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O Propósito é a Única Escolha
Quando olhamos para as escolhas no mundo, nossa sensação
de estar arrasado às vezes pode ser expressado em uma variedade
de formas. Este diálogo (entre o Orador e vários amigos)
começa com uma expressão de inquietação,
que é uma forma sutil de transtorno ou simplesmente não
estar em paz. Isso proporciona um ponto de partida para traçar
o transtorno específico até a sua fonte, a mente equivocada,
onde a percepção é corrigida pela escolha de um
novo propósito.
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Parte 1
Questionador: Eu tenho tinha uma sensação
de inquietação. Ontem à noite eu acordei e o pensamento
que ficou vindo para mim era “Eu só estou inquieto.”
Ainda está aí e acabou de vir de novo enquanto eu estava
meditando. Eu tive essa sensação de inquietação
extrema antes de vir para Cincinnati também. Agora mesmo estou
pensando que eu quero estar em algum outro lugar e fazer alguma outra
coisa. Eu senti a minha mente atraída a pensar em quando eu iria
para casa. Eu tenho permitido minha mente ser atraída a pensar
no futuro.
Orador: Esses pensamentos não combinam com o
real contentamento do momento.
Questionador: O que vinha para mim na meditação
era que eu larguei muitas, embora não todas as atividades do
meu calendário. Eu ainda estou fazendo coisas que não
estão alinhadas com o meu propósito, mas ainda não
é hora para eu deixá-las partir -- eu sei que o momento
para isso vai vir. Eu sei que um momento de paz muito maior vai vir.
Orador: Há muitas suposições não
questionadas nisso que você está pensando e falando. O
que nós queremos fazer hoje é entrar na mente muito profundamente
-- até que seja evidente que a paz da mente está disponível
para nós neste exato instante. Nós queremos dar um fim
na falácia do: “Eu sei que vai vir.” Este pensamento,
“Eu sei que vai vir,” é muito arrogante. Você
acha que Deus colocaria a paz, a felicidade e a iluminação
no futuro? Você acha que Deus iria te recusar, ou Ele te deu tudo
neste exato instante? Só pode ser a própria mente que
colocou os bloqueios ou impedimentos para a iluminação.
Nós queremos nos unir em Seu Nome, com uma forte intenção
de ficar esclarecido, e olhar de perto as falsas crenças atualmente
mantidas com apreço que obstrui a consciência de Deus e
do Ser. Pode parecer que estamos indo passo a passo na nossa investigação,
embora o reconhecimento seja instantâneo. Nós só
podemos ter iluminação instantânea.
Felicidade futura costumava ser algo que realmente soava bem para mim.
Era melhor que nenhuma esperança de felicidade, eu raciocinava
assim. Porém eu descobri que este “raciocínio”
é circular e leva a lugar nenhum. O que nós queremos fazer
é chegar nisso com uma intenção tão séria
que nós permitires que o Espírito venha entre nós,
por assim dizer, e eleve as crenças e suposições
à luz retraçando-as muito cuidadosamente e de perto para
sua única falsa causa.
Como a minha amiga disse, hoje e outras vezes ela tem se sentido inquieta.
Existe alguém aqui que não tenha se sentido inquieto alguma
vez? Nós queremos pegar uma idéia como inquietação,
e olhar seu fundamento bem de perto, que há uma compreensão
que dissolve a experiência da inquietação.
Questionador: Eu realmente comecei a imaginar quanta
disponibilidade eu tenho para o Espírito esclarecer isso na minha
mente. Eu vivo querendo pegar as idéias que são compartilhadas
e colocá-las na forma. Em um certo ponto na meditação
eu pedi para ter a minha mente curada, aprender que a cura tem a ver
com a mudança do meu pensamento. Isso é o que eu quero
fazer. É notar o meu modo de pensar errôneo e então
fazer a mudança. Eu quero lembrar que eu tenho aquele poder da
escolha. Eu simplesmente notei o puxão para ficar com as ilusões
em oposição ao deixar partir e vivenciar a paz que está
disponível. Isso pode tomar a forma de inquietação
e querer sair de mim mesma e me distrair da experiência de Deus
na minha mente.
Orador: Você levantou a questão exatamente
da idéia que eu ia trazer para a nossa discussão e que
é a escolha. Alguém aqui acredita em escolha?
Questionador: Claro. Eu devo.
Orador: Ok, escolhas. Quando eu digo no plural o que
vem à mente?
Questionador 1: A minha sensação é
que só existe uma escolha. Quando eu olho para as escolhas, então
eu estou me deixando ser arrastado para dentro da ilusão, todas
as ilusões que são variadas e muitas.
Questionador 2: Se só existe uma escolha, não
existe escolha. (Risadas)
Orador: Nós realmente queremos seguir isso muito
de perto. Nós queremos olhar para nossas vidas e aquilo que acreditamos
e queremos traçar isso bem devagar e examinar isso. Vamos só
ficar com a idéia de escolha e escolhas. Quais são alguns
exemplos?
Questionador 1: Que eu poderia escolher ir para casa
ou ficar.
