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O Que Você Acredita Sobre o Seu Irmão e
Deus
Orador: [inicia com uma leitura do UCEM]
“Aceita o sonho que Ele deu em lugar do teu. Não é
difícil mudar um sonho uma vez que o sonhador já tenha
sido reconhecido. Descansa no Espírito Santo e deixa que os Seus
sonhos gentis tomem o lugar daqueles que sonhaste no terror e no medo
da morte. Ele traz sonhos que perdoam, nos quais a escolha não
é entre quem é o assassino e quem será a vítima.
Nos sonhos que Ele traz não existe assassínio e não
há morte. O sonho da culpa está se apagando da tua vista,
embora os teus olhos estejam fechados. Um sorriso veio para iluminar
a tua face adormecida. O sono agora é de paz, pois estes são
sonhos felizes.”
Este próximo parágrafo, poderíamos imprimi-lo e
colocá-lo na parede como um lema para esta casa. Quando as coisas
começam a ferver sobre comida e lavar roupa ou limpeza ou isto
ou aquilo ou dinheiro, olhe para a parede e veja, esta aqui na parede!
Toda vez que a coisa estiver ficando complicada, toda vez que a coisa
ficar difícil demais para lidar...
“Sonha suavemente com o teu irmão sem pecado, que se une
a ti em santa inocência. E desse sonho o próprio Senhor
do Céu despertará o Seu Filho amado. Sonha com a benignidade
do teu irmão, em vez de habitares nos seus equívocos em
teus sonhos. Seleciona a atenção cuidadosa que ele te
presta como matéria dos teus sonhos, ao invés de contares
os ferimentos que ele provocou. Perdoa-lhe as suas ilusões e
agradece-lhe por toda a ajuda que prestou. E não deixes de lado
as muitas dádivas que ele te deu, porque ele não é
perfeito em teus sonhos. Ele represento o seu Pai, que tu vês
como Aquele Que te oferece ambas, vida e morte.
Irmão, Ele dá só a vida. Entretanto, o que vês
como as dádivas que o teu irmão te oferece representa
as dádivas que sonhas que o teu Pai te dá. Permite que
todas as dádivas do teu irmão, oferecidas a ti, sejam
vistas à luz da caridade e da benignidade. E não deixes
dor alguma perturbar o teu sonho de profunda apreciação
pelas suas dádivas a ti.”
Este é um contexto bem diferente para se pensar. Se eu penso
que meu irmão está fazendo algo irritante para mim, essas
são as dádiva que eu penso que meu Pai no céu está
oferecendo para mim. Isto coloca a coisa toda num contexto diferente.
Se eu penso que meu irmão é indigno de confiança,
eu penso que meu Pai é indigno de confiança. Se eu penso
que meu irmão é ganancioso, é desrespeitoso, controlador;
quaisquer que sejam os pensamentos que eu tenha sobre o meu irmão,
que passam pela minha mente - essas são as dádivas que
eu penso que meu Pai tem para mim. E se você mantém isso
neste contexto e começa a pensar o quão absurdo é
tudo isso. Mas não ver dentro do contexto; ver dentro do ‘Aqui
estou, sou uma pessoa presa neste mundo e essas são as pessoas
que estão na minha frente todos os dias’... ‘Seria
muito melhor se fulano e beltrano fizessem isso de outra maneira ou
mudassem’ e assim por diante - este é o jeito que o ego
vê o mundo. É o único jeito que ele consegue ver
o mundo.
Apenas lembre-se que quando você está olhando através
dos olhos do corpo, você está olhando através do
fazedor-de-imagens. Você está vendo um mundo de imagens
e você está vendo através dos olhos do fazedor-de-imagens,
os olhos do ego.
Jesus diz que o Espírito Santo não percebe o mundo do
jeito que você percebe. Não é como quando um evento
ou situação acontece você entra no seu guarda-roupa
e reza e diz, ‘Oh, você viu aquilo Espírito Santo?
Você consegue imaginar que eles fizeram aquilo comigo?’.
Isto não é uma prece. Esta é uma prece do ego.
Participante 1: Porque o Espírito Santo não
viu isso.
Orador: Ele não viu isso. [rindo]
Participante 1: Ele não sabe do que eu estou
falando.
Orador: O Espírito Santo está gentilmente
fazendo a mente lembrar, ‘Você está olhando através
o vidro escuro e o que você está vendo não está
realmente acontecendo. Você acredita na separação,
você acredita que você é uma pessoa, você acredita
em todas essas coisas que você não questionou. Por favor,
venha! Traga essas coisas para mim! Eu iluminarei essas crenças.
Não fica remoendo os efeitos. Não fica remoendo os pecados
do seu irmão. Sonhe com a gentileza do seu irmão, escolha
sua delicadeza.’
É engraçado, até mesmo isso, ‘Perdoe-o pelas
ilusões dele.’ Você começa a enxergar mais
e mais que não há nenhum outro ‘lá fora’
que eu tenha que perdoar; como se houvesse uma pessoa e um ‘eu’
pessoal que pode ser inocente enquanto este outro é culpado.
Mas toda construção do mundo dos corpos e pessoas e tudo,
que é o que tem que ser perdoado. E onde poderia estar esta construção
exceto na mente? Que é o único lugar onde pode ser ignorado.
Tem um pequeno poema da Helen Schucman que às vezes eu leio.
Acho que alguns encontros lógicos que temos tido e como as coisas
giram. Algumas vezes questões são levantadas e soluções
são oferecidas. Este pequeno poema é intitulado, Antes
Que Perguntemos. É do livro chamado, As Dádiva de Deus.
Ele diz:
“Não vamos questionar, mas ficar quietos por um momento.
Há uma Resposta dada a nós antes que façamos a
pergunta. Uma Solução para toda luta, dor e turbulência.
Uma Porta para o Silêncio e Absolvição. Somos livres
antes de pedir pela liberdade, curados antes de pedir pela cura. Remediados
em cada tristeza dada a nós e lacrado dentro de nós, sempre
presente sempre perto de fácil acesso, prontamente deixado às
claras, assim o Filho de Deus é respondido. Exausto, ele finalmente
chama pelo nome do seu Pai novamente.”
Isto me lembra de uma seção no Curso chamada ‘A
Resposta Silenciosa’ que diz, “Em quietude todas as coisas
são respondidas e todos os problemas serenamente resolvidos.”
Que bela idéia para se apegar toda vez que algo parece estar
borbulhando. Em quietude todas as coisas são respondidas.
Você quer uma sessão? O Espírito Santo diz, ‘Eu
lhe darei uma sessão. Vamos ter um tratamento silencioso. Isto
será bom para você.’
E se há alguma resistência até alcançarmos
o ponto em que devemos conversar. Conversaremos de novo.
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