‘Professor dos Professores’
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Ordenando o Pensamento

O assunto abordado neste diálogo inclui: a ordenação dos pensamentos, a divisão da mente e o julgamento.
A leitura vem de Um Curso em Milagres.


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Orador: Até mesmo ao ver um mundo, até mesmo ao perceber tudo, existe um problema de autoridade ocorrendo. Em última instância, esta é a base do porque que a mente julga, e porque a mente ordena (colocar em ordem) as ilusões, por que ela faz hierarquias de ilusões? É porque ela quer ser a autora dela mesma. Existe uma crença profundamente enraizada de que a realidade pode ser selecionada e é isso o que todos os julgamentos neste mundo parecem ser. ‘Eu escolho ir lá ou acolá. Eu escolho isso, eu prefiro isso e eu escolho evitar aquilo.’ Essa suposição por baixo de tudo é que eu posso escolher a realidade, e que a realidade não é alguma coisa que eu posso aceitar, mas é alguma coisa de onde eu posso selecionar. Existem partes dela que eu quero, e partes delas que eu realmente rejeito. Você vê como isso nega a integridade, isso faz com que a divisão pareça real pelo julgamento. É isto que mantém a divisão. Quando nos movemos para dentro do reino, nós podemos pensar em nós mesmo mais como uma mente. Começamos a ver a falácia de todas essas coisas que nós pensávamos que éramos uma pessoa. ‘Eu fiz isso, eu não fiz aquilo. Eu espero fazer isso no futuro e assim por diante...’ Sair do contexto pessoal e entrar no contexto do, ‘Eu sou uma mente e eu tenho todos esses conceitos e idéias que são apenas imagens. Pensamentos são apenas imagens que eu fiz. Os pensamentos por si só não são o problema, mas é a ordenação e organização dessas imagens que não me permitem ver que elas são igualmente ilusórias.’ Não é que uma xícara por si só seja boa ou má, é apenas que se eu acredito que um carro é mais valioso do que uma xícara, ou este corpo é mais valioso do que aquele corpo... você consegue ver que onde a organização das imagens está é onde o problema está.

Participante 1: É a decisão.

Orador: A decisão de julgar presume que a realidade é minha para escolher, para selecionar. Portanto, eu devo acreditar que a realidade é minha para escolher se eu continuar a julgar.

Participante 2: E quanto a valorizar qualquer coisa? Eu pensei que toda a idéia fosse para reconhecer que não havia nenhum valor em nada que não é eterno.

Orador: Sim, mas você não pode fazer isso sem permitir que o Espírito Santo reordene a mente, e desistir dos próprios pensamentos e imagens. Enquanto você fala sobre não ter valor no mundo e você ainda mantém o julgamento e ordenação das imagens, então você está dando valor a isso.

Participante 2: Então, você não está dizendo que o que nós queremos fazer é valorizar tudo igualmente...

Participante 1: Não há nenhum valor.

Participante 2: ... no sentido de tudo ter valor. Mas isso é o oposto. É como se reconhecer que não há valor em todas as coisas.

Orador: Bem, eu acho que é mais provável ser o primeiro. A única maneira de desistir da ordenação é dar um significado para todas as imagens. Você simplesmente não tenta dizer que, ‘Nada do que vejo significa coisa alguma.’ Porque sem dizer isso tem que haver um propósito, o propósito do Espírito Santo, que unifica a percepção.

Participante 2: Esta é a valorização que você dá a tudo.

Orador: Este é o valor que tem. Igualmente. Literalmente o Espírito Santo dá o mesmo significado a uma lâmpada, um corpo, um carro, um trailer. Tudo de tudo tem um propósito. O que nós estamos dizendo é que aos olhos do Espírito Santo, por assim dizer, a idéia dessas coisas tendo significado por elas mesmas é sem significado. Não há tal coisa de um microfone definido pela mente equivocada como ela o percebe porque isso sempre tem a ver com falar nele e vozes... isto é o corpo. Você vê como há um monte de conceitos. Ou com um sofá. Um sofá é onde os corpos sentam. Corpos também são imagens. São imagens como o sofá.

