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O Sonhador do Sonho
Workshop / Estudo / Discussão Direcionada
(Seleções de Um Curso Em Milagres)
PARTE
1: O uso da terminologia metafísica e metáforas:
Deus, Espírito, Conhecimento, Criação, Cristo,
Céu, e a metáforas da mente dividida, causa e efeito,
percepção, ego, Espírito Santo, milagre,
revelação, consciência, mentalidade certa,
mentalidade errada, escolhas, crenças, divisão do
sujeito / objeto, nível de confusão, ordenação
dos pensamentos, julgamento, cura, o abandono do julgamento.
PARTE 2: Os dois usos
do tempo, relacionamentos e o corpo; os propósitos do ego
e do Espírito Santo.
PARTE 3: Metas do ego:
O que são elas? Por que é importante deixá-las
partir?
PARTE 4: Examinando o Auto Conceito. Aproximando-se da verdade
através da negação (vendo o falso como falso).
Revelando todas as ilusões como uma. O fazedor de imagem
e as imagens são uma. O Verdadeiro perdão: um novo
propósito. Meditação: esvaziando a consciência
de seus conteúdos. Ver completamente o auto-conceito é
ser livre. |
Parte 4 - Examinando o Auto Conceito -
Vendo o Falso como Falso
Elevar todas as ilusões à consciência é como
elas são transcendidas ou ignoradas. Quando todas as ilusões
são desencobertas e reveladas como uma (ex: o tronco da árvore
do ego e seus muitos galhos são todos uma única árvore).
É dada as boas vindas à Verdade. Então ver a barreira
completamente e inteiramente, automaticamente a derruba com o brilho.
Ver a barreira parcialmente, (ex: alguns dos galhos) é não
ver em absoluto, ou estar no escuro.
Nenhuma ilusão contém qualquer verdade em si mesma. No
entanto, algumas parecem ser mais verdadeiras do que outras, embora
isso claramente não faça sentido algum. Tudo o que uma
hierarquia de ilusões pode revelar é preferência,
não realidade. Que relevância tem a preferência para
a verdade? Ilusões são ilusões e são falsas.
A tua preferência não lhes confere realidade. Nenhuma delas
é verdadeira em nenhum aspecto e todas têm que se render
com a mesma facilidade àquilo que Deus deu como resposta para
todas elas.
Todas as ilusões são apenas uma só. E no reconhecimento
de que isso é assim, está a capacidade de desistir de
todas as tentativas de escolher entre elas para fazer com que sejam
diferentes.
Pois a visão, como os relacionamentos, não tem nenhuma
ordem. Vês ou não vês. Vês muitas coisas separadas
à tua volta, o que na realidade significa que absolutamente não
estás vendo. Vês ou não vês. Quando tiveres
visto uma coisa de modo diferente, verás todas as coisas de modo
diferente. Acreditarás inteiramente nesse curso ou não
acreditarás em absoluto. Pois ele é totalmente verdadeiro
ou totalmente falso e não se pode acreditar apenas parcialmente.
E escaparás inteiramente da miséria ou não escaparás
em absoluto.
A consciência é o domínio ou campo do ego. Seu conteúdo
é conceitos / imagens. O sujeito e o objeto, o observador e o
observado, o eu e o outro, o individual e o coletivo, a figura do sonho
e o sonho - não são absolutamente todos diferente. São
todos conceitos / imagens. Eles são o ego. Enxergar isso é
liberdade!
A consciência, o nível da percepção, foi
a primeira divisão introduzida na mente depois da separação,
fazendo com que a mente seja um receptor ao invés de uma criador.
A consciência é corretamente identificada como o domínio
do ego. O ego é uma tentativa da mentalidade errada para perceber
a ti mesmo como desejas ser ao invés de como és. No entanto,
só podes conhecer a ti mesmo como és, porque essa é
a única coisa quanto a qual podes ter certeza. Tudo o mais está
aberto ao questionamento.
A capacidade de perceber fez com que o corpo fosso possível,
porque tens que perceber alguma coisa e com alguma coisa. É por
essa razão que a percepção envolve um cambio ou
tradução que o conhecimento não necessita. A função
interpretativa da percepção, uma forma distorcida de criação,
então te permite interpretar o corpo como tu mesmo numa tentativa
de escapar do conflito induzido por ti.
