‘Professor dos Professores’
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O Relacionamento do Espírito com o Mundo

Participante: Vamos falar sobre este assunto da Criatividade como veremos aqui numa expressão mais elevada. Eu tenho tido muitas conversas com pessoas sobre este assunto e intuitivamente sinto que na verdade há um relacionamento entre forma e espírito. Eu acho que isto ocorre com tudo. E parece haver um pensamento na metafísica que tende a descartar a forma ou a matéria como raciocínio da Ciência Cristã, “Não há vida, inteligência ou substância na matéria.” Como se a matéria fosse algo ruim, como se você não estivesse operando no reino do espírito, que você não está fazendo o que você deveria estar fazendo. E eu não acredito nisso.

Eu entrei numa grande discussão com a minha irmã que é uma Cientista Cristã quando eu estava em Cairo. Ela sofria de diabetes e não estava se cuidando direito para se curar. Ela tem um monte de problemas; ela perdeu a visão, etc. etc. Ela não aceitava ou até mesmo considerava a possibilidade da premissa que há um relacionamento entre a forma e espírito.

Por falta de um mundo melhor é Seu prazer, ver as coisas expressas na beleza da forma. Quando você vê um pôr do sol, quando você vê uma chuva de neve, isto é forma. Não é uma idéia. Pode bem ser uma idéia, mas também é uma forma. Quando ouvimos uma música, no entanto isto não é tão forma como um passo além porque a música se torna forma num papel quando a composição foi escrita no papel com tinta. Então a ação ocorre quando o arco é roçado sobre as cordas ou uma palheta sendo vibrada ou o que quer que seja.

O relacionamento aí é muito similar ao que estamos tentando entender, é o relacionamento entre o que é mais importante. O espírito é mais importante que o pensamento? O pensamento é mais importante que a forma? E eu não acho que isto é uma questão de importância como é entender o relacionamento da presença de Deus em todas essas coisas. Intuitivamente, eu só acho que há muita resistência quando se toca no assunto do mais tradicional sistema de crença da metafísica que tende a negar a matéria. Como se isso não fosse verdadeiro, que você não está realmente doente, ou que realmente não há guerra. Quando de fato, assim como pensamentos não podem ser bonitos, formas também podem não ser bonitas. E é a aplicação bem na linha do relacionamento entre Espírito, pensamento e forma que a cura, a limpeza ou embelezamento ocorre - não na negação deste relacionamento. Eu acho que Deus está presente em todas estas coisas e nós precisamos aprender como integrar o espírito, pensamento e forma e não de alguma maneira nos livrarmos da forma.

Orador: Há muitas coisas que você falou que podemos discutir. Há alguns pontos bem claros que Jesus deixou.

Uma das questões que você levantou que é boa para se adentrar foi que quando você estava falando sobre a idéia da Ciência Cristã e chegar a conclusão de que a crença é que a matéria é “ruim”. Isto é um erro que está sendo cometido. Jesus toma a palavra no Curso e o que ele diz é que isto é “tornar o erro real”.

Em outras palavras, logo que algo como a matéria leva um nome ruim, então de alguma maneira está sendo dada a uma realidade ela. Assim como o lado positivo disso, dizer que há algo bom na matéria. Ambos os lados acabam sendo irreais. E eu uso irreal somente no sentido de que é temporal, constantemente mudando e em fluxo.

Podemos olhar para o cosmos e o movimento dos planeta e as estrelas e a expansão do universo e Jesus está basicamente fazendo a distinção entre o Espírito que é infinito e eterno e imutável e contrastando com o tempo / espaço / matéria contínua que é finito e em constante mudança. Esta é uma distinção fundamental que ele está fazendo. A questão que você levantou sempre tem sido um canteiro de discussão, toda essa coisa sobre o relacionamento entre espírito e forma.

E as pessoas realmente levantam questões como o pôr do sol e assim por diante. E existe uma beleza intrínseca no pôr do sol? Ou o significado é inteiramente descrita pela mente? Esta é uma grande distinção. Existem duas lições do livro de exercícios onde Jesus claramente tenta chegar a exata questão do que você está falando. São as lições 29 & 30. ‘Deus está em tudo que eu vejo’ é a lição 29 e segue o que você está dizendo. Então na lição 30 diz, ‘Deus está em tudo que eu vejo porque Deus está na minha mente.’ Então ele não só diz que Deus está em tudo que eu vejo como ele dá a isso com uma razão.

O erro que muitas vezes acontece é a crença que Deus está literalmente vivendo em tudo que eu vejo que é uma crença num sistema bem metafísico, particularmente sistemas orientais que falam sobre isso. Ou que Deus literalmente tenta SE expressar através da forma de alguma maneira. Usando suas palavras de ontem à noite, “O infinito não olha para o finito”. Quando ele fala sobre tudo o que eu vejo porque Deus está na minha mente, ele faz uma manobra afastando da coisa filosófica do panteísmo que é baseado na premissa que Deus vive em cada forma do universo. E na lição 29 isto quase parece com o panteísmo... Deus está naquela lata de lixo, etc. se você ler o que ele está dizendo na lição 30 e sai e diz que Deus não vive em objetos como você os vê com os seus olhos. Mas porque o propósito do Espírito Santo pode ser dado a cada objeto projetado, é o que a declaração quer dizer.

Mas precisamos treinar as nossas mentes para vivenciar este propósito. Enquanto que a visão panteísta é que Deus está literalmente vivendo em coisas e isso leva para longe da mente.

Agora, ele diz em outras partes do Curso que Deus não conhece forma. Então, isto parece contradizer porque em uma parte diz que Deus não conhece forma e então na lição diz que Deus está em tudo que eu vejo. A forma exata de realmente olhar para a lição 29 poderia ser, dizer que o Espírito Santo está em tudo que eu vejo porque o Espírito Santo está na minha mente. Este é aquele propósito ou aquela luz branca ou a lembrança de Deus, se nos podemos nos alinhar a isso, sentiremos a beleza que você está falando quando estamos no propósito. E a boa notícia é que nós podemos sentir isso independente do que está acontecendo, na tela. Poderíamos estar no meio dos distúrbios que ocorreram em Los Angeles. Mas se você estivesse alinhado com o Espírito Santo como Jesus estava, então sua percepção daquela situação poderia ser totalmente transformada.

Participante: Quando eu estava falando de relacionamento entre espírito, pensamento e forma, eu não quis dizer interferir que os percebia como sendo igual porque de fato a ordem verdadeira da magnitude seria espírito, pensamento e forma. E neste mundo temos a tendência de perceber as coisas completamente do oposto. Aquela forma é real e espírito, quem sabe?

Orador: Se a verdade for subjetiva… se a minha verdade subjetiva é diferente da verdade subjetiva da Carol e a dela diferente da sua e assim por diante, então voltamos a fazer a pergunta “Que valor tem a verdade se ela varia de pessoa a pessoa?’ Uma pessoa tem uma versão da beleza e você tem outra. Voltamos para aquela verdade que tem todos esses significados diferentes.

No sentido muito extremo o Curso está dizendo que o espírito, que é muito negado neste mundo, é em último caso irreconciliável com a forma. Todas as nossas tentativas para reconciliar os dois está aonde a dor vem. E o Espírito Santo é a lembrança de que não são reconciliáveis. Quanto mais profundamente entramos na nossa mente e no movemos para a luz abstrata mais podemos ver que esta é a nossa realidade. As outras foram então vistas com um meio de progresso, ou uma metáfora. Quando você alcança o ponto do mundo real, quando você tiver limpado o espelho por completo e estiver refletindo somente a luz em que Deus toma o último passo e nos ergue para a abstração pura. Neste ponto a percepção desaparece então até aquela discussão sobre a forma e o pensamento e o espírito finalmente chega o reconhecimento de que é por isso que o Curso fala que a forma é irreal, porque Deus não a criou. Está mudando e está amarrada no tempo. Está é a única distinção.

É uma distinção profunda e realmente difere muito do sistema metafísico oriental onde eles dizem que Deus estava sozinho e quis vivenciar companheirismo ou outras idéias que dizem que Deus está tentando expandir e estender no universo material que de uma perspectiva do Curso não faria sentido. Como poderia ser que algo infinito poderia se tornar finito? Isto é similar a crença das almas infinitas e imortais que entram no corpo de um bebê quando elas nascem. E então você vive uma vida e a alma parte e sai e então ela vem como um outro e a coisa toda começa de novo. Em algum ponto eu tive que questionar, se a alma é imortal, ilimitada e eterna e está entrando neste pequeno placa finita de carne então vive por um tempo, está amarrada no tempo, fica doente... Como pode ser? Foi uma metáfora útil por um tempo, a idéia de uma alma, dá uma sensação que existe mais do que esta vida, que pelo menos você está evoluindo. Mas é uma metáfora. Você é uma mente que projetou fora uma tela de imagens e se identificou com uma delas. Jesus está nos chamando para fora desta identidade falsa. Que é voltar para o Sonhador da perspectiva do Sonho.


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