‘Professor dos Professores’
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Preparando a Fundação || Desaprendendo o Mundo || Transferência do Treinamento

Revertendo Efeito e Causa;
Chegando no Fundo da Crença do Tempo Linear
Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4

Orador: Este mundo é uma alucinação. Parece haver pessoas saudáveis bem ajustadas andando neste planeta e parece haver outros que são psicóticos e insanos e doentes que estão internados. Qualquer um que parece andar neste mundo mantendo crenças de separação em sua mente é literalmente psicótico. Houve uma quebra com a realidade no sentido de que a mente está sonhando um mundo e tendo alucinações e pensando que ela vê significado e vida neste mundo... que há vida real neste mundo. Este mundo foi feito como uma negação da vida. A única vida é a Luz que está lá no fundo no interior da mente. Realmente quando começamos a olhar isso, esses tipos de seções preparam algumas das lições do Livro de Exercícios onde Jesus literalmente dirá ‘não existe mundo nenhum’ e repetir isso até mesmo na lição

(132). ‘Libero o mundo de tudo aquilo que eu pensava que fosse’. Quando você olha essa lição, essas idéias são fundamentais para aquela experiência. Muitas vezes vem a questão, ‘Até a Bíblia diz para estar no mundo e não pertencer a ele’. Mas nós realmente temos que dar uma olhada nessa idéia ‘no mundo, mas não pertencer a ele’. E eu também ouvi dizer isso ‘Eu tenho uma sensação que se eu continuar a seguir este caminho eu não vou ser funcional no mundo.’ Com certeza uma pessoa não funcionará do jeito que funcionava no passado. É uma completa transformação onde não existe um ser separado sendo percebido funcionando no mundo ou caminhando no mundo do sonho, mas será uma sensação de total deixa pra lá e realmente não dando importância para o comportamento ou o fazer porque isso é apenas uma vaga idéia ou um resultado secundário de se manter nessa intenção que a paz vem ao estar alinhado com o Espírito Santo. Estar nesse Propósito ou intenção é tudo. E o ego irá entrar imediatamente e dizer, ‘Como será isso?’ Em última instância é irrelevante como será isso. Como será isso para quem? Se não há um mundo fora da minha mente e não há nenhuma pessoa fora da minha mente... Eu concebi todos eles... então esta questão se dissolve. Uma outra maneira de olhar isso, deixando de lado o ponto de vista material é Jesus falando, ‘Eu estou determinado a ver. Eu estou determinado a ver as coisas de um modo diferente. Acima de tudo eu quero ver. Acima de tudo que quero ver as coisas de modo diferente.’ Esse ver sobre o qual ele está falando... essa visão para onde ele está guiando a mente... isso não é visão no sentido dos olhos físicos. Reverter causa e efeito é como virar de cabeça para cima um mundo que está de ponta cabeça, por assim dizer.

“O milagre estabelece que tu estás sonhando um sonho e que o seu conteúdo não é verdadeiro. Esse é um passo crucial para se lidar com ilusões. Ninguém tem medo delas quando percebe que as inventou. O medo mantinha-se em seu lugar porque ele não havia visto que era o autor do sonho e não uma no sonho.”

Isso chega no nosso ponto: não pode ser ambos. Você não pode ser o sonhador do sonho e o autor do sonho como também uma figura no sonho. Todo o medo mantido no lugar ao se acreditar e perceber a si mesmo como uma figura no sonho. É como dizer ‘Eu não quero olhar para o medo do lado de dentro. Eu não quero olhar para a causa de todo o sonho, mas eu já aceitei que há uma causa real para o sonho e eu sou uma figura nele.’ Então o medo não pode ser liberado porque o medo é mantido no lugar, ele permanece encoberto e inconsciente na mente;

“Ele dá a si mesmo as conseqüências que sonha ter dado a seu irmão. E é apenas isso o que o sonho juntou e ofereceu a ele, para mostrar-lhe que os seus desejos foram realizados. Assim ele teme o próprio ataque, mas o vê nas mãos de outrem.”
Nós vimos essas seções do ‘o segredo da salvação é apenas esse: tu estás fazendo isso a ti mesmo’ e a mente equivocada que pareceu fazer isso, agora está vendo o mundo como se ele estivesse fazendo ele mesmo.

“Como vítima, sofre em função dos efeitos do ataque”

“O milagre nada faz senão mostrar-lhe que ele não fez nada.”