Se apenas os pensamentos amorosos do Filho de Deus são a realidade
do mundo, o mundo real tem que estar em sua mente. Seus pensamentos
insanos, também, têm que estar em sua mente, mas ele não
é capaz de tolerar um conflito interno dessa magnitude. Uma mente
dividida está em perigo e o reconhecimento de que ela abrange
pensamentos completamente opostos dentro de si é intolerável.
Por conseguinte, a mente projeta a divisão e não a realidade.
Tudo o que percebes como o mundo exterior é meramente a tua tentativa
de manter a tua identificação com o ego, pois todos acreditam
que identificação é salvação. Uma
vontade aprisionada engendra uma situação, que levada
aos extremos, vem a ser totalmente intolerável.
Livre Arbítrio é de Deus e é do Cristo. A “vontade”
do ego é a crença de que a realidade é fragmentada
e é sua para escolher ou selecionar dela, essa decisão
entre imagens no campo é possível. A “vontade”
do ego é um esforço para causar uma mudança, uma
melhoria, conciliando e rearranjando os conceitos e imagens no campo
na esperança da felicidade futura. Essa ilusão de mudança
não é transformadora porque ainda está dentro do
campo.
O julgamento sempre envolve rejeição. Nunca enfatiza apenas
os aspectos positivos do que é julgado, seja em ti ou nos outros.
O que foi percebido e rejeitado, ou julgado e considerado insuficiente,
permanece na tua mente porque foi percebido. Uma das ilusões
de que sofres é acreditares que quando fazes um julgamento contrario
a alguma coisa, ele não tem efeito. Isso não pode ser
verdadeiro a não ser que também acredites que aquilo contra
o qual tu julgaste, não existe. Evidentemente, não acreditas
nisso ou não terias feito um julgamento contrário. De
qualquer forma, estás colocando a tua crença no irreal.
Isso não pode ser evitado em nenhum tipo de julgamento, porque
nele está implícito que tu acreditas que a realidade é
tua para que seleciones dela o que quiseres.
A verdadeira mudança, uma transformação radical
da mente, somente ocorre quando a mente vê o campo inteiro, o
domínio inteiro, a própria consciência de um propósito
completamente diferente ou quadro de referência.
A ilusão faz mais ilusão. Contudo, há uma exceção.
O perdão é a ilusão que responde a todas as demais.
O perdão varre todos os outros sonhos e embora seja, ele mesmo,
um sonho, não dá origem a outros. Todas as ilusões,
com exceção dessa, multiplicam-se mil vezes. Mas é
aqui que as ilusões chegam ao fim. O perdão é o
fim dos sonhos, porque é o sonho do despertar. Em si, não
é a verdade. Mas aponta para onde a verdade necessariamente está
e orienta com a certeza do próprio Deus. É um sonho no
qual o Filho de Deus desperta para o seu Ser e para o seu Pai, sabendo
que são um só. O perdão... é quieto e na
quietude nada faz. Não ofende nenhum aspecto da realidade, nem
busca distorcê-la para encaixá-la em aparências que
lhe agradam. Apenas olha e espera e não julga.
O falso ser ou ego é um fazedor de imagens E as imagens que ele
faz (ex: idéias não deixam a sua fonte). É a persona
(máscara) que encobre ou esconde da consciência a realidade
abstrata. É um auto-conceito composto por conceitos. É
fragmentado dentro da pessoa (um fragmento), outras pessoas (fragmentos)
e o mundo / cosmos “ao redor” (mais fragmentos ainda) E
é isso que fez ou inventou tudo. Em outras palavras, o ego é
tanto o “pensador” E os “pensamentos”, como
o fazedor de imagens E as imagens.
Como os pensamentos que pensas que pensas aparecem em imagens, tu não
os reconheces como nada. Pensas que os pensas e, assim, tu pensas que
os vês. Foi assim que o teu “ver” foi feito. Essa
é a função que tens dado aos olhos do teu corpo.
Isso não é ver. É fazer imagens. Isso toma o lugar
do ver, substituindo a visão por ilusões. Cada uma das
tuas percepções da realidade externa é uma representação
pictórica dos teus próprios pensamentos de ataque. Cabe
realmente perguntar se isso pode ser chamado de ver. Não seria
fantasia uma palavra melhor para tal processo e alucinação
um termo mais apropriado para o resultado? Tu vês o mundo que
tens feito, mas não te vês como aquele que faz as imagens.
Os pensamentos têm início na mente de quem pensa, de onde
alcançam o que está fora... considera o que tem acontecido,
pois pensamentos de fato têm conseqüências para aquele
que os pensa. Tu entraste em conflito com o mundo conforme o percebes,
porque pensas que ele te é antagônico. Isso é uma
conseqüência necessário do que tens feito. Tens projetado
para fora o que é antagônico ao que está dentro
e, portanto, terias que perceber as coisas desse modo. Quem é
aquele que duvida? De que ele duvida? A quem estará questionando?
Quem pode lhe responder? Ele está apenas declarando que não
é ele mesmo e, assim, sendo outra coisa, torna-se um questionador
do que vem a ser essa outra coisa.
A liberação vem desta única idéia:
“Minha mente contém só o que eu penso com Deus.”
Isso é um fato e representa a verdade do Que tu és e do
Que é o teu Pai. É através desse pensamento que
o Pai deu a criação ao Filho, estabelecendo o Filho como
co-Criador com Ele mesmo. É esse pensamento que garante inteiramente
a salvação para o Filho. Pois, na sua mente nenhum pensamento
pode habitar, senão aqueles que seu Pai compartilha. A ausência
do perdão bloqueia esse pensamento na tua consciência.
No entanto, ele é verdadeiro para sempre... Os teus auto-enganos
não podem tomar o lugar da verdade. Assim como uma criança
que joga um pedaço de pau no oceano não consegue mudar
a subida e a decida das marés, o aquecimento da água pelo
sol, o prateado da lua sobre ele à noite.
A liberdade é o reconhecimento de que a realidade é íntegra
e só pode ser aceita neste instante, não pode ser inventada
ou selecionada das imagens. O conceito de escolha desaparece com esta
aceitação, pois não há nada para se escolher
entre a realidade. Ela vê que a felicidade futura era apenas um
conceito. Ela vê que a culpa passada era apenas um conceito. Ela
vê que lutas e esforços eram apenas conceitos. A realidade
presente é imutável e tranqüila, desprovida de todos
os conceitos.
Vamos olhar mais de perto no abandono do auto conceito.
Enquanto a mente se identifica com a(s) figura(s) do sonho e o mundo,
ela não consegue evitar de acreditar que existem problemas reais
para resolver e muito o que fazer para resolvê-los. Ação
ou fazer implica que há um corpo para agir ou fazer. Porém,
toda vez que uma decisão na mente ou no nível do pensamento
é tomada baseada no medo, a mente irá reter o medo. O
julgamento convida o medo.
A tensão do julgamento constante é praticamente intolerável.
É curioso que uma capacidade tão debilitante tenha vindo
a ser tão profundamente apreciada. No entanto, se desejas ser
o autor da realidade, vais insistir em te apegar ao julgamento. Tu também
vais considerar o julgamento com medo, acreditando que um dia será
usado contra ti. Essa crença só pode existir na medida
em que acreditas na eficácia do julgamento como uma arma de defesa
da tua própria autoridade... O tema da autoridade é realmente
uma questão de autoria. Quando tens um problema de autoridade,
é sempre porque acreditas que és o autor de ti mesmo e
projetas tua delusão nos outros. Assim, percebes a situação
como se os outros estivessem literalmente lutando contigo pela tua autoria.
Esse é o erro fundamental de todos aqueles que acreditam que
usurparam o poder de Deus.
Todos os pensamentos sobre conseqüências / resultados, sejam
eles julgados “favoráveis ou desfavoráveis”,
“desejáveis ou indesejáveis”, são todos
meramente pensamentos de auto conceito sobre o sonho - e não
tem nada a ver com o próprio SER REAL.
Estamos apenas empreendendo uma jornada que já chegou ao fim.
Todavia, parece reservar um futuro que ainda nos é desconhecido...
O tempo é um truque, um passe de mágica, uma vasta ilusão
em que figuras vem e vão como por magia. Mas há um plano
por trás das aparências que não muda. O roteiro
está escrito... Pois nós vemos a jornada apenas do ponto
em que ela terminou, olhando em retrospectiva, imaginando que a empreendemos
novamente, revisando mentalmente o que já se foi.
