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A Prece da Serenidade; Nenhum Controle Sobre o Mundo

Este diálogo é uma transcrição do CD de áudio “A Prece da Serenidade / Nenhum Controle Sobre o Mundo”.
Este diálogo ocorreu entre o Orador e dois participantes numa pequena reunião.

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Orador: Esta noite eu gostaria de chegar ao núcleo exato da questão e deixar tão claro que isto não vai ser uma longa jornada. Eu quero ir direto para o núcleo para que haja clareza. A primeira coisa que quero fazer é perguntar se um de vocês dois consegue se lembrar da Prece da Serenidade, porque temos um livro de 1.200 páginas na nossa frente, mas o núcleo da sabedoria está contido na Prece da Serenidade. E é disto que nós vamos falar esta noite.

Participante 1: Deus me conceda serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que eu posso e a sabedoria para reconhecer a diferença.

Orador: Nós continuaremos a voltar nisso porque isto é a pepita sobre o que o todo o Curso significa. O Curso é sobre obter a sabedoria para reconhecer a diferença entre as duas primeiras declarações - as coisas que eu posso mudar e as coisas que eu não posso... aceitar as coisas que não posso mudar e mudar as coisas que posso, a sabedoria para reconhecer a diferença. E aí que entra o discernimento e a discriminação. É aí onde nós realmente queremos entrar está noite para enxergar as duas primeiras pelo que elas são. Se você consegue enxergar as duas primeiras pelo que elas são, este é o fim de todo o sofrimento. Não é mais uma jornada linear se eu realmente consigo obter lucidez.

Tem uma única sentença hoje que veio tão alta e clara, “Você ainda não pode ter vontade contra ele e é por isso que você não tem nenhum controle sobre o mundo que você fez.” Então eu gostaria que vocês apenas dessem uma olhada por um minuto e vejam o que aparece em torno disso e quais são os seus sentimentos e o que significa para você... que você não tem controle sobre o mundo que você fez.

Participante 2: Minha primeira reação é “Ah, NÃO! Isto é uma má noticia se eu não tenho nenhum controle sobre o mundo que eu fiz”. Então conforme penso sobre a declaração há mais do que uma idéia de alívio se eu não tenho nenhum controle sobre o mundo então eu não tenho que ficar tentando controlá-lo, que não tem sentido tentar controlar o que não é controlável. E assim eu simplesmente retiro minhas mãos dele, porque não sentido nenhum manter as minhas mãos lá quando isto é em vão. É uma perda de tempo, um jogo. Por que eu iria querer por as minhas mãos lá... a minha mente lá?

Orador: ... sua atenção lá. Consegue enxergar quão abrangente é esta declaração? Que você não tem controle sobre o mundo que você fez. Antes nós estávamos numa discussão sobre alguém que você achou que estava falando demais, que seria uma circunstância minúscula que se encaixaria debaixo deste guarda-chuva do ‘você não tem nenhum controle.’ Consegue enxergar que isto se encaixaria aí como também todos os problemas concebíveis relacionados às coisas específicas, ou desejar que as coisas fossem diferentes do que elas são?

Participante 2: Este era o pensamento que estava tendo enquanto você estava falando aquilo… que todas aquelas coisas são exemplos de desejar que as coisas fossem diferentes do que elas são. E se elas fossem [diferentes] então seria muito melhor.

Orador: Nós passamos uma sessão inteira falando sobre a inquietação que você estava sentindo. E você lembra que traçamos isso muito cuidadosamente acreditando que você tinha uma escolha no mundo da forma. Consegue enxergar como isso abrange aquilo? Você não tem controle sobre o mundo que você fez, e todo o conceito de ter que escolher entre as coisas, circunstâncias, eventos e objetos... toda a pressão e luta e até mesmo a inquietação talvez de querer saber o que fazer depois ou sentir como se você devesse estar fazendo algo diferente... consegue enxergar como tudo isso se encaixa no ‘você não tem nenhum controle sobre o mundo que você fez?’

Participante 1: Sim, isto parece mais claro. Mas eu acho que onde eu tenho estado com a cabeça recentemente é que o controle está na mente, de que mantendo a minha mente focada na minha intenção, que isto controlará o mundo. Você entende o que estou dizendo? Ainda existe este pensamento.

Orador: Como ela controlará o mundo? Mesmo que você pudesse focar sua mente desse jeito, o que você está querendo dizer...

Participante 1: Que o mundo poderia mudar ou que as pessoas poderiam mudar. Que haveria um reflexo no mundo da mudança na minha mente. Assim seria o controle que eu teria. O controle viria através da minha mente e seria refletido fora dela no mundo.

Orador: Se eu acho que o mundo vai mudar de alguma maneira... as pessoas disseram, ‘conforme eu me torno mais esclarecido, é assim que a evolução do mundo irá melhorar e se tornar um lugar mais pacifico’. Este seria um exemplo sutil de acreditar que eu ainda tenho controle sobre o mundo de alguma forma. Mas está começando a chegar no ponto da Prece da Serenidade onde você pode ver as coisas que você pode mudar.

Participante 1: Que seria a minha mente, é isso.

Orador: A última sentença no parágrafo [citado anteriormente] “Pois você realmente tem controle sobre a sua mente.” Afirma isso muito claramente. Então, enquanto você não tem nenhum controle sobre o mundo que você fez, você realmente tem o controle sobre a sua mente. É aí que está o controle. Aquela sentença não fala nada sobre o mundo, nada.

Participante 1: Mas o mundo é a minha mente, então como isto é diferente?

Orador: Quando falamos sobre ‘você não tem nenhum controle sobre o mundo que você fez’ estamos falando do mundo projetado ou ‘o roteiro’. Você até poderia dizer que a mente equivocada [pensamentos e o mundo que foi projetado deles]... que não existe controle sobre isso, mas que existe controle sobre o propósito que eu dou ao mundo. Estamos fazendo uma distinção clara entre forma e conteúdo. Quando dissemos que você realmente tem controle sobre a sua mente, voltamos para chegar no fundo da base e os dois propósitos na mente [os propósitos do ego e os propósitos do Espírito Santo] e é aí onde eu tenho do controle porque está é a decisão. Na verdade é a única decisão que eu tenho. É ainda uma metáfora porque no Céu não existe absolutamente decisão nenhuma, mas eu não posso estar no estado de ser até que primeiro eu veja a escolha onde ela está e veja onde eu tenho o controle. Voltando à Prece da Serenidade, mudando as coisas que eu posso é a mente, porque eu tenho uma decisão entre esses dois propósitos. Quando se diz, ‘aceitar as coisas que eu não posso mudar’ estamos falando do ‘roteiro’ ou do mundo projetado. Uma outra parte do Curso diz, “Não busque mudar o mundo, busque somente mudar a sua mente em relação ao mundo.” Isto se encaixa muito bem aqui. Não busque mudar o mundo. Por que? Porque você não tem nenhum controle sobre o mundo que você fez. É sem sentido e infrutífero tentar mudar algo. Não há mudança possível.

Participante 2: Então voltando ao que o [1] falou anteriormente, sobre o mundo ser um reflexo da mente... isto não está implícito de nenhuma maneira que existe um controle sobre o roteiro. Mas somente que a forma que olho para isto refletirá no propósito que dou a ele. Se eu dou o propósito do ego ao que eu vejo, então é isto que será refletido de volta para do roteiro. E deste mesmo roteiro, o propósito do Espírito Santo será refletido de volta para mim se é isto que está na minha mente.

Orador: Sim. Então neste sentido o mundo é simbólico ou o representante do propósito que eu me apego. A única coisa sobre a qual eu tenho controle. Eu tenho controle é a escolha do propósito que eu dou ao mundo. O propósito do Espírito Santo, se eu consigo ver que esta é a única alternativa e abraço isso, este é o Mundo Real. Este é mundo que foi dado um significado completamente diferente do propósito do ego, pois o mundo é apenas para reforçar a separação e a culpa. Até mesmo o mundo real não é um propósito real de certa maneira, pois uma vez que o propósito é alcançado, então isto é visto como sem propósito. Porque se tivesse um propósito real então ele teria uma realidade, e o mundo real é uma ilusão também. Mas não estamos tentando dar início à corrida antes da partida.

Participante 2: Para mim é importante lembrar que o reflexo que volta para mim… que ele não tem nenhuma existência objetiva. Que tudo depende de como eu olho para ele. É como se tivesse qualquer coisa separada de como eu estou olhando para ela. O que estou pensando é sobre o que alguém me disso recentemente que “Se eu começar a olhar para as coisas de modo diferente, as coisas não mudariam na forma?” Mas não é nada sobre mudança na forma. É somente minha percepção, ou a interpretação que estou dando para aquela forma.

Participante 1: Então é aí que a mudança na forma ocorre.

Participante 2: Sim. Não é uma mudança na forma, mas falamos sobre isso dessa maneira. Na verdade é uma mudança em como eu estou vendo o roteiro. Porque o roteiro já está escrito. A mudança na minha mente não muda nada no roteiro. Só muda a minha percepção do roteiro.

Orador: Agora vocês estão trazendo um outro elemento. Nós só começamos com uma coisa simples, ‘você não tem nenhum controle sobre o mundo que você fez.’ Então vocês acabaram de trazer o elemento ‘o roteiro já está escrito’. E isto parece combinar com o ‘você não tem controle sobre o mundo que você fez.’ Se o roteiro está escrito, se está no tempo passado, ele se foi e está feito. Como se muda uma pintura que já está terminada se está acabada e feita? Como se muda alguma coisa que já acabou? Isto está trazendo o sentido do tempo. Está é uma das razões metafísicas porque você não tem controle sobre o mundo, porque ele é todo passado. Lição nº 7, “Eu só vejo o passo.” Minha mente está preocupada com pensamentos passados. Esses pensamentos passados estão me mostrando um mundo passado e, portanto, se eu acho que posso mudar a tela, assim dizendo, ou mudar o roteiro então no que eu acredito? Acredito que posso mudar o passado!

Participante 2: Ou eu acredito que não é realmente passado, que este é o presente em vez do passado.

Orador: Sim. E quando é iluminado para nós que estamos vendo através dos olhos do corpo, que a mente enganada vê o passado, então tentar mudar as coisas no mundo seria tentar mudar o passado. Esta é toda a base para os relacionamentos especiais. A mente acredita que ela foi privada. Ela continua procurando fora dela mesma porque ela continua tentando consertar a tela. Um outro corpo, um outro relacionamento, um outro carro, uma outra casa, um outro clima, mais dinheiro, mais ídolos de qualquer forma que sejam. Mas por baixo está o pensamento de que ‘eu fui privado no passado e acredito que eu posso concertar a tela ou mudar os conteúdos da consciência e reorganizá-los de uma maneira que eu possa encontrar um jeito de obter aquilo do que fui privado.’ Mas não vai funcionar. Isso não vai acontecer, tentar compensar algo no exato lugar onde a privação parece ocorrer. O único lugar para a completeza está na mente. O Espírito Santo é a resposta para o que parece que estou sentindo como uma carência. E de repente todas aquelas seções sobre os relacionamentos especiais começam a clicar nesta básica metafísica essencial.

Participante 2: Então é uma falha reconhecer que não há privação no mundo. Que o único vazio ou vaga ou carência de realização está na mente que acredita que há uma carência.

Orador: E seja lá como você chama isso ‘princípio de escassez’ ou carência ou privação, este é o propósito do ego. Só há dois propósitos na mente e está tudo dentro do propósito do ego. E, portanto, a única maneira de aliviar ou enxergar uma solução para o problema é mudando o propósito da mente. Não tem nada a ver com o mundo.

Uma outra citação que eu queria dar uma olhada que se encaixa aqui é, “Somente um propósito constante pode ser dotado de eventos com significados estáveis.” É claro que é o propósito do ego que faz tudo parecer des-unido e como eventos separados. Este propósito constante é a linha que amarra todos os eventos juntos. Realmente o roteiro é uma coisa contínua em vez de eventos discretos. ‘Eu fiz isso depois e isto aconteceu, então fui lá’... esta é maneira que se fala quando a mente acredita em tempo e eventos seqüenciais. Mas uma vez que obtemos o senso de que há este propósito que amarra todos eles juntos então é onde a fusão ocorre, a fusão entre todos os eventos.

Participante 1: Fico feliz que estamos olhando para o propósito e expressando isso no ‘roteiro está escrito’ porque eu notei que o que estou sentindo sobre isso é, ao lembrar que o roteiro está escrito, isto está fora do fazer tudo junto e realmente volta como um lembrete para mim que ele está realmente no propósito. Que o roteiro está escrito. Não há nada que eu possa fazer em relação a isso.

Orador: As mentes não fazem. As mentes não agem. O Propósito não está no domínio das ações.

Participante 1: Então toda vez que penso que estou fazendo, eu não estou olhando para isso do meu propósito. Toda vez que penso que há algo para fazer ou qualquer coisa relacionada a isso.

Participante 2: Tem toda aquela coisa da escolha aí. ‘Eu faço isso ou faço aquilo? O que eu devo fazer agora?’ Então eu me esqueci completamente que isto já foi feito, que o roteiro já está escrito. Está é a pergunta errada, quando eu pergunto, ‘O que eu devo fazer agora?’

Orador: Gostaria de esclarecer um pouco sobre isso também porque estamos falando de graus novamente. Se você pega o livro de exercícios e ele diz, “Espírito Santo, o que você quer que eu faça? Onde você quer que eu vá?” Alguém poderia ler e dizer, “Do que você está falando?” E quanto à orientação e prece? E se eu sou orientado a fazer algo, a chamar alguém? Isto parece ser um fazer. E se eu sou orientado a me mover para um lugar, ou isto ou aquilo?

Participante 2: Isso não parece assim, que eu estou fazendo uma pergunta tipo eu não sei o que eu devo fazer. Eu acho que quando a orientação está lá e está clara, a pergunta não aparece. Isso é tão óbvio.

Orador: Sim, mas nós queremos chegar mais fundo no ponto daquilo que eu estou falando. Aceitar a Expiação é aceitar um propósito na mente que é um propósito abstrato. Chegando no ponto de ver a impossibilidade de fazer. Isto faz lembrar a seção do ‘Eu Não Preciso Fazer Nada’ quando ele fala sobre mergulhar na sua mente, que o instante não-santo é o tempo dos corpos e que em nenhum tempo sequer o corpo existiu. Este é o tipo de declaração que aponta para o que estamos falando, que as mentes não fazem. Que deve haver uma confusão de nível se eu estou percebendo a mim mesmo fazendo algo; sentado numa posição por oito horas, saindo e viajando para o campo, falando ou qualquer coisa sobre que conversamos como metáforas como parte do plano do Espírito Santo ou professores de Deus. O que nós queremos fazer é queremos nos mover para o lugar do mergulhar a mente em baixo de todos os conceitos e nos mover em direção a aceitação da Expiação que, pela nossa discussão aqui, deve estar ficando cada vez mais claro que este é um propósito. Que a salvação é um pensamento na mente. Que absolutamente não tem nada a ver com o mundo. É por isso que recentemente falamos sobre irmos para o misticismo. Este deveria ser uma outra etapa para começar a ver que não há nenhum outro lugar para ir, senão o misticismo no sentido de que a solução está na mente. Ele envolve nossa discussão de ser atraído para o silêncio para ouvir a voz e aceitar aquele propósito.

Participante 1: Quando você fala sobre isso, isso realmente ressoa para mim e eu acho que um dos pensamentos que eu tenho é sobre tentar ver como o que você está falando é consistente com algumas das outras coisas que falamos sobre fazer. Às vezes quando falamos sobre fazer outras coisas, tem alguma coisa tipo isso não parece muito certo. Como quando falamos mais sobre os fazeres, ir lá e vir aqui e fazer isso e aquilo. De alguma forma eu tenho que ver que é ainda um meio para progredir, toda essa coisa que estamos falando. Mas eu penso, ‘por que estamos colocando tanta energia e atenção em coisas que são apenas um meio de progredir?’ Por que não vamos direto à última etapa, o passo final em vez de passas por todas essas etapas?

