigas gerações.

Olhe para todo o progresso, conveniência e confortos e todas essas pequenas coisas. Conveniência para que? Conforto para que? O corpo; o corpo é a peça central em todo esse “progresso.” Quando você realmente entende o Curso você começa a dizer, ‘Espera um minuto, eu quero ter uma mente livre e se a minha mente está identificada e apegada ao corpo, então como eu posso ter uma mente livre e um corpo livre?’ Há um ponto onde Jesus diz, ‘Você quer a liberdade do corpo ou a liberdade da mente, pois você não pode ter ambas.’ Ou uma outra maneira de falar sobre isso é, quando você entra nas idéias de orações e manifestação. As pessoas dizem, ‘eu tenho usado a minha mente. Tenho me sintonizado no poder da mente e eu acreditava na escassez e agora parece que eu sou capaz de usar a minha mente. Há oportunidades de emprego se abrindo. Eu tenho o carro que eu queria e a casa que eu queria. Este é o poder da oração em ação!’ Mas, a mente ainda está se interpretando como um corpo no mundo. É uma versão da abundância que ainda é coisa para aquele pequeno corpo. Isso não é dizer que por causa daquilo que discutimos em algumas das nossas reuniões, que isso pode ser um poderoso ponto de partida. Se você acredita que você é uma vítima sem poder e que você nem tem uma mente. Então para aprender que sua mente tem algum poder pode ser um passo.

Vocês estavam mencionando ** lançando uma fita sobre metáforas, isto é realmente útil quando você entende a distinção de ser uma metáfora versus a verdade. Você quer chegar na verdade, isto é estável, isto simplesmente está além do bom e mau. Tudo que parece vir junto que nós percebemos neste mundo pode ser como símbolos ou pontos de partida para isso. Quanto mais você entende e aplica o Curso, mais você vê que as coisas do mundo são meramente simbólicas. Mais você consegue permitir a minha mente se expandir e se abrir e retirar o seu julgamento. Isso chega onde você estava falando no começo. Você estava dizendo, ‘eu preciso de um conceito’ e o perdão é um conceito. É o maior conceito / metáfora todo inclusivo que existe, pois ele desfaz todos os outros conceitos / metáforas.


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