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Níveis da Mente: Olhando para as ‘Camadas’
da Mente que formam a Percepção
Parte 1
- Diagrama dos Níveis da Mente (PDF
é necessário Adobe Reader)
Parte 2 - Introdução
ao Níveis da Mente
Parte 3 - Pontos Chaves dos Cinco Níveis
da Mente
Parte 4 - Níveis da Mente {Percepção | Emoção
| Pensamento | Crença | Desejo}
Parte 5 - Não Busque Fora de
Si Mesmo
Parte 4 - OS CINCO NÍVEIS DA MENTE
{Percepção | Emoção
| Pensamento | Crença
| Desejo}
PERCEPÇÃO
Prefácio: O que a percepção vê e ouve parece
real porque ela permite entrar na consciência somente o que está
de acordo com os desejos daquele que percebe. Isso leva a um mundo de
ilusões, um mundo que precisa de defesas constantes exatamente
porque não é real. O mundo que vemos meramente reflete
o nosso próprio quadro de referência interno - as idéias
dominantes, desejos e emoções em nossas mentes. “Projeção
faz a percepção.” Primeiro olhamos para dentro,
decidimos que tipo de mundo queremos ver e então projetamos isso
no mundo exterior, fazendo com que isso seja a verdade como a vemos.
Fazemos com que isso seja verdadeiro pelas nossas interpretações
daquilo que estamos vendo. Se estamos usando a percepção
para justificar nossos próprios enganos - nossa raiva, nossos
impulsos para atacar, nossa falta de amor de qualquer forma que ela
possa tomar - veremos um mundo do mal, da destruição,
da malícia, da inveja e desespero. Tudo isso temos que aprender
a perdoar, não porque somos “bons” e “caridosos”,
mas porque o que estamos vendo não é verdadeiro. Nós
temos distorcido o mundo com as nossas defesas retorcidas e, portanto,
estamos vendo o que não existe. À medida que aprendemos
a reconhecer nossos erros perceptuais, também aprendemos a olhar
para além deles e “perdoá-los”. A percepção
é uma função do corpo e, portanto, representa um
limite na consciência. A percepção enxerga através
dos olhos do corpo e ouve através dos ouvidos do corpo. Ela evoca
respostas limitadas que o corpo faz.
(T-18.1.4) Tu, que acreditas que Deus é medo, fizeste apenas
uma substituição. Ela tomou muitas formas, porque foi
a substituição da verdade pela ilusão, da totalidade
pela fragmentação. Ela veio a ser tão partida,
subdividida e de novo dividida, vezes e mais vezes,que agora é
quase impossível perceber que alguma vez foi uma só e
que ainda é o que era. Esse único erro, que trouxe a verdade
à ilusão, a infinidade ao tempo e a vida à morte,
foi tudo o que jamais fizeste. Todo o teu mundo se baseia nele. Tudo
o que vês reflete isso e cada relacionamento especial que jamais
tiveste é parte disso. Podes te surpreender quando ouvires o
quanto a realidade é diferente daquilo que vês. Não
reconheces a magnitude desse único erro. Ele foi tão vasto
e tão completamente inacreditável que um mundo de total
irrealidade tinha que emergir. Que outra coisa poderia resultar disso?
Seus aspectos fragmentados só bastante amedrontadores quando
começas a olhar para eles. Mas nada do que tens visto nem de
leve te mostra a enormidade do erro original, que aparentemente te expulsou
do Céu para estilhaçar o conhecimento em pequenas partes
sem significado de percepções desunidas e para forçar-te
a fazer mais substituições. Essa foi a primeira projeção
do erro para fora. O mundo surgiu para escondê-lo e veio a ser
a tela na qual ele foi projetado e colocado entre tu e a verdade. Pois
a verdade se estende para dentro, onde a idéia de perda não
tem significado e só o aumento é concebível. Tu
realmente pensas que é estranho que um mundo no qual tudo está
de trás para frente e de cabeça para baixo tenha surgido
dessa projeção do erro? Era inevitável. Pois a
verdade trazida a isso somente poderia permanecer quieta do lado de
dentro, sem tomar parte em toda a louca projeção pela
qual esse mundo foi feito.
(T-1.II.6) O milagre minimiza a necessidade de tempo. No plano longitudinal
ou horizontal, o reconhecimento da igualdade dos membros da Filiação
parece envolver um tempo quase sem fim. Contudo, o milagre acarreta
uma passagem repentina na percepção horizontal para a
vertical.
(T-1.III.6) Tu respondes ao que recebes, e como percebes assim te comportarás.