Então, ela está vendo... fazendo as conexões metafísicas... como no outro dia que fizemos o workshop e entramos na discussão do abuso sexual, e a mulher lá estava dizendo que você não pode dizer que isso não aconteceu. Se você seguir isso metafisicamente é exatamente nisso que você chega. Essa mesma coisa que parece absurda é com o que você acaba tendo como realidade. O passado se foi e na realidade nunca aconteceu é um modo resumido de dizer isso.

“O que ele teme é uma causa sem as conseqüências que fariam dela uma causa. E, portanto, isso nunca existiu.”

Toda causa deve ter um efeito, toda causa deve ter conseqüências. Já que não é uma causa real, não tem conseqüências reais. A mente equivocada acredita que é real e que os efeitos são reais e visto como causativas por eles mesmos. Mas isso não faz com que sejam verdadeiros. Porque o que a mente acredita não faz com que seja verdadeiro. Tipo como a Sabedoria Eterna. Pode ser mantido longe da consciência, mas não pode deixar de ser o que Ele É.

“A separação teve início com o sonho de que o pai foi destituído de Seus Efeitos e ficou impotente para mantê-las, já que não era mais o seu Criador. No sonho, o sonhador fez a si próprio. Mas o que ele fez voltou-se contra ele tomando o papel de seu criador, como tinha feito o sonhador. Assim como ele odiou o seu Criador, as figuras no sonho o odiaram. O seu corpo é escravo dessas figuras, do qual abusam porque os motivos que ele conferiu ao corpo elas adotaram como seus próprios.”

Isso é bem aplicável para aquilo que estávamos discutindo sobre o abuso infantil. Essa é a palavra exata ‘abuso’.

“...do qual abusam porque os motivos que ele conferiu ao corpo elas adotaram como seus próprios. E odeiam o corpo pela vingança que ele quer fazer com que recaia sobre elas. Mas é a vingança dessas figuras em relação ao corpo que parece provar que o sonhador não poderia ter sido o autor do sonho. O efeito e a causa são, em primeiro lugar, separados e depois revertidos de tal modo que o efeito vem a ser uma causa e a causa um efeito.”

Essa é apenas uma outra maneira de dizer aquilo que acabamos de ler na seção do ‘sonhador do sonho’, que o herói do sonho parece entrar e sair de todos os lugares que são tramados pelo sonho e a mente parece ser o efeito de tudo isso. A mente parece não ter nenhum poder sobre os eventos que parecem acontecer.

“Esse é o passo final da separação, com o qual a salvação, que procede no sentido oposto, começa. Esse passo final é um efeito do que aconteceu anteriormente, mas aparece como causa.”

No material ** é a idéia de retraçar os passos. O que o Curso diz é que o tempo na verdade retrocede em vez de avançar. Isso parece ser uma idéia incomum porque o mundo acredita que o tempo é linear e que ele se move para frente. Mas quando as imagens vêm para mim, é como se tivesse andando na praia e visto as marcas dos passos na areia e então pegar uma vassoura e voltar passo a passo ao longo da praia varrendo e apagando as marcas. Então você está literalmente retraçando os passos até que você retorne ao ponto final e está fora da praia, modo de dizer, sem nenhuma marca dos passos ou qualquer traço de qualquer coisa que aconteceu. Isso é importante porque está dizendo aqui que é o passo final da separação. Então, como nós falamos ontem na nossa última sessão, nós temos que começar com coisas específicas... ‘Eu estou transtornado exatamente agora’ e literalmente revirar isso e dizer que eu estou literalmente projetando para que esse transtorno seja um transtorno por causa de alguma coisa que está acontecendo e eu tenho que virar a causa e o efeito na minha mente... bem agora, dê uma olhada nisso. Isso é um retraçar, apenas chegando a um outro reconhecimento que nesta situação em particular ou arena ou evento, que eu estou vendo que não é essa coisa externa que é a causa. É o primeiro passo antes de você chegar à transferência do treinamento e antes de você chegar à generalização ou reconhecimento final que não há nada fora de mim (mente) que possa fazer isso.

“Esse passo final é um efeito do que aconteceu anteriormente, mas aparece como causa. O milagre é o primeiro passo na devolução à Causa da função da causalidade, não do efeito.”

E uma outra maneira de formular isso seria que o milagre é o primeiro passo na devolução da função da causalidade para a mente, não do efeito.