Questionador 2: Quando eu olho para as escolhas, eu
olho para escolhas entre ilusões e a Verdade.
Questionador 1: Nós falamos isso, mas é
assim que realmente enxergamos isso? Eu sei o que ** está insinuando
quando ele pergunta “você acredita em escolhas?” Se
eu olhar para o meu comportamento e para o que eu faço, isso
me leva a acreditar que eu ainda devo acreditar em escolhas.
Orador: E se você acredita em escolhas, não
vamos entrar no hipotético ou teórico rápido demais.
Se você diz “Eu acredito em escolhas,” quais são
as coisas que você escolhe? Quais são alguns exemplos dessas
escolhas?
Questionador 2: Que palavra eu uso aqui? Que idéias
eu coloco numa carta?
Questionador 1: Acordar de manhã e decidir o
que eu vou vestir é uma escolha.
Orador: Essas são as escolhas que são
do mundo. Nós temos que admitir que é como um menu. Todo
dia parece ser um menu de escolhas. Você consegue enxergar que
as escolhas, do modo como estamos definindo-as, vão juntas com
a inquietação? Escolhas que são variadas e complexas
estão relacionadas com o sentimento de inquietação.
Consegue enxergar isso?
Questionador 1: Com certeza, porque há uma infinidade
dessas escolhas. Parece não ter fim.
Orador: Algum dia poderia haver descanso e as escolhas do modo
em que estamos falando?
Questionador 1: Não. Estaríamos em completa
paz se não fossem essas escolhas.
Orador: Somente agora. Só, há uma discrepância
aqui. Nós estamos dizendo essas palavras e ainda assim parece
que as escolhas do mundo estão lá no futuro ou são
descritas como se elas já tivessem ocorridas. Portanto, uma escolha
presente para acabar com todas as escolhas deve ser de alguma maneira
muito diferente das escolhas do mundo, das escolhas pessoais.
Questionador 1: Nós falamos, “Eu poderia ter feito
isso. Eu poderia fazer aquilo. Se eu não tivesse feito isso,
talvez isso e aquilo não teriam acontecido.” É isso
que você quer dizer?
Orador: Sim. Quando você descreve o passado,
até em termos de eventos recentes como os telefonas que você
fez esta manhã, não são escolhas descritas como
se elas fossem escolhas reais? É como se alguém tivesse
feito escolhas reais, tais como: para quem telefonar, quanto tempo falar,
sobre o que falar, etc. Então estamos discutindo escolhas no
mundo, escolhas pessoais que parecem estar no tempo linear. E quanto
as escolhas futuras? Ninguém nunca experimentou a tensão
de considerar uma variedade de escolhas futuras? Você enxerga
isso, se este é o caso, você deve acreditar que existem
escolhas futuras reais a fazer?
Essas escolhas pessoais as quais estamos discutindo, entre o que são
essas escolhas? Essas escolhas não são sempre percebidas
entre opções ou alternativas dentro de um mundo dualístico?
Essas escolhas não são vistas como sendo entre duas ou
mais coisas específicas? Isso é inerente neste conceito
de escolha, não é? Isso é parte desta definição
da escolha. Agora, as escolhas no mundo, as escolhas pessoais que estamos
descrevendo, quais são as características em comum?
Questionador 1: Ilusões. Comportamento. Escolhas
das formas.
Orador: A chave é que elas sempre são
escolhas entre formas e especificidade. Há sempre uma inquietação
associada com isso, pois essa é uma tentativa de investir na
escolha onde não há escolha. Consegue enxergar a insanidade
de tal tentativa? Deve haver alguma outra coisa que não seja
essa insanidade; deve haver um tipo diferente de escolha, se alguém
quer alcançar a iluminação -- dar um fim nesta
inquietação e descansar em paz. Esta é a chave:
Se eu estou inquieto, necessariamente eu ainda acredito que existem
escolhas entre formas, comportamentos, objetos. Eu tenho que começar
a ver que esta crença não me trouxe nenhum descanso.
Nós estamos usando o exemplo da inquietação. O
que mais isso significa, então? Eu continuo a justificar e racionalizar
e dizer, “Bem, eu vou ter muitas escolhas futuras a fazer?”
Ou devemos nos aproximar da compreensão das dinâmicas do
que se passa com as escolhas e crenças?
Existe escolha no Céu? No Nirvana? No Êxtase Eterno? Qual
é a sua reação instantânea?
Questionador 2: Não. Não havia escolha
até nos separarmos.
Orador: Então, ainda deve haver uma falsa crença
não questionada, se alguém concorda que o Céu ou
o Nirvana existe para sempre como Unicidade Eterna, a escolha está
na crença em um mundo dualístico, linear, de tempo-espaço,
dos opostos incluindo passado / futuro, não é?
Questionador 2: Sim.
Orador: Então, realmente tudo se resume nisso:
toda a idéia da escolha entre especificidade necessariamente
está no conceito do tempo linear, em contraste com o tempo simultâneo:
AGORA!
Questionador 2: Eu sabia que você ia falar isso!
(Risadas)
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