Orador: É bom que você tenha tocado neste assunto porque como eu disse, a coisa toda é para chegar a este esclarecimento. Conforme entramos na última etapa, deveria haver uma sensação de convite ao silêncio. Tudo que falamos sobre fazer reuniões e etc, isto tudo é periférico. São todas as etapas para o progresso. É tudo coisa para a mente que tem resistência ao final. Talvez eu poderia colocar isso no contexto de mergulhar fundo na mente e se deixar entrar completamente no silêncio e abrir a mente para a experiência reveladora que é a última etapa. A pergunta que ouço é ‘Onde a coisa da percepção, que é ir aos lugares e fazer coisas, se encaixam nisso?’ A melhor descrição está na parte inicial do Curso onde Jesus fala sobre os milagres e a revelação onde ele diz que quando a mente está com muito medo da revelação, com muito medo da luz, milagres são necessários para preparar a mente para isso. Milagres reduzem o medo, parecem colapsar o tempo. Este é um milagre de um certo modo, o que estamos discutindo esta noite. Ações como essas que você faz quando você está no propósito são como colapsadores do tempo e são preparativos para a mente que está chegando nisso.

Participante 1: Sim e o que a experiência tem sido para mim é que a confiança, por causa dos milagres, a confiança se aprofundou. E a atração de se virar para luz ou em direção a experiência reveladora ou qualquer outra coisa como você queira descrevê-la... que ela ficou mais atraente conforme a confiança se aprofunda. Tudo isso é simultâneo. Acontece junto. Então isso responde a minha pergunta do porque é necessário fazer tudo isso. Não é realmente necessário, mas é útil para aliviar o medo.

Orador: Eu acho que uma outra forma de expor a mesma coisa que estamos falando é o jeito que é descrito que os milagres são um meio e a revelação é o fim. Em primeiro lugar, para chegar ao final, você tem que querer os meios. Tudo que fazemos quando falamos sobre começar com as coisas específicas e trabalhar com isso de volta para ‘qual é a minha percepção sobre isso na minha mente?’ - está sempre voltando ao milagre. E de uma certa forma você precisa desejar e querer os meios se você vai alcançar o fim. O fim é aterrorizante para a mente equivocada. Não que a mente equivocada tenha muita dificuldade com o milagre, mas ela está aterrorizada com o fim. Ela não quer os meios. Ela preferiria focar nas coisas específicas e no corpo e usar isso como seu meio para a sua expiação com um ‘e’ minúsculo que realmente é a morte. O ego tem um propósito para o mundo e os meios para atingir o propósito dele estão usando as coisas específicas e focando nos específicos e usando-os para obter o que ele quer. Como as seções sobre orgulho, prazer e ataque ou para o uso do corpo com o propósito do ego. Por baixo de tudo isso está apenas para reforçar a separação e perpetuar o sono e proteger o ego. O lado oposto é: os milagres são os meios para alcançar a revelação. Eles reduzem o medo. Eles colapsam o tempo e eliminam a culpa. A Revelação é oferecida. É uma dádiva de Deus, mas é uma questão de estar ciente disso e se abrir para receber o que já foi dado. Se a mente está muito amedrontada, ela não vai se abrir. A décima característica de um professor de Deus... que começa com a confiança que nós mencionamos... e vai até a última característica que é alcançada é a mentalidade aberta. Isto faz sentido porque uma vez que o avançado professor de Deus deixou de lado todo o medo e o ego simplesmente está aberto para receber o que sempre esteve lá que tinha sido negado.

Uma outra forma que poderíamos falar disso, enquanto existe uma identificação com o corpo mesmo de uma forma sutil… não necessariamente a mente acreditando que é um corpo, mas acreditando que está em um corpo e trabalhando dentro e através de um corpo... ainda existe uma personificação. Existe ainda uma divisão de sujeito / objeto. Existe ainda alguma personalidade. Com isso existe o medo da revelação porque a revelação parece uma ameaça para o conceito do mundo.Enquanto ainda existir uma crença em personalidade, existe ainda a organização de pensamentos. Uma pessoa é diferente de um lápis, diferente de uma árvore, ou um carro ou um tapete. Ainda existe a sensação de que a minha mente está trabalhando em um corpo e através dele. Então o corpo ainda parece ser muito significativo, mais significativo do que um lápis. Ainda parece uma ordem de pensamentos. O corpo não parece apenas uma imagem na tela, parece ser importante. É por isso que na seção ‘Como se realize a cura?’ no Manual do Professor, Jesus diz: ‘Primeiro você precisa ver que a doença não tem valor para você.’ O que isto irá custar? O mundo inteiro que você vê. O corpo nunca mais parecerá ser aquele quem decide. Você tem que ver que é a mente quem toma decisões. Enquanto eu acreditar em pessoas, e se eu acredito que eu sou uma pessoa e existem pessoas separadas com mentes privadas separadas e que cada uma dessas pessoas parecem ter seus próprios mecanismos de decisões... esta é uma percepção comum no mundo... isso não pode ser assim porque está dizendo que o corpo é quem toma as decisões. Está dizendo que figuras diferentes podem tomar decisões diferentes no sonho e que absolutamente não é o caso. É a mente. A mente certa é uma decisão e a mente errada é uma outra decisão. O Céu e o inferno são decisões. Você pode ver que isso está voltando para a tela quando falamos dos dois propósitos na mente como decisões versus pessoas tomando ou tendo decisões. Para aceitar a Expiação você deve ver que é o único nível criativo. É o único lugar onde as decisões podem ser tomadas.

Bem no final da seção ‘Como se realiza a cura?’ é dito para aceitar isso, a insignificância do corpo deve ser uma idéia aceitável. Isto se encaixa com o que estamos falando. Ver que o corpo não é diferente de um lápis. No fim, para ver que nem mesmo existem objetos separados. Não há nada no mundo que exista nele e por si próprio por que é tudo uma tapeçaria. Uma ilusão é todas as ilusões. As ilusões são uma também... o ego, o tronco da árvore e todos os diferentes galhos são o mesmo.

Participante 2: Então, até mesmo para falar de alguma coisa estando no mundo por conta própria é insinuar que existe alguma coisa separada da mente. Senão não haveria essa coisa de estar por conta própria.

Orador: Eu acho que uma das melhores lições do Curso que tenta chegar nisso são 183 e 184. [da 183] “Invoco o Nome de Deus e o meu próprio.” No quarto parágrafo lê-se, “Repete o Nome de Deus e nomes pequenos perdem o significado. Todas as tentações tornam-se coisas inomináveis e indesejadas diante do Nome de Deus. Repete o Seu Nome e vê quão facilmente esquecerás os nomes de todos os deuses que valorizaste. Eles perderam o nome de deus que tu lhes deste. Tornam-se anônimos e sem valor para ti, embora antes de deixar que o Nome de Deus substituísse os teus pequenos nomes, tenhas permanecido perante eles em adoração chamando-os de deuses. Repete o Nome de Deus e invocas o teu Ser, Cujo Nome é o Seu. Repete o Seu Nome e todas as diminutas coisas sem nome da terra entram rapidamente em perspectiva certa. Aqueles que invocam o Nome de Deus não podem confundir o sem nome pelo Nome, nem o pecado pela graça e nem corpos pelo Filho santo de Deus.” E assim vai até você chegar no último parágrafo, “Todas as pequenas coisas estão em silêncio. Agora, os pequenos sons são inaudíveis. As pequenas coisas da terra desapareceram. O universo não consiste de nada além do Filho de Deus, que invoca o seu Pai. E a Voz do seu Pai dá a resposta no santo Nome do seu Pai. Nesse relacionamento eterno e sereno, em que a comunicação transcende de longe todas as palavras e ainda assim excede em profundidade e altura tudo o que as palavras possam jamais transmitir, está a paz eterna. Em Nome do nosso Pai, hoje, queremos experimentar essa paz. E em Seu Nome, ela nos será dada.”

É neste sentido que estamos falando, este silêncio. Qualquer coisa que parecia ser feita ou qualquer coisa dentro do reino da percepção é apenas para chegar a este ponto. Não é sobre viajar pelo país e salvar o mundo ou evangelizar o Curso. Não é sobre alcançar as pessoas, ou corresponder-se com as pessoas ou ajudar alguém a se esclarecer porque não há mais ninguém. É ter um desejo ardente de apenas ter o Nome de Deus em mente. Ponto. Está tudo pronto para aceitar a Expiação. Você não pode aceitar a Expiação até que você consiga discernir a ‘sabedoria para saber a diferença’, até que você consiga discernir entre as coisas que você precisa aceitar, que você não pode mudar e as coisas que você pode mudar. Este é o discernimento entre a forma e o conteúdo.

Participante 2: Este é o fim da confusão de nível.

Orador: Sim, de todas as formas diferentes que estamos falando dela. Este é o fim da confusão de nível. Tudo isso fala da mesma coisa, de diferentes ângulos. Mas é tão simples, é a mesma coisa.

[Um longo silêncio]

Está sendo claro com todas as metáforas e com muita psicoterapia e em todas as conversas e apresentações que fiz, a coisa comum é a metáfora da mente certa e da mente errada e a aparente vacilação entre as duas. Parece que a mente pode escolher uma ou outra. Como se houvesse quem tome a decisão. Mas a claridade é a profundidade de chegar a ver que a mente certa é uma decisão e a mente errada é uma decisão. Além disso, começar a ver que elas são mutuamente exclusivas.

Participante 2: Então se elas são mutuamente exclusivas, não pode ser um tipo de coisa de ‘às vezes’ que permitiria a vacilação. Se uma é real, então a outra não é. Não há nada mais que isso exceto o que é real.

Orador: Pule o degrau. O topo da escada. Se elas são mutuamente exclusivas, então não pode ser ambas.
Participante 2: Voltamos para a Verdade é tudo que há.

Orador: A versão que eu li hoje no texto... “A vontade de Deus é tudo o que há.” Este é o avançado da prática, modo de dizer. Primeiro você olha para todas as obstruções aparentes e vê que todas as obstruções são uma e então envolve tudo o que há. A verdade é a verdade e somente a verdade é verdadeira. Reconhecendo que não há nada causativo no mundo e que não há nada que possa ser controlado ou mudado no mundo. Absolutamente nada. Você tem que ter examinado e explorado muito profundamente para ver isso. Então isto abre caminho para, ‘A verdade é verdadeira e nada mais é verdadeiro.’ Mas tentar pular para o primeiro sem fazer um exame completo e chegar ao reconhecimento que não há nada que eu esconderia da luz, nenhum resto de personalidade...

Participante 2: Sem este exame, a declaração ‘A verdade é verdadeira e nada mais é verdadeiro’ poderia até ser qualquer coisa senão uma idéia? Nunca poderia ser uma experiência a menos que se faça o exame de todas as crenças que estão no caminho dela?

Orador: Isso mesmo. Além do mais este é um Curso que trabalho de baixo para cima, e não de cima para baixo. E não é apenas um caminho para a verdade...

Participante 2: É o único caminho para a verdade. Esta abordagem de baixo para cima.

Orador: Eu diria que uma outra versão para isto seria, ‘Você deve trazer as ilusões para a verdade.’ Você não pode trazer a verdade para as ilusões. Superficialmente pode parecer como um atalho e trazer a verdade para as ilusões. Mas o que você pode ver é que isto não funciona. Produz a ilusão da iluminação, não a experiência. Pergunte, ‘Na minha mente existe qualquer imagem que pode ser causativa ou que eu possa ainda controlar?’

Participante 1: Se a verdade é verdadeira e somente a verdade é verdade, então nada mais daquilo que eu penso é verdadeiro... como eu posso me sentir triste ou que alguém pode conversar demais (gargalhadas)...

Orador: É uma negação do ‘a verdade é verdadeira.’ Começar de baixo para cima é se agarrar a intenção de deixar-se conduzir pelo Espírito Santo e tê-lo orientando isso. É a partida de onde a mente assume o que ela é e o que presume ser verdadeiro e então descascando a cebola ou dissolvendo a questão. Isto é verdadeiramente trazer as ilusões à verdade. Isto traz a mente a um ponto de tranqüilidade onde toda a questão seria dissolvida, uma certeza onde as questões dissolvem-se na experiência, o silêncio.


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