“Pois essa confusão produziu o sonho e enquanto ela durar o despertar será temido. O chamado para o despertar também não será ouvido, porque parece ser o chamado para o medo.”

Então, enquanto a mente acreditar no modo de pensar retrógrado e se apegar e se agarrar a isso, então o Espírito Santo é associado com o terror porque o Espírito Santo parece ser uma ameaça ao auto-conceito, uma ameaça ao modo que o mundo foi construído.

“Como toda lição que o Espírito Santo solicita que aprendas, o milagre é claro. O milagre demonstra o que Ele quer que aprendas e que os seus efeitos são aquilo que tu queres. Nos Seus sonhos de perdão os efeitos dos teus são desfeitos e inimigos odiados são percebidos como amigos com intenção misericordiosa. A sua inimizade é vista agora como não tendo causa porque eles não a fizeram. E podes aceitar o papel de autor do seu ódio, porque vês que ele não tem quaisquer efeitos. Agora estás livre dessa parte do sonho; o mundo é neutro e os corpos que ainda parecem se movimentar como coisas separadas não precisam ser temidos. E assim eles não estão doentes.”

Se as figuras do sonho não têm nenhum senso de vontade ou propósito ou intenção neles e deles mesmos, então é visto que como no ‘sonhador do sonho’ eu dei a eles todo o significado que eu percebia neles. Mas, eles nunca tiveram uma intenção odiosa ou maldosa. Isso é apenas algo que uma vez foi projetado sobre eles. É por isso que a crucificação é um instrumento de ensino extremo, porque aos olhos do mundo Jesus foi traído, abandonado, despedaçado, odiado e eventualmente morto e ele não projetou nenhuma intenção odiosa sobre as figuras do sonho. Naquele ponto poderíamos dizer, na cena da crucificação, que o mundo é neutro e os corpos que parecem se mover pra lá e pra cá como coisas separadas não precisam ser temidos. É parte do pensamento retrógrado que entra sorrateiramente com a crucificação, que houve sofrimento envolvido em Jesus. E o que estamos vendo aqui é que não houve sofrimento envolvido, nenhuma dor envolvida, nada no mundo que reforçaria a separação como sendo real porque ele viu que ele era o sonhador do sonho.

Participante 1: Portanto não havia mais projeção.

Orador: E se ele vê o mundo como sem causa então não há culpa na mente e, portanto, não há nada na tela que reforçaria essa culpa. Certamente a dor e o sofrimento são simplesmente reforços da crença que a culpa é real.

“O milagre devolve a causa do medo a ti que a fizeste. Mas ele mostra também que, não tendo efeitos, não é uma causa, porque a função da causalidade é ter efeitos. E onde os efeitos se foram, não há causa. Assim o corpo é curado pelos milagres porque eles mostram que foi a mente que fez a doença e empregou o corpo como vítima ou efeito do que fez.”

Então ele está pulando de um tipo de nível metafórico para, ‘assim o corpo é curado pelos milagres’. Nós falamos que em última instância o corpo não pode estar doente e, portanto, o corpo não está sendo usado como um efeito ou sendo empregado para ser uma vítima. É visto como sem causa e não um efeito real e é percebido como estivesse fora da mente em vez de estar contido na mente. Isso volta para algumas das nossa outras discussões sobre a doença onde a mente equivocada quer tanto estar certa sobre ser um ser separado, sobre ser um auto-conceito, que ela apenas usa o corpo como uma prova. Essa é a testemunha que ela chama para a tribuna. E no milagre é visto que a mente estava enganada sobre o que ela pensou que era não vê mais que ela está no corpo e não mais precisa ver o corpo como um símbolo do pecado ou como uma prova de que a separação é real. É daí que o paciente pode se erguer, literalmente, no milagre e dizer, ‘Eu não tenho necessidade disso’ porque a decisão é vista como uma decisão da mente e devolvida à mente e levada para longe do corpo como sendo vítima.

“Entretanto, meia lição não ensinará o todo. O milagre será inútil se aprenderes somente que o corpo pode ser curado, pois não é essa a lição que ele foi enviado a ensinar. A lição mostra que a mente que pensou que o corpo pudesse estar doente é que estava doente; a projeção da culpa da mente para fora nada causou e não teve quaisquer efeitos.”