Participante 1: Sentando numa outra imagem.

Orador: Até mesmo o ‘sentando’ é uma outra imagem porque existe um relacionamento aí. O Espírito Santo sabe que não há relacionamento entre imagens e o único significado que qualquer das imagens tem é o significado que o Espírito Santo dá para as imagens. Neste sentido o milagre vê que elas são todas falsas. É por isso que o verdadeiro perdão é simplesmente ver que o falso é falso. Ver que não tem causa, é apenas um monte de imagens. Isto nos coloca num território mais elevado para descrever e falar das coisas em termos de pessoas e comportamentos. Agora nós estamos subindo entrando no território da metafísica do ‘Eu sou uma mente e eu tenho esses pensamentos, é muito desorganizado. Eu quero aprender a perceber corretamente, permitir a minha mente ser reordenada pelo Espírito Santo.’ Isto é dizer que o mesmo significado será dado a tudo.

“Só o que Deus criou é irreversível e imutável. O que fizeste sempre pode ser mudado, porque quando não pensas como Deus, não estás realmente pensando em absoluto. Idéias delusórias não são pensamentos reais, muito embora possas acreditar nelas. Mas está errado. A função do pensamento vem de Deus e está em Deus. Como parte do Seu Pensamento, não podes pensar à parte Dele. O pensamento irracional é o pensamento desordenado. O próprio Deus ordena o teu pensamento porque o teu pensamento foi criado por Ele. Os sentimentos de culpa são sempre um sinal de que não sabes disso. Eles mostram também que acreditas que podes pensar à parte de Deus e queres fazê-lo. Todo pensamento desordenado é acompanhado de culpa na sua concepção e a sua continuação é mantida pela culpa. A culpa é inescapável para aqueles que acreditam que ordenam seus próprios pensamentos e, portanto, têm que obedecer aos ditames que eles impõem.”

Você pode ver de onde a culpa está entrando. Uma vez que se acredita que os pensamentos são reais, uma vez que a mente se identifica com o corpo. Como por exemplo, ‘Bem, eu bati mesmo no fulano e no beltrano, e gritei mesmo com eles, e eu me sinto culpado por ter feito isso.’ O que é feito é tomar os pensamentos do corpo da Pessoa A e Pessoa B e acredita-se que é responsável, que houve um ataque real que aconteceu. Se aqueles pensamentos... corpo, Pessoa B, gritando... se todos esses pensamentos apenas fossem vistos como pensamentos ilusórios, não parte da minha mente certa, a parte que pensa com Deus, onde estaria a culpa? Literalmente não poderia haver culpa. É a associação da mente com aqueles pensamentos que traz a culpa porque assim que fazemos isso nós também olhamos para uma história do passado pessoal que está cheio de coisas, com os nossos filhos ou qualquer um... que nós desejamos que tivéssemos feito, que nós fizemos ou desejamos que não tivéssemos feito... A questão toda do Curso, e o momento da liberação é simplesmente ver como uma mente que essas coisas não são reais. Nunca foram e nunca serão. Nem meus pensamentos de medo do futuro, sobre ser provido… todos esses pensamentos sobre o futuro são simplesmente, igualmente passado. Acreditar no tempo linear é apenas pegar os pensamentos do passado e projetá-los em uma outra direção e chamar de futuro. Projetá-los e dar a eles outro nome, ‘futuro’. Quando na verdade, ambos são passado. O futuro passado. Você consegue ver onde o medo entra. Se eu estou identificado com um desses pensamentos, que é um corpo e eu acredito em todas as condições do mundo tais como economia, clima, finanças... é aí onde o medo entra, acreditar que são pensamentos reais em vez de simplesmente ver a irrealidade disso. Quando você começa a ver algumas dessas coisas, realmente está chegando à liberação. Ver que ‘a minha mente contém somente pensamentos que eu penso com Deus’ e ‘Eu sou como Deus me criou.’

Participante 2: É só a identificação da mente com pensamentos irreais que os fazem parecer reais?

Orador: Certo. E ela acredita que ela pode ordená-los [pensamentos]. Voltamos para a coisa do ordenar. Antes de acreditar neles, é a ordenação deles que os fazem parecer reais. É por isso que eu preciso desistir do julgamento ou ordenação...