A única escolha real disponível é aquela que conduz
ver o roteiro com: o Espírito Santo ou através da imagem.
Se qualquer coisa no roteiro parece incômodo de alguma maneira,
é apenas uma outra chance de notar o apego da identidade da mente
com o auto conceito. Quando eu lembrar da minha única função,
e manter a intenção claramente, não importa que
filme está passando ou até mesmo como a trama está
se desdobrando. Conteúdo é intenção ou propósito
na mente e é independente do resultado, que já aconteceu.
O estado da mente (ex: paz ou transtorno) não é dependente
do resultado / aparências, mas somente de qual conselheiro (ego
ou Espírito Santo) se invoca para assistir o filme.
Ficou claro que eu não posso reter um único pedacinho
de auto conceito que eu inventei e compreender o perdão. Eu devo
escolher entre eles. Jesus repetidamente me lembra que eu realmente
faço a escolha por um ou por outro a cada momento e a todo momento.
Como eu investiguei as profundezas dos conceitos, as camadas das crenças
na mente dividida foram trazidas à luz. Eu penso que o meu auto
conceito era apenas uma personalidade do ser (ex: meu nome) e sua estória
pessoal e metas / ambições. Entretanto, Jesus tem ajudado
a desvendar toda a extensão das imagens / auto conceito do ídolo
-- que inclui tudo que eu percebo e vivencio como tempo / espaço
/ matéria!
Acreditarás que és parte do lugar onde pensas estar. É
por isso que te rodeias com o meio-ambiente que queres. E tu o queres
para proteger a imagem de ti mesmo que tens feito. A imagem é
parte desse meio-ambiente. O que vês, enquanto acreditares que
estás nele, é visto através dos olhos da imagem.
Isso não é visão. Imagens não podem ver.
Na Ausência da Felicidade falando sobre a cura, Jesus novamente
menciona o tema de que a mente dividida rodeia a si mesma com um ambiente
feito de pensamento:
O paciente pode... desenvolver outros sintomas, já que a cura
física representa um realinhamento das forças essencialmente
locais (ex: corporal) em vez do contexto local (ex: na própria
mente). Isto é porque eles ainda ocorrem no tempo e, portanto,
retém a qualidade ilusória do próprio tempo. Não
importa em que parte do corpo a cura ocorre, nem por que meios ocorrem.
Do ponto de vista teórico, pode ser dito que a cura só
pode ser o resultado de uma mudança na mente que agora aceita
a cura onde anteriormente ela aceitava a doença. A mudança
da mente altera o campo de pensamento ao redor do paciente, que parece
representar o lugar onde ele está.
Todos esses conceitos, imagens, crenças e pensamentos estão
enraizados no tempo. A única razão para toda a complexidade
e agitação da mente dividida é a sua negação
de que AGORA é o único momento que existe. O Curso chama
isso de defesa contra o Instante Santo. Aqui estão algumas passagens
que eu acho inspiradoras para deixar a idéia do tempo partir:
Uma mente curada não faz planos. Executa os planos que recebe
ouvindo a Sabedoria que não lhe é própria. Espera
até que lhe seja ensinado o que deve ser feito e, então,
começa a fazê-lo. Não depende de si mesma para coisa
alguma, a não ser para a sua adequação em cumprir
os planos que foram designados para ela. É segura na certeza
de que obstáculos não podem impedir o seu progresso em
realizar qualquer uma das metas que servem ao plano maior estabelecido
para o bem de todos... A mente curada está livre da crença
de que tem que fazer planos, mesmo sem poder saber qual o melhor resultado,
quais os meios para consegui-los, ou como reconhecer o problema que
o plano pretende solucionar.
A mente engajada em fazer planos para si mesma está ocupada em
estabelecer um controle sobre acontecimentos futuros. Ela não
pensa que as suas necessidades serão providas, a menos que faça
as faça suas próprias provisões. O tempo vem a
ser uma ênfase no futuro, a ser controlado pelo aprendizado e
pela experiência obtida em eventos passados e em crenças
anteriores. Ela não vê o presente, pois repousa sobre a
idéia de que o passado ensinou o suficiente para deixá-la
dirigir o seu curso futuro.
A mente que planeja está, assim, recusando-se a permitir a mudança.
Aquilo que aprendeu antes vem a ser a base para as suas metas futuras.
