‘Professor dos Professores’
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Sobre Decisão e Crença, e como isso se relaciona com a percepção e experiência


Orador: Se pularmos para o segundo parágrafo do Especialismo como um Substituto para o Amor, então nos aprofundamos um pouco mais aqui nessa coisa chamada decisão e crenças.

“As crenças jamais atacarão umas às outras abertamente porque resultados conflitantes são impossíveis.”

Resultados conflitantes são impossíveis porque o resultado é o resultado. A mente está vendo algo que parece unificado na superfície. Que é o resultado. Tudo que ela está percebendo é um resultado.

Em outras palavras, uma vez estávamos tendo uma discussão e alguém estava falando sobre correr com um carro em uma estrada de alta velocidade e as emoções que ele estava tendo conforme ele queimava o combustível do carro esportivo, ultrapassando um carro e então sendo ultrapassado e isso e aquilo. Você não pode simultaneamente ser ultrapassado por alguém e simultaneamente estar ultrapassando este alguém. [risadas] Ou é um ou é o outro.

O que se vê no mundo é o resultado. Mas este aparentemente único resultado estável que a mente parece estar vendo está sendo produzido por esta mente conflitada ou este sistema de crença que tem uma série de crenças conflitantes, mas as crenças são inconscientes. São mantidas fora da consciência; tudo o que a mente está vendo é a figura que as crenças estão produzindo. Tudo o que a mente está vendo é este resultado e ainda assim as crenças são inconscientes. Então, as crenças nunca irão atacar umas às outras abertamente porque resultados conflitantes são impossíveis.

“Mas uma crença não reconhecida é uma decisão de guerrear em segredo, onde os resultados do conflito permanecem desconhecidos e nunca são trazidos à razão para serem avaliados quanto ao sentido que fazem ou não. E muitos resultados sem sentido têm sido alcançados e decisões sem significado tomadas e mantidas ocultas, para virem a ser crenças às quais agora se dá o poder de dirigir todas as decisões subseqüentes.”

Tem muita coisa nisso, bem aqui. Então decisões foram tomadas, têm sido mantidas ocultas em segredo, e agora é isto que é para ser uma crença... uma crença inconsciente. Uma crença inconsciente é apenas uma decisão que é mantida oculta.
Vamos começar com a decisão por conta própria de separar de Deus. Aquela decisão tem sido mantida oculta da consciência, empurrada para fora da consciência, e se torna uma crença. É onde a crença na separação e todas as crenças subseqüentes que parecem acontecer... É como se a mente tivesse feito uma cadeia de decisões, e uma vez que ela tomou uma decisão e não quer ver o que é decidido nisso simplesmente empurra para fora da consciência. Então agora você tem uma crença inconsciente que comanda todas as decisões subseqüentes. Então o pequeno homem robótico na superfície, a pessoa, que parece estar tomando as decisões entre todas as coisas todos os dias é apenas uma projeção ou uma imagem... uma imagem entre imagens... e essas não são absolutamente decisões reais. São apenas resultados das crenças.

Participante 1: Eu tenho uma pergunta. Você sabe, é que quanto eu ouço isso, de onde estou bem agora, eu vejo esta coisa toda da comunicação como estando bem lá no fundo. Existe uma crença que a minha comunicação foi quebrada com Deus e que é muito, muito amedrontador. E é claro, eu não quero esse medo então eu vou projetar isso para fora em todos os lugares e qualquer lugar que eu possa. E eu entendo... quero dizer parece bem simples para mim que é isso que está acontecendo. É simplesmente bem básico. Mas existem tantas outras crenças acumuladas sobre o caminho da crença principal bem lá no fundo com a personalidade... Talvez até mesmo embaixo da personalidade. Eu não sei onde isso se encaixa exatamente, e talvez isso realmente não importa, mas está bem lá embaixo, exatamente no fundo. Parece que há todas essas crenças empilhadas em cima dela e é como... Existe algum jeito de se aproximar daquela crença diretamente ou ela tem que ser aproximada indiretamente através de todas as outras crenças que estão encobrindo-a para que ela não pareça evidente no momento?