Participante 2: ... reconhecer que eles não são reais, eles não são eu.

Orador: Certo. É por isso que é importante notar até mesmo as coisas minúsculas, até mesmo as pequenas preferências. Até que você tenha engolido a metafísica você não conseguirá ver como isso faz qualquer diferença. O que nós estamos fazendo é descendo até aquele ponto básico que toda a ordenação é a manutenção daquela divisão. A mente tem que estar identificada com a forma e os pensamentos e acreditar que eles são reais antes que ela possa se sentir culpada. É a escolha do tomador de decisões escolher se identificar com a mente errada, e então se é apresentado em vários cenários. Mas isto é simplesmente simbólico, o mundo não é nada mais do que símbolos.

Participante 3: Então a confusão de níveis é tentar colocar as coisas da mente errada dentro da mente certa?

Participante 2: Eu penso no nível da confusão como tendo a causa e o efeito como o oposto de como isso é verdadeiramente. Se eu penso que alguma coisa como sendo causativa na forma, o que é impossível, então isto é o nível da confusão.

Participante 1: O que eu acho é que eu estou me sentindo tão confortável que o ego pensa que ele irá rastejar para cima de mim e ver o que eu faço.

Orador: Nós temos que ir realmente a fundo nisto aqui. Se nós entendermos muito bem este nível de confusão, esta é a coisa. Não é trazer a mente errada para a mente certa, porque a mente certa é o milagre, a Expiação. Quando há qualquer causalidade dada ao mundo da forma, ou enquanto há uma ordenação... quando há uma ordenação a mente não pode estar na mente certa. Enquanto há hierarquias de qualquer maneira, uma leve preferência... você não pode estar na mente certa e ter uma leve preferência por nada.

Participante 2: Qual é a relação entre ter uma preferência e não ser capaz de ver que a forma não é causativa?

Orador: Ter uma preferência tem a ver com a hierarquia das ilusões. É impossível pensar naquela preferência sem hierarquia. É isso que significa ter uma preferência, ter algumas prioridades mais importantes e algumas prioridades menos importantes.
Participante: Uma classificação.

Orador: E esta hierarquia é impossível sem a divisão. A mente não quer ver que a divisão está na mente, então ela projeta essas imagens para fora e está em pânico no caos tendo projetado as imagens para fora. Então, ela tenta ordenar as imagens para tentar trazer algum tipo de segurança e controle dentro de um tipo de situação selvagem e caótica.

Participante 2: Dentro da divisão está a idéia que tudo que é projetado é causativo. A ordenação ou referência está tentando trazer ordem ao caos.

Orador: A divisão na mente é aterrorizante e ela [a mente] tenta projetar a divisão para dar a si mesma algum alívio, a ilusão do alívio. Conforme continuamos com esta passagem, esta ordenação de pensamento que tem que acabar ficará mais clara para que a divisão possa ser curada.

“A culpa é inescapável para aqueles que acreditam que ordenam seus próprios pensamentos e, portanto, têm que obedecer aos ditames que eles impõem. Isso os faz sentir responsáveis pelos seus erros sem reconhecer que, ao aceitar essa responsabilidade, estão reagindo irresponsavelmente. Se a única responsabilidade do trabalhador de milagres é aceitar a Expiação para si mesmo eu te asseguro que é, então, a responsabilidade por o que é expiado não pode ser tua.”

Esta é a principal área do nível de confusão que é fácil de entrar onde as pessoas irão dizer, ‘Eu inventei o mundo que eu vejo! E tudo que parece acontecer comigo eu pedi e recebo conforme eu pedi. Eu sou responsável pelo meu câncer. Eu sou responsável pelas crianças famintas, eu sou responsável...’ Ele está dizendo bem aqui que a responsabilidade pelo que é expiado… a projeção. O próprio auto-conceito não pode ser seu. O dilema não pode ser resolvido exceto aceitando a solução do desfazer. Então tudo que nós somos responsáveis em qualquer momento é aceitar a Expiação, escolhendo o milagre. Em última instância isso deve ser a saída. Se eu sou responsável pelas crianças famintas ou isto ou aquilo, então a culpa tem que permanecer.