A sua experiência passada dirige a sua escolha do que irá
acontecer. E não vê que é aqui e agora que está
tudo o que precisa para garantir um futuro que não é como
o passado, sem a continuidade de qualquer uma das velhas idéias
e crenças doentias.
Deixamos essas limitações sem sentido de lado por um momento.
Não olhamos para crenças passadas e aquilo em que acreditaremos
não interferirá em nós agora. Entramos no tempo
da nossa prática com uma única intenção:
contemplar a impecabilidade interior.
O auto conceito, que é uma identidade de associação
com tempo / espaço / matéria é o QUE está
sendo expiado. A aceitação da Expiação,
ou a decisão de manter somente uma intenção de
contemplar a impecabilidade interior, é aquilo pelo que eu sou
responsável (ex: não pelo erro, mas pela aceitação
da Correção).
Se a única responsabilidade do trabalhador de milagres é
aceitar a Expiação para si mesmo eu te asseguro que é,
então, a responsabilidade por o QUE é expiado não
pode ser tua. O dilema não pode ser resolvido a não ser
pela aceitação da solução do desfazer.
A qualquer momento que eu desejo que o roteiro siga de uma certa maneira,
eu fiz um julgamento da forma, e mantenho uma expectativa. Qualquer
expectativa é uma escolha para esquecer o meu único intento
e reflete a crença de que há algo de valor fora do meu
Ser.
Ídolos são bastante específicos. Mas a tua vontade
é universal, sendo sem limites. E assim ela não tem forma,
nem fica contente quando tem a sua expressão em termos de forma.
Ídolos são limites. O que buscas não é forma.
Que forma pode ser um substituto para o Amor de Deus o Pai? Tu não
queres um ídolo. Não é tua vontade ter um ídolo.
Ele não te concederá a dádiva que buscas. Quando
te decides pela forma daquilo que queres, perdes a compreensão
do seu propósito. Assim vês a tua vontade dentro do ídolo;
reduzindo-a a uma forma específica. Entretanto, essa nunca poderia
ser a tua vontade, porque o que compartilha de toda a criação
não pode ficar contente com pequenas idéias e pequenas
coisas.
Vamos pensar nas Lições 24 e 25 por um momento. TODAS
as metas do ego surgem do auto conceito e não tem nada a ver
com os nossos melhores interesses, mas tudo tem a ver com a manutenção
do auto conceito. Qualquer forma, incluindo as tangíveis (ex:
corpo, casa, carro, etc.) e até mesmo atributos mentais (ex:
memória, raciocínio, etc.) usados pelo ego, é um
ídolo. Em primeiro lugar ao estar ciente dos ídolos e
então parar de investir neles ao dar um propósito unificado
ao mundo, eles desvanecem e nos lembramos do Espírito. Portanto,
UCEM não nos pede para buscar o amor ou a verdade, mas nos instrui
a buscar e achar o falso, ou os bloqueios à consciência
do amor. Que alegria é encontrar os bloqueios e ser ficar deles!
Buscar uma pessoa ou uma coisa especial para se adicionar a você
para torná-lo completo, só pode significar que você
acredita que alguma forma está faltando. E ao encontrá-la,
você alcançará a completeza numa forma que você
quer. Este é o propósito de um ídolo; que você
não olhe para além dele, para a fonte da crença
de que você é incompleto. Deus não conhece a forma.
Que ídolo pode ser invocado para dar ao Filho de Deus o que ele
já tem? Sua vontade É assegurada. Não na forma
que não te contentaria, mas no Pensamento completamente íntegro
que Deus mantém de você.
“Não terás nenhum ídolos diante de Deus”
se traduz “não reterás nenhum auto conceito se queres
conhecer Deus.”
O aprendizado do mundo serve para construir um auto-conceito. Esse é
o seu propósito: que venhas sem um auto-conceito e o faças
à medida em que segues adiante. E na época em que atingires
a “maturidade”, tu o terás aperfeiçoado para
enfrentar o mundo em termos iguais, em unidade com as suas exigências.Um
auto-conceito é feito por ti. Ele não tem absolutamente
qualquer semelhança contigo. É um ídolo feito para
tomar o lugar da tua realidade como Filho de Deus. Conceitos são
aprendidos. Eles não são naturais. À parte do aprendizado,
não existem. Eles não são dados, portanto, têm
que ser feitos. Um auto-conceito não tem significado, pois ninguém
aqui pode ver para que serve e portanto não é capaz de
retratar o que ele é. Mesmo assim, todo o aprendizado que o mundo
dirige começou e terminou com o simples objetivo de ensinar-te
esse conceito de ti mesmo para que escolhas seguir as leis desse mundo
e nunca busques ir além das suas estradas nem compreender o modo
como vês a ti mesmo. Agora, o Espírito Santo tem que achar
um modo para ajudar-te a ver que esse auto-conceito tem que ser desfeito,
se é que queres que alguma paz seja dada à tua mente.
Tampouco pode ele ser desaprendido, a não ser através
de lições que tenham o objetivo de te ensinar que és
uma outra coisa. Pois de outro modo, te seria pedido que trocasses aquilo
em que agora acreditas pela perda total do ser e terror ainda maior
surgiria em ti. Assim, o plano de lições do Espírito
Santo é organizado em passos fáceis nos quais, embora
algumas vezes possa haver um certo desconforto e alguma aflição,
não há uma quebra do que foi aprendido, apenas uma re-tradução
do que parece ser a evidência a favor disso. O teu conceito do
mundo depende desse auto-conceito. E ambos desapareceriam, se qualquer
um deles fosse posto em dúvida. O Espírito Santo não
busca empurrar-te ao pânico. Portanto, Ele meramente pergunta
se poderia levantar apenas uma pequena questão. Tu farás
muitos auto-conceitos à medida em que o aprendizado vai avançando.
Cada um mostrará as mudanças nos teus próprios
relacionamentos, conforme a tua percepção de ti mesmo
é mudada. Haverá uma certa confusão cada vez que
houver um deslocamento, mas que sejas grato pelo fato de que o aprendizado
do mundo está afrouxando o controle que tem sobre a tua mente.
E tenhas certeza e sejas feliz na confiança de que ele afinal
desaparecerá e deixará a tua mente em paz.
Não te esqueças, quando surgir a necessidade de ser defensivo
em relação a qualquer coisa, de que te identificaste com
uma ilusão. E, portanto, te sentes fraco porque estás
sozinho. Esse é o custo de todas as ilusões. Não
há nenhuma que não se baseie na crença segundo
a qual estás separado.
Quando todos os conceitos tiverem sido erguidos à dúvida
e ao questionamento e quando tiverem sido reconhecidos como tendo sido
feitos com base em hipóteses que não podem fazer face
à luz, então, a verdade está livre para entrar
no seu santuário, limpa e livre de culpa. Não há
declaração que o mundo tenha mais medo de ouvir do que
essa:
“EU NÃO SEI O QUE SOU E, PORTANTO, NÃO SEI O QUE
ESTOU FAZENDO, ONDE ESTOU OU COMO OLHAR PARA O MUNDO OU PARA MIM MESMO.”
Entretanto, é aprendendo isso que nasce a salvação.
E O Que tu és te falará de Si Mesmo.
Toma esse mesmo instante, agora, e pensa nele como sendo tudo o que
há do tempo. Aqui, nada do passado pode te atingir e é
aqui que és completamente absolvido, completamente livre e totalmente
sem condenação. Deste instante santo dentro do qual a
santidade renasceu, avançarás no tempo sem medo e sem
ter a sensação de mudança com o tempo. O tempo
é inconcebível sem mudança, no entanto, a santidade
não muda. Aprende com esse instante mais do que simplesmente
que o inferno não existe. Nesse instante redentor está
o Céu. E o Céu não vai mudar, pois o nascimento
no presente santo salva da mudança. O instante santo é
esse instante e todos os instantes. É aquele que queres que seja.
Aquele que não quiseres que seja está perdido para ti.
Cabe a ti decidires quando ele será. Não o atrases. Pois
além do passado e do futuro, onde não irás achá-lo,
ele está reluzente e pronto para a tua aceitação.
No entanto, não podes trazê-lo à tua alegre consciência
enquanto não o quiseres, pois ele contém toda a liberação
da pequenez. No instante santo não acontece nada que não
tenha sido sempre.
Todas as citações nesta publicação
são de Um Curso Em Milagres, Canção da Prece e
Ausência da Felicidade.
É altamente recomendado um estudo adicional das fontes originais
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