Orador: Bem, o jeito para se aproximar dela diretamente é que temos que olhar para a idéia de que todas as crenças são realmente a mesma. Elas tomaram enormes variações. Parecem ser crenças específicas, mas são todas as mesmas crenças.
Participante 1: Porque todas elas surgem de uma crença, aquela que eu me separei.

Orador: Sim.

Participante 1: Chame isso de comunicação, chame isso daquilo que você quiser. É a única crença. Então é só uma questão de chegar a esta consciência de que tudo é a mesma?

Orador: Este é o reconhecimento onde a liberação ocorre. Enquanto você pensa que existem crenças específicas que você tem que passar por elas, é aí... Por um lado falamos sobre a idéia que “Para aprender este curso é necessário uma disponibilidade para questionar todos os valores que manténs.” Parece que você tem que questionar cada crença. E isto pode parecer como, uau, isso vai ser uma bagunça. Isso vai ser um grande empreendimento para vistoriar toda a minha mente. E a alegria vem realmente em ser capaz de ver claramente que todas as crenças são uma. Se você consegue entender... Tenho falado sobre isso outras vezes... Como se fosse o código genético ou o DNA do sistema de pensamento do ego, então todas as aparentes sobras e retalhos ou o sistema de crença do ego, você sabe qual é o código, que é tudo a mesma coisa. E é onde a liberação ocorre.

Participante 1: Mas o reconhecimento de que tudo é a mesma coisa só acontece traçando de volta aquela crença central todas vezes, até que eu possa ver claramente toda e cada vez que parece haver algo aqui fora que está me aborrecendo e então eu só continuo traçando de volta para o mesmo lugar.

Orador: Um outro jeito de chegar nisso é apenas dizer, ‘Por que fazer qualquer coisa? Por que fazer qualquer coisa?’
Participante 1: Eu tive esse pensamento por algum tempo! [risos]

Orador: Você se sairia bem se apegando a isso e usando isso e seguindo isso. Isto é o que eu fiz quando eu estava na minha jornada espiritual bem antes de encontrar o Curso. Eu acreditava que a vida tinha que ter um propósito e que eu simplesmente não queria fazer as coisas porque as pessoas me diziam para fazer ou porque eu aprendi isso num livro ou... Eu simplesmente continuei questionando e questionando, ‘Por que fazer qualquer coisa?’. Para que se envolver com a vida, se não há nenhum propósito na vida, porque seguir em frente com qualquer outra coisa?

Então o que eu acabei fazendo com essa idéia do ‘Por que fazer qualquer coisa’ foi olhar para todos esses conceitos. Eu descobri que eu estava fazendo um monte de coisas para agradar as pessoas. Descobri que estava fazendo um monte de coisas por causa das responsabilidades... Responsabilidades que eu tinha que cumprir. Mas eu continuei a questioná-las. Isso continuou aprofundando cada vez mais.

É tipo como você percebe a si mesmo neste mundo, é tipo como se você estivesse enrolado nisso e parece que você tem que se desenrolar disso. Este é o aparente processo de questionar todas as crenças. Por que trabalhar? Bem, eu listei coisas sobre necessidades para comer. Eu também realmente queria um relacionamento e não conseguia imaginar ter um outro tipo significante de relacionamento sem ter finanças para bancar. Eu não conseguia conceber isso. Então tive que buscar isso também... questionando tudo.

Você tem que questionar o caminho todo para ser capaz de aproximar da possibilidade que este mundo é apenas um mundo de idéias. Não existem coisas reais, concretas e objetivas. Você não tem que fazer parte do jogo, por assim dizer, para ter as fichas para continuar a jogar. Em um momento o Curso diz que você só cometeu um erro, mas ele se torna tão multiplicado e tão estilhaçado e tão subdividido várias e várias e várias vezes.

Eu sempre penso neste enorme espelho que de uma rocha ou seixo tem um ponto penetrante. Assim como um lago que você joga alguma coisa, como as ondas espirram. Pense num espelho liso e claro com um ponto sendo pressionado, estilhaçado e fragmentado em milhões e trilhões de pedaços. É isso o que a mente percebe. Quando a mente percebe através dos olhos do corpo, dos ouvidos do corpo e ouve muitos sons diferentes e vê muitas imagens diferentes. E isso apenas parece ser constante. Aí apenas parece ser mais e mais e mais. Mais e mais imagens, multiplicando.

Toda a questão de tudo que fazemos é arrancar a fidelidade e identificação da mente daquelas imagens. Enquanto ela pensa que ela é uma imagem entre outras mentes. Enquanto existe aquela divisão que parece estar fora no mundo entre o sujeito e o objeto então não pode haver nenhuma paz, não pode haver nenhuma união.

É quase como eles fazem no AA onde eles pedem para você fazer uma pesquisa de inventário moral. Seria bom sentar e revisar um inventário de crença. Tenho feito muito disso e também tenho pesquisado sobre crenças no Curso. Tem ajudado a entrar em contato com algumas das coisas em que eu acreditava e nem sabia que eu acreditava.

A crença em níveis. Em um ponto Jesus diz que todo o conflito vem da crença em níveis. Níveis? Eu acredito em níveis? Eu não sabia que eu acreditava em níveis. Tenho vivenciado o conflito e agora você está me dizendo que o conflito vem de uma crença em níveis. Ele diz que você se dividiu em diferentes níveis. E se você percebe a si mesmo como uma pessoa neste mundo... até mesmo falando sobre mente e corpo, seriam dois níveis. Então você poderia falar sobre algumas das áreas como plano astral e o corpo causal, corpo mental, corpo emocional... Ou você pode usar a terminologia do Curso; parece que existe um mundo que é percebido através dos olhos e ouvidos do corpo e Jesus diz que bem embaixo da superfície do mundo que você vê através dos olhos do corpo está um círculo de medo que você não pode ver. Tipo como o programa subjacente que produz todas as imagens; cadeias de montanhas e oceanos e árvores e tudo, que é somente a superfície disso e por baixo disso está todo o círculo do medo. E você não consegue ver o círculo do medo com seus olhos. É o análogo do auto-conceito. Existe o auto-conceito subjacente feito de todas essas crenças inconscientes que não são questionadas... muito amedrontadoras... a mente se sente muito culpada e muito amedrontada. E então existe a superfície que parece ser bastante gentil, tampa benevolente que está colocada no topo desta base escura. Parece que sou uma pessoa bem decente e faço isso muito bem...

Participante 1: Eu tento fazer o melhor que posso...

Orador: ... existem muitas pessoas piores do eu, tenho uma boa cultura, saúde... Só tem esta cobertura de açúcar que está no topo daquilo que os olhos do corpo podem ver. E então existem os suportes que têm que ser questionados. Então seria útil fazer um inventário da crença.

Participante 1: Quando eu tiver feito isso e escrito as coisas que eu não tinha a mínima idéia que estavam lá. Então eu posso ver como isso é uma coisa estranha de se acreditar, não faz nenhum sentido. E então eu posso ver que ando tomando decisões baseadas nisso. Então, adivinha? Quando a crença subjacente não faz sentido, então o que vem disso faz menos sentido ainda.

Orador: O robô simplesmente continua e ainda assim você tem que ver que você tem que começar a questionar crenças onde você se percebe como um ser. Quando falamos disso, esta é a coisa que surge sobre empregos ou pagamentos de dívidas ou responsabilidade para com a família e etc. Você começa onde você se percebe um ser e no meu caso eu tinha todas essas coisas para cuidar e tomei as medidas necessárias para cumprir com as obrigações para que eu não estivesse tentando fugir disso e me arrancar. Tão logo pareceu que eu encontrei aquelas faltas, aquelas obrigações e responsabilidades então o questionamento simplesmente continuou.

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