Participante 1: E se alguém não se sente responsável pelas crianças famintas? Eu não me sinto responsável pelas crianças famintas.

Participante 3: Talvez isso simplesmente pareça muito longe, mas o que realmente está se dizendo é que você nem mesmo é responsável pelo seu modo errôneo de pensar. Eu realmente me sinto responsável pelo meu próprio pensamento se eu sinto que magoei alguém ou ataquei alguém ou...

Orador: As crianças famintas é simplesmente um exemplo já que idéias não deixam a sua fonte e os pensamentos e as imagens são a mesma coisa. Um exemplo sutil foi quando você virou uma coisa na mala e você disse, ‘O que eu fiz?’ Só uma pontada, até menos uma mínima pontada indica que nós somos responsáveis por fazer isso, por algo na forma.

“Tu serias responsável pelos efeitos de todos os teus pensamentos errados se eles não pudessem ser desfeitos. O propósito da Expiação é salvar o passado apenas em forma purificada. Se aceitas o remédio para o pensamento desordenado, remédio cuja eficácia está além da duvida, como podem os seus sintomas permanecer?”

‘O propósito da Expiação é salvar o passado apenas em forma purificada.’ O que isso significa no mundo? Nós podemos olhar para o nosso pequeno gráfico [referindo-se a um gráfico desenhado]... Aqui está o passado, e você pode ver que ele é negro. É bem escuro aqui, é a mente errada no mundo projetado. E aqui está a Expiação. Salvar o passado em forma purificada é simplesmente estar aqui, ser o sonhador do sonho e ver que todas as imagens são falsas e que não há nenhuma ordenação entre aquelas imagens. Você só está assistindo um monte de imagens na tela. É claro que você está indefeso se você apenas está sonhando e você sabe que tudo é falso e que tudo é passado e você está bem aqui vivendo no presente e assistindo o passado no presente, então você está salvando o passado em forma purificada. Ainda estamos falando da percepção, mas estamos falando sobre salvar o passado em forma purificada. Que é simplesmente estar na mente certa é não ser pego nas figuras ou na ordenação do pensamento... não ser pego na ilusão de modo algum!

Participante 2: Apenas ver isso pelo que é, isto é forma purificada?

Orador: Exatamente. É simples.

“Talvez tenhas estado ciente de que não há competição entre os teus pensamentos, os quais, embora possam entrar em conflito, podem ocorrer juntos e em grande número. Tu podes estar tão habituado a isso que o fato te causa pouca surpresa. No entanto, estás também habituado a classificar alguns dos teus pensamentos como mais importantes, mas amplos ou melhores, mais sábios, ou mais produtivos e valiosos do que outros. Isso é verdadeiro no que diz respeito aos pensamentos que atravessam a mente daqueles que pensam que vivem à parte. Pois alguns são reflexos do Céu, enquanto outros são motivados pelo ego, que apenas parece pensar.”

Existe a coisa na ordenação sobre a qual estamos falando. Nós também estamos falando da mente projetando o mundo para fora e tentando trazer ordem dentro do caos organizando as imagens. Ela tenta julgar e ordenar e trazer para ela alguma segurança, algum senso de integridade dentro desta situação caótica. O que é a situação caótica? É acreditar em dois sistemas de pensamentos que são completamente irreconciliáveis. Varrendo a luz e a escuridão e ainda assim tentando ordenar isso.

Participante 2: Aquela primeira sentença, ‘não há competição entre os teus pensamentos’. Não parece que há competição entre os meus pensamentos...

Orador: Quando você pensa uma coisa e você pensa uma outra coisa. Isso simplesmente acontece tão freqüentemente que eu penso que ele está basicamente dizendo que você está tão acostumado e familiarizado com esse para frente e para trás ‘Faça isso. Não, faça aquilo.’ A mente esclarecida consegue separar o verdadeiro e o falso. A tagarelice é comum, a tagarelice acontece o tempo todo e depois de um tempo ela é aceita e familiar.

Participante 3: Isto é a não competição? Quando você simplesmente fica acostumado com todo este conflito na sua mente?

Orador: Quando ela pensa isso e então aquilo, e não fala, ‘Espera um minuto, não pode ser ambos!’. A mente esclarecida veria que há alguma coisa que precisa ser discernida aqui, que esses pensamentos estão competindo, mas eles parecem coexistir.

“O resultado disso é uma trama, um padrão mutável, que nunca descansa e nunca fica parado. Move-se sem cessar através do espelho da tua mente e os reflexos do Céu não duram senão por um momento e logo se turvam à medida em que a escuridão os apaga. Onde houve luz, a escuridão em um instante a remove e padrões alternado de luz e de escuridão varrem de forma constante a tua mente. A pouca sanidade que ainda permanece é mantida por um sentido de ordem que tu estabeleces. Entretanto, o próprio fato de poderes fazer isso e trazer alguma ordem ao caos, te mostra que não és um ego e que tem que haver mais do que um ego em ti. Pois o ego é caos e se tudo em ti fosse o ego, absolutamente nenhuma ordem seria possível. Entretanto, embora a ordem que impões à tua mente limite o ego, ela também te limita. Ordenar é julgar e organizar através do julgamento.”

Isto une algumas das idéias das quais estamos falando. A mente acredita que ela pode ordenar os próprios pensamentos. Ainda está dentro da hierarquia. Isto que é manter a realidade e felicidade, a nossa verdadeira função, obscura na nossa mente.

“Vai te parecer difícil aprender que não tens nenhuma base para ordenar os teus pensamentos. O Espírito Santo ensina essa lição dando-te brilhantes exemplos de milagres para mostrar-te que a tua maneira de ordenar está errada, mas que uma maneira melhor te é oferecida. O milagre oferece exatamente a mesma resposta a todo pedido de ajuda. Ele não julga o pedido. Meramente reconhece o que ele é e responde de acordo. Ele não considera que chamado é o mais alto, ou o maior ou o mais importante. Tu, que ainda estás preso ao julgamento, podes ficar imaginando como podes ser solicitado a fazer algo que requer que não tenhas qualquer julgamento próprio. A resposta é muito simples. O poder de Deus, não o teu, engendra milagres. O milagre em si mesmo é apenas a testemunha de que tens o poder de Deus em ti. Essa é a razão pela qual o milagre abençoa igualmente a todos os que o compartilham e é também por isso que todos os compartilham. O poder de Deus é ilimitado. E sendo sempre máximo, oferece tudo a qualquer chamado, de qualquer pessoa. Não há nenhuma ordem de dificuldades aqui. A um pedido de ajuda, se dá ajuda.”

Este é o exato primeiro princípio do Curso, que não há ordem de dificuldades em milagres. Mas, enquanto eu tiver uma hierarquia de ilusões, enquanto eu estiver ordenando os meus pensamentos eu não posso escolher um milagre. Estou literalmente escolhendo meu julgamento, minha ordenação no lugar do milagre. Eles não podem coexistir. É por isso que na cura toda vez que há uma preocupação com o sintoma do paciente, teria a ver com a ordenação dos pensamentos. ‘Eu sei qual é a aparência de um paciente saudável, e eu sei qual é a aparência de um paciente doente.’ Eu dei o significado e digo que parece doente. Eu ordenei os sintomas daquilo que é um corpo saudável e o que é um corpo doente.’ Mas a doença é a ordenação do pensamento. Isso nos leva para longe do reino do comportamento. Até mesmo muitas coisas no Manual de Professores está escrito num nível mais metafórico, para a mente que ainda acredita que é um corpo e acredita que existem outros corpos. Alguns são chamados de curadores, alguns são chamados de pacientes, alguns são chamados de professores e alguns são chamados de estudantes. Mas o que nós estamos fazendo é voltando para minha mente e a ordenação dos meus pensamentos versus estar na mente certa. Você vê como todas essas coisas se dissolvem quando chegamos naquele nível. Fica cada vez mais fácil e dá muito poder porque você reconhece que não é complicado. Não há nada para se entender no mundo da forma.


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