A Regra de Ouro de pede que faça aos outros o que queres que
façam a ti. Isso significa que a percepção de ambos
tem que ser acurada. A Regra de Ouro é a regra para o comportamento
apropriado. Tu não podes comportar-te apropriadamente a não
ser que percebas corretamente. Já que tu e o teu próximo
sois membros iguais de uma família, assim como percebes a ambos
assim farás a ambos. A partir da percepção da tua
própria santidade, deves olhar para a santidade dos outros.
(T-1.VI.1:6) Até a “separação”, que
é o significado da “queda”, nada estava faltando.
Não existiam quaisquer necessidades. Necessidades só surgem
quando tu te privas. Ages de acordo com a ordem particular de necessidades
que estabeleces. Isso, por sua vez depende da tua percepção
do que tu és. O senso de separação de Deus é
a única falta que realmente precisas corrigir. Esse senso de
separação nunca teria surgido se não tivesse distorcido
a tua percepção da verdade e assim percebido a ti mesmo
como se algo estivesse faltando. A idéia de ordem de necessidades
surgiu porque, tendo feito esse erro fundamental, já tinhas te
fragmentado em níveis com diferentes necessidades. À medida
que te integras vens a ser uno e as tuas necessidades conseqüentemente
vêm a ser uma só. Necessidades unificadas conduzem à
ação unificada porque isso produz uma ausência de
conflitos.
(T-1.VII.2.4) A melhor forma de usar o teu corpo é utilizá-lo
para te ajudar a ampliar a tua percepção de modo que possas
conseguir a visão real, da qual o olho físico é
incapaz. Aprender a fazer isso é a única utilidade verdadeira
do corpo. A fantasia é uma forma distorcida de visão.
Quaisquer tipos de fantasias são distorções, porque
sempre envolvem a torção da percepção em
irrealidade.
(T-2.III.3.6) Eventualmente, todos começam a reconhecer, embora
de forma tênue, que tem que existir um caminho melhor. Na media
em que esse reconhecimento vem a ser estabelecido de forma mais firme
vem a ser um ponto de mutação. Isso, em última
instância, desperta outra a vez a visão espiritual, enfraquecendo
simultaneamente o investimento na vista física. O investimento
alternado dos dois níveis de percepção é
usualmente experimentado como um conflito que pode vir a ser muito agudo.
Mas o resultado é tão certo quanto Deus. Literalmente,
a visão espiritual não pode ver o erro e meramente olha
procurando a Expiação. Dissolvem-se todas as soluções
que os olhos físicos buscam. A visão espiritual olha para
dentro e reconhece imediatamente que o altar foi profanado e necessita
ser reparado e protegido. Perfeitamente ciente da defesa certa, passa
por cima de todas as outras olhando além do erro para a verdade.
Em função da força dessa visão, ela traz
a mente para o seu serviço. Isso restabelece o poder da mente
e faz com que ela seja cada vez mais incapaz de tolerar adiamento, reconhecendo
que só adiciona dor desnecessária. Como resultado, a mente
vem a ser cada vez mais sensível ao que antes teria considerado
como intrusões muito pequenas de desconforto.
(T-3.II.2.5) A percepção inocente ou verdadeira significa
que tu nunca percebes de forma equivocada e sempre vês verdadeiramente.
Em termos mais simples, significa que nunca vês o que não
existe e sempre vês o que existe. Se nada a não ser a verdade
existe, o modo de ver da mentalidade certa não pode ver nada
a não ser a perfeição.
(T-3.II.6) O caminho para corrigir distorções é
retirar a fé que depositas nelas e investi-la somente no que
é verdadeiro. Não podes fazer com que a inverdade seja
verdadeira. Se estás disposto a aceitar o que é verdadeiro
em tudo o que percebes, deixas que isso seja verdadeiro para ti.
(T.3.III.1) Estivemos enfatizando a percepção e falamos
muito pouco do conhecimento até agora. Isso porque a percepção
tem que ser endireitada antes que se possa conhecer qualquer coisa.
Conhecer é ter certeza. A incerteza significa que não
conheces. O conhecimento é poder porque é certo e certeza
é força. A percepção é temporária.
Como um atributo da crença no espaço e no tempo, está
sujeita ao medo e as percepções verdadeiras fomentam amor,
mas ela não é conhecimento. A percepção
verdadeira é a base para o conhecimento, mas conhecer é
a afirmação da verdade e está além de todas
as percepções.
(T-3.III.2.2) Reconhecer significa “conhecer de novo”, implicando
que antes conhecias. Podes ver de muitas maneiras, porque a percepção
envolve interpretação e isso significa que ela não
é integra ou consistente. O milagre, sendo uma maneira de perceber,
não é conhecimento. É a resposta certa para uma
questão, mas tu não questionas quando conheces. Questionar
ilusões é o primeiro passo para desfazê-las. O milagre,
ou a resposta certa, as corrige. Como as percepções mudam,
a sua dependência do tempo é obvia. Como tu percebes a
qualquer momento dado determina o que fazes e as ações
têm que ocorrer no tempo.