Então muitas vezes quando nós estamos nos workshops com grupos e alguém traz a coisa, ‘mas eu me sinto culpado porque eu estava doente e parecia que eu não podia fazer nada quanto a isso’. Por baixo dessa declaração está a crença de que a mente sabe o que é doença e a premissa de que o corpo poderia esta doente.

Participante 1: Que isso é possível.

Orador: Sim, que isso é possível. E essa realmente não é uma questão, realmente é apenas uma declaração que ainda está dizendo ‘Eu acredito que eu sei o que pode estar doente.’ Mais uma vez, a lição é que a ‘mente estava doente que pensou que o corpo poderia ficar doente; projetar sua culpa para fora não causou nada e não teve efeitos.’ Volta para a alucinação. Isso é o máximo que você poderia dizer sobre isso. Não falar como se isso fosse um fato, ‘Eu estava doente’ com gripe, ou com câncer...

Participante 1: Ou, algum outro corpo estava doente. É tudo a mesma coisa.

Orador: É aquela coisa de ficar com a única lição... ficar com a lição consistentemente. No Manual de Professores Jesus diz que é raro que a lição possa ser consistentemente aplicada para todas as situações. Ele está mostrando quanta vigilância é necessária para ficar nessa lição que a mente é doente, e que é impossível para os corpos estarem doentes, para generalizar isso e transferir isso para todas as situações e lugares. Está tentando manter uma vigilância sobre o que pode ficar doente e toda vez que se presta atenção aos sintomas, nós estamos falando da real tentação, mas é tão fácil simplesmente ir daquilo que nós falamos no nosso intensivo e passar muito cuidadosamente para ver mais conversas sobre isso no nível do sintoma. Hoje, uma das coisas foi a idéia de tentar manter uma vigilância constante contra isso. É muito fácil escorregar de volta para isso. Temperatura é outro. Há muita conversa sobre a temperatura quando estamos dentro do prédio. Para cima e para baixo e aquecedores e assim por diante. Podemos manter isso no workshop e vigiar as nossas mentes e observar o ‘blá blá blá’ e então retirar das nossas mentes toda a tagarelice do ego? Tente ficar muito atento à mente o tempo todo e manter uma observação de perto. Há alguma coisa em particular que alguém queira falar hoje?

Participante 1: Eu não sei de que jeito, mas eu acho que aprofundar mais sobre a doença seria útil para mim. Eu acho que eu estou concluindo que porque eu ainda pareço ter alguns sintomas que eu não estou tão certo quanto eu poderia estar sobre isso. Até mesmo quando eu tusso parte de mim sente como se eu não devesse estar tossindo, esse é um exemplo ruim. Toda vez que eu tusso ou assôo o nariz.

Orador: Então existe um foco real no sintoma. Você se sente constrangido ou incomodado ou culpado?

Participante 1: Para mim parece um fracasso ter clareza na mente, se eu estou tossindo ou assoando o nariz.

Orador: Isso é bom. Então agora mesmo você está dizendo que gostaria de ter clareza. Isso é importante. Você está fazendo uma interpretação que é uma interpretação amedrontadora e se você seguir em frente sem que isso saia e você sente que não está fazendo isso, não entendendo isso, sente como se não estivesse ensinando o que você deveria estar ensinando ou seja lá o modo que você está interpretando isso na sua mente, é apenas um estado onde o medo não é absolutamente reduzido. Não há deslocamento. E uma pessoa parece perguntar, querendo dizer bem, ‘Como você está hoje?’ e talvez queira preparar alguns tipos especiais de comida e isso continua e continua e pode parecer ser um oposto de tudo que nós falamos no intensivo porque parece estar dando apoio a alguma coisa que não pode ser compartilhada. Isso poderia ser algo como um exemplo de workshop na sala de jantar de não compartilhar idéias que não vem do meu Pai e ainda assim a tentação de seguir em frente e ir direto e fazer isso de qualquer maneira. Tem que ficar claro que é uma coisa de ou isso / ou aquilo. Não pode ser alguma coisa que você fala e dá um simulacro de fé e então se virá e escorrega em alguma outra coisa. Quando nós entramos no tema da mágica, todo o ponto da mistura da mágica é recomendado. Isso poderia ser representado como tomar um medicamento, levantar e sair... poderia ser qualquer coisa externa. Fazer algo do lado de fora para tentar causar algum tipo de alívio interno.

Participante 2: E às vezes eles também saem... Eu descobri que isso elimina a discussão das pessoas... Quando eu tive sintomas eu deliberadamente não me coloco em situações onde eu sei que as pessoas vão ficar me perguntando sobre isso, ou focando nisso porque isso não é útil para mim. Eu não quero as pessoas me perguntando como eu estou me sentindo ou focando nisso se eu estiver tossindo ou assoando meu nariz e me questionando sobre isso porque eu não quero discutir isso. Eu acho que eu tento não me colocar em posições onde isso não vai se tornar um assunto, se possível. Se há uma escolha envolvida onde eu posso fazer essa escolha.

Orador: Bem, em muitas discussões, nós sempre dizemos, ‘Traga o assunto’. Em outras palavras, onde dois ou mais estão reunidos... essa é uma oportunidade de ouro para o deslocamento da mente. Ser capaz de trazer o assunto, retraçá-lo com a intenção de ficar tão esclarecido com a crença de que pode haver um deslocamento da mente. Não é como nos reunirmos para falar sobre outros tópicos para discutir e não discutiremos isso. Mas na verdade, você se sente disposto e confortável o suficiente, traga o assunto e use-o como algo para se aprofundar e esclarecer. A culpa está vindo da interpretação dos sintomas. O que nós estamos tentando ter na mente é que o corpo não pode ficar doente. Como nós falamos outro dia sobre um lápis e um sapato estando doentes. A mente é a única coisa que pode ficar doente, metaforicamente. A mente errada está doente. Mas ela está começando a ver que o instrumento de ensino não pode ficar doente, e que só há uma interpretação faltosa sobre o instrumento de ensino. Imagine comparar um som de um geladeira com uma tosse... e a culpa vindo da interpretação que está sendo dada para aquilo que está acontecendo na tela. Não tem nada a ver com nada por si só.

Participante 2: E o que o Curso está dizendo para nós olharmos para além dos erros que são cometidos. Nós ignoramos o ego. Então o que o orador está dizendo é que se alguém está tossindo é apenas uma questão de ignorar isso. Se eu fizer uma interpretação disso, então eu estou cometendo o mesmo erro que a pessoa que está tossindo. Então é apenas uma outra oportunidade para eu ignorar um erro que parece estar vindo de um irmão. É um lembrete para mim. Aquela seção no relacionamento curado que nós lemos tem estado na minha mente desde o dia que nós falamos sobre isso. Ele diz ‘o Espírito Santo agradece seus esforços... ele reconhece seus bons esforços em seu nome e ele tem ignorado seu erros. Você tem estado disposto a fazer o mesmo para o seu irmão?’ E para mim mesmo: Eu tenho estado disposto a fazer o mesmo com os erros apreciar os bons esforços? Isso teve um grande impacto em mim porque eu não tinha estado disposto a fazer isso. Eu reconheço que isso é algo que eu realmente preciso trabalhar porque eu não ignoro os erros e em vez disso eu fico escolhendo e até apontando para mim mesmo. E então uma tosse ou qualquer sintoma é apenas um outro erro. Está entrando na ordem de dificuldades também isso está dizendo que se você tosse, isso é diferente de ter um câncer de mama. Então a sua mente é curada ou mais curada. É só um erro.

Participante 1: Então o erro é que eu associo tosse com doença, esse é o erro.

Participante 2: O erro é que você pensa que o corpo pode adoecer.

Orador: Quando chegamos à nossa questão do propósito, quando você chega na idéia de como olhar para o corpo, para o quê você está usando isso, e você pode levar isso para um campo mais amplo de olhar para toda a sua vida sob essa coisa do Propósito, como você vê e usa o corpo é o que é importante. Eu o vejo como insignificante ou completamente à parte de mim e como um instrumento de ensino ou existem modos em que ele ainda parece muito importante para mim. É por isso que é importante entrar nisso muito profundamente. Nós podemos usar o veículo da conversa sobre doença e entrar nisso e ir tão profundamente quanto possível para ficar mais esclarecido e clarear mais isso. Ver uma cadeira como uma cadeira é doentio. Ver um relógio como um relógio é doentio. Porque em última instância ver qualquer coisa como se ela tivesse uma existência separada e à parte de todo o resto é doentio. É uma interpretação doentia. Mas você vê quão diferente isso é nos olhos do mundo como talvez ver um corpo como doente. Para o mundo uma cadeira é uma cadeira, um relógio é um relógio e uma pessoa doente é uma pessoa doente porque ela tem sintomas que nos deixa saber que está doente versus uma pessoa saudável. Porém é a mente que está quebrando o mundo em pequenas caixas e categorias. Isso é doentio. É isso que precisamos começar a ver. É aí que está a doença. Muito menos interpretação dos significados dos sintomas e dizer que alguns corpos estão muito mais doentes que outros... que o câncer é muito mais sério que a gripe ou um pele solta no canto da unha. Você vê todas essas categorias diferentes, mas isso vai muito mais fundo do que apenas tosses ou coisas parecidas.

Me deu um estalo para abrir a lição 136 no livro de exercícios. Hoje ele é um trampolim. E assim como um prelúdio para isso, deixe-me voltar para a coisa do auto-conceito também. Se a mente acredita que ela é culpada e está tão determinada à se agarrar nesse conceito, para ela a doença parece um pequeno preço porque ela é uma testemunha de que o corpo pode dizer à mente como se sentir. É uma testemunha daquela pequenez, a vulnerabilidade deve ser verdadeira. Então, isso pode voltar como algo tão sutil quanto, ‘Eu quero que alguma coisa seja desse jeito, em vez daquele jeito’. Tudo que nós falamos sobre a nossa ordenação dos pensamentos, preferências. A mente que acredita que pode ordenar seus próprios pensamentos é uma mente que está doente, mas não quer ver o quão doentio isso é, tudo para a mente, completamente sem a intenção da mente, então isso é uma outra testemunha ou prova da vulnerabilidade e que a culpa é justificada.
“Ninguém pode curar a menos que compreenda a que propósito a doença parece servir. Pois só então compreende também que o seu propósito não tem significado. Não tendo causa ou qualquer intenção significativa, a doença não pode existir de forma alguma. Uma vez que isso é visto, a cura é automática.”

Então isso está realmente voltando para a mente. Qual é a causa da doença? Até se você define isso em termos de mente errada. A mente errada é a interpretação doentia da realidade. É a asserção que diz, ‘Eu sou o que eu desejo ser do que Deus me criou’. E quanto ele diz ‘não tendo causa ou qualquer intenção significativa, a doença não pode existir de forma alguma’. Isso tem que ser retraçado para onde ele veio. Isso veio de Deus? Esta é a questão de última instância que volta toda vez. É simples assim.

Participante 2: Você vê, eu tenho usado essa e outras seções do Curso, mas eu me sinto culpado porque eu acho que eu vejo isso. Mas, às vezes a cura não tem sido automática. Naquela outra seção no Manual onde diz, ‘Se um paciente suspeitasse isso levemente, ele estaria curado instantaneamente’ e eu acho que eu certamente suspeito isso! Eu sinto que eu tenho uma pista do que está se passando. Então eu penso que eu devo estar brincando comigo mesmo. Eu não devo entender absolutamente nada.

Orador: Nós temos que continuar tentando treinar nossas mentes para se agarrar naquela intenção e deixar partir que nós pensamos que sabemos.

Participante 2: Fazer todas essas interpretações e tudo, seria muito mais fácil simplesmente não ir para lugar algum não ter que lidar como todas essas outras pessoas que não atendem as minhas expectativas ou a minha interpretação de como deveria ser. E no entanto essa ainda não é a resposta porque eu tenho que ter essas oportunidades para praticar.

Participante 3: Mas o que você está dizendo é que não há nenhum lugar para ir. É como ser um ateu... há alguma coisa a negar. Então você realmente está dizendo que existe alguma coisa, mas você quer negá-la.

Participante 2: Que existe alguém para eu ficar longe... situações a evitar.

Participante 3: Sim.

Orador: Bem, se você coloca isso nos termos do Curso ‘Somente o plano de Deus para a salvação funcionará’ Qual é o plano de Deus para a salvação? Mudar a sua mente sobre a sua mente. É isso aí. Neste instante. Então existe o plano do ego... se alguém agisse de forma diferente ou se eu estivesse num lugar diferente… se este evento tivesse acontecido, se essa circunstância fosse diferente disso... alguma coisa na tela tem que mudar. Mas a única coisa que não muda no plano do ego é mudar a minha mente quanto a minha mente. Isso eu não tenho que fazer. Eu posso estar certo sobre quem eu penso que sou e alguma coisa na tela tem que mudar. Você vê. Isso põe tudo no seu devido lugar. Existe um plano de Deus, existe um plano do ego. E Ele diz que ‘Isso parece um absurdo, mas você verá que você realmente acredita no absurdo se você observar a sua vida, se você observar a sua mente’. Isso é precisamente o que você está tentando fazer o tempo todo. Você está tentando mudar alguma coisa externa para fazer com que salvação aconteça e isso nunca funcionará. Isso custará o mundo todo que você pensa que conhece, e o mundo todo que você pensa que vê.

Participante 1: Fale sobre essa idéia sobre aquilo que é mais útil. Eu quero alguma clareza sobre quando manter isso na minha frente e quando eu estou usando isso como uma desculpa ou uma fuga ou um julgamento.

Orador: Você coloca isso no contexto dos estágios do desenvolvimento da confiança. Primeiro você passa por um estágio onde você começa a ter um senso de que tudo é útil. Onde quer que o corpo pareça ir, o que quer que pareça que você esteja fazendo. Então a coisa sobre aumentar a utilidade. Então é realmente como um passo no processo, mas o próximo estágio é o reconhecimento que o professor de Deus... tudo que ele queria era abandonar o falso e aceitar o verdadeiro, mas ele não tinha nenhum senso de o que falso e o verdadeiro são. A mente dele ainda está tão apegada na idéia do sacrifício e a crença na forma que ele ainda não sabe. Então nesse estágio inicial daquilo que pode aumentar a utilidade, o que fazer para aumentar a utilidade, é ainda um passo inicial no processo porque ainda envolve mudança de circunstâncias. É um tipo de erro sutil, um erro do ego, para fazer um refúgio para se esconder da culpa. O Curso fala sobre isso em termos de relacionamentos especiais de amor, mas você poderia ter um estudante no caminho espiritual tentando encontrar o caminho mais fácil e útil e ainda escorregar para esse refúgio do ‘quando eu estiver em tal local e quando o local é quieto e nós podemos sentar e conversar confortavelmente, eu quero estar em tal ambiente para sempre porque isso é mais útil’.

Em resposta a sua pergunta, é realmente importante apenas ficar atento. Você pode instantaneamente usar qualquer situação que parece estar passando na tela. Você pode trazer isso de volta e olhar a sua reação e usar aquilo como um ponto de partida para ver onde você está fazendo uma interpretação de qualquer situação em particular que está te machucando bem agora. Nós voltamos para a mente certa e mente errada. Existem dois conjuntos na mente e toda vez que eu estou sentindo coação e toda vez que estou me sentindo desnorteado, confuso, duvidoso, inquieto eu me pergunto: Cristo pode ser inquieto? Cristo pode estar duvidando? Há uma confusão fundamental de identidade e a sensação de inquietação e desconforto ainda significa que eu quero me apegar e agarrar ao jeito que eu construí do que o jeito que é.

Participante 2: Até que você saiba qual é a sua função, e até você cumprir a sua função, você estará inquieto.

Orador: Isso mesmo. Quando estamos relaxados e quando estamos no propósito isso simplesmente se desdobra tão sem esforços. Nem parece que é um grande trabalho. Não é nem mesmo pensado desse jeito, esse uau, que foi um grande trabalho que eu acabei de arranjar. É um quadro de referência diferente para coisa toda. Pensar no passado ou no futuro acarreta uma tensão enorme porque o ego quer que nós mantenhamos ambos na nossa mente quando na verdade só há o Instante Santo, Agora. O ego quer que a mente continue pensando no passado e projetando no futuro.

“Ninguém pode curar a menos que compreenda a que propósito a doença parece servir. Pois só então compreende também que o seu propósito não tem significado. Não tendo causa ou qualquer intenção significativa, a doença não pode existir de forma alguma. Uma vez que isso é visto, a cura é automática. Ela dissipa essa ilusão sem significado pelo mesmo enfoque com que leva todas as ilusões à verdade e simplesmente as deixa lá para que desapareçam.”

Nós estamos falando sobre esses termos de doenças como sintomas corporais, mas você também pode dizer isso de alguém que pareceu estar psicologicamente transtornado. Você poderia trazer toda a extensão das coisas. Ou você poderia ir para o outro lado e acreditar que alguém está realmente saudável. A ilusão da saúde do corpo poderia ser levada até a verdade do mesmo modo e deixada lá para desaparecer. Só chegando ao ponto de que não há ordem de dificuldades.

“A doença não é um acidente. Como todas as defesas, é mais um instrumento insano para o auto-engano. E como todas as demais, o seu propósito é esconder a realidade, atacá-la, modificá-la, torná-la inepta, deturpá-la, distorcê-la ou reduzi-la a uma pequena pilha de partes desagrupadas.”

E é isso que todo esse mundo é, uma pilha de partes desagrupadas. Você está olhando em volta de um cômodo e você está vendo casacos, um forno, tapetes e uma cadeira... Partes desagrupadas. Não importa sobre o que você está falando, mas parece que eles têm existência própria. O microondas está separado daquela geladeira e da chaleira e daquele tapete pelo espaço. Isso só mostra quão profundo essa doença da mente vai porque tudo que se presume ser a realidade do dia a dia foi simplesmente agrupados nesta pilha de partes desagrupadas.

“O objetivo de todas as defesas é o de impedir que a verdade seja íntegra. As partes são vistas como se cada uma fosse íntegra dentro de si mesma.”

Participante 2: Então olhando para o mundo, tudo está provando isso para mim conforme eu olho e vejo todas essas partes desagrupadas todos os dias, se isso é como eu vejo, e se eu não estou atento então é apenas uma prova adicional de que é uma bagunça caótica.

Orador: Nós estamos redefinindo o que é doença, olhando alguns dos assim chamados sintomas no corpo ou você até mesmo poderia dizer com a família, comunicação disfuncional... mas apenas olhando para fora para o cenário de inverno e ver flocos de neves separados e animais separados e árvores separadas e seja lá o que for separado... enquanto a mente estiver vendo separação por todos os lados e acreditar que aquelas coisas... flocos de neve, carros, estradas e rios... têm existência própria, essa é uma percepção doentia. À medida que continuamos, a mente equivocada quer se apegar na doença, percepção distorcida que ela tem e, portanto a doença parece servir o propósito de não ter nada a ver com isso. ‘Isso está sendo feito para mim totalmente sem a minha própria intenção’. Então, a mente finge que ela não tem escolha do modo que ela vê isso. Ela não tem uma parte nisso. Ela não tem uma escolha na questão.

Participante 2: Então, usando esse exemplo... a única coisa que eu tenho que fazer com isso é o propósito que eu dou a isso.

Orador: Sim.

Participante 2: Se eu estou usando a percepção do ego, então é um monte de partes desagrupadas. Se eu estou usando o propósito do Espírito Santo então é que...

Orador: Estão unidos na percepção. O cena toda, o cenário inteiro vem a ser unificado. Ele vem a ser quase como uma cortina de fundo, isso é importante por causa do Propósito cintilante que está sendo mantido na frente. É um sonho feliz.

Participante 2: Se torna periférico. É assim que descrevemos isso no passado. Isso faz sentido.

Participante 1: Então, é como se não fosse visto quando é periférico.

Orador: Não é notado porque a percepção é seletiva e quando você está dando um zoom e focando na sua intenção ou seu Propósito, então o fundo simplesmente não é importante ou é irrelevante naquele ponto.

Participante 2: Então como o seu exemplo anterior quando você estava dizendo que quando você está focado no calor ou na doença (sintomas), então isso é escolher uma das peças e mantê-la como separada e dizer, ‘Vamos olhar para isso’ e tentar ver como isso se encaixa no todo, o que não pode ser encaixado se eu estiver mantendo-o como separado.

Orador: E é necessário duas mentes para concordar que existe uma doença. Se uma mente absolutamente não cair na armadilha de fazer isso que você está descrevendo, então é isso que é a cura. Você mantém na mente o quão impossível isso é. Qualquer coisa que é julgada ou valorizada, como um corte de cabelo que você diz que é o melhor que de todos que você já teve ou esta camisa é a camisa mais atraente que eu já vesti, isso é a ordenação do pensamento de novo. Esse julgamento é que faz com que o erro seja real. Enquanto existir cortes de cabelo melhores ou piores, empregos superiores e inferiores... roupas com estilo e mal vestido, erros parecem reais. Você vê como isso torna o erro real. Não é nada se é avaliado positivamente ou negativamente. E esta é a metafísica subjacente a razão pela qual você não quer entrar nos julgamentos. Porque isso faz com que o erro seja real. Isso faz com que o mundo seja real na mente do pensador.
Isso não precisa ser assim. Pois tudo é Um na Verdade.


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