(T-3.III.3) A mente que questiona se percebe no tempo e, portanto, olha
procurando respostas futuras.
(T-3.III.4) A visão verdadeira é a percepção
natural da vista espiritual, mas ainda é uma correção
ao invés de um fato. A vista espiritual é simbólica
e, portanto, não é um instrumento para o conhecimento.
Contudo, é um meio de percepção certa, que a traz
ao domínio próprio do milagre. Uma “visão
de Deus” seria mais um milagre do que uma revelação.
O fato de que a percepção esteja envolvida nisso, de qualquer
maneira, remove a experiência da esfera do conhecimento. É
por isso que as visões, por mais santas que seja, não
duram.
(T-3.III.5.9) A percepção, os milagres e o fazer estão
intimamente relacionados. O conhecimento é o resultado da revelação
e só induz ao pensamento. Mesmo em sua forma mais espiritualizada,
a percepção envolve o corpo. O conhecimento vem do altar
interior e é intemporal porque envolve certeza. Perceber a verdade
não é o mesmo que conhecê-la.
A percepção certa é necessária antes que
Deus possa Se comunicar diretamente com os Seus altares, os quais Ele
estabeleceu em Seus Filhos. Lá Ele pode comunicar a Sua certeza
e o Seu conhecimento trará paz sem questionamentos. Deus não
é um estranho para Seus Filhos e Seus Filhos não são
estranhos uns para com os outros. O conhecimento precedeu tanto a percepção
quanto o tempo e irá, em última instância, substituí-los.
Esse é o significado real de “Alfa e Omega, o princípio
e o fim” e “Antes que Abraão existisse Eu sou.”
A percepção pode e tem que ser estabilizada, mas o conhecimento
é estável.
(T-3.IV.1.5) A percepção não existia até
a separação introduzir graus, aspectos e intervalos. O
espírito não tem níveis e todo conflito surge do
conceito de níveis. Só os Níveis da Trindade são
capazes de Unidade. Os níveis criados pela separação
não podem senão conflitar. Isso é assim porque
eles são sem significado uns para os outros. A consciência,
o nível da percepção, foi a primeira divisão
introduzida na mente depois da separação, fazendo com
que a mente seja um receptor ao invés de uma criador. A consciência
é corretamente identificada como o domínio do ego. O ego
é uma tentativa da mentalidade errada para perceber a ti mesmo
como desejas ser ao invés de como és. No entanto, só
podes conhecer a ti mesmo como és, porque essa é a única
coisa quanto a qual podes ter certeza. Tudo o mais está aberto
ao questionamento.
O ego é o aspecto questionador do ser pós-separação,
que foi feito ao invés de criado. É capaz de fazer perguntas,
mas não de perceber respostas significativas porque estas envolveriam
conhecimento e não podem ser percebidas. A mente está,
portanto, confusa, pois só a mentalidade Una pode ser sem confusão.
A mente separada ou dividida não pode deixar de ser confusa.
É necessariamente incerta em relação ao que é.
Tem que estar em conflito, pois não está de acordo consigo
mesma. Isso faz com que seus aspectos sejam estranhos um para o outro
e essa é a essência da condição que induz
ao medo, na qual o ataque é sempre possível. Tens toda
a razão para sentir medo percebendo a ti mesmo como tu te percebes.
É por essa razão que não podes escapar do medo
enquanto não reconheceres que não criaste a ti mesmo,
nem poderias tê-lo feito. Tu nunca podes fazer com que as tuas
percepções equivocadas sejam verdadeiras e a tua criação
está além do teu próprio erro. É por essa
razão que, eventualmente, tens que escolher curar a separação.
(T-3.IV.4) A mentalidade certa não deve ser confundida com a
mente que conhece, porque só é aplicável à
percepção certa. Tu podes ter a tua mente disposta para
o que é certo ou errado e até mesmo isso está sujeito
a graus, demonstrando claramente que o conhecimento não está
envolvido. O termo “mentalidade certa” é usado de
forma adequada como a correção para a “mentalidade
errada” e se aplica ao estado mental que induz à percepção
acurada. É a mente que se volta para o milagre porque cura a
percepção equivocada e isso é de fato um milagre,
considerando o modo como percebes a ti mesmo. A percepção
sempre envolve um certo uso equivocado da mente, porque traz a mente
à áreas de incerteza. A mente é muito ativa. Quando
escolhe estar separada, escolher perceber. Até então só
tem vontade de conhecer. Depois disso, só pode escolher ambiguamente
e a única saída para ambigüidade é a percepção
clara.
(T-21.V.1.7) A percepção é uma escolha e não
um fato. Mas dessa escolha depende muito mias do que podes reconhecer
por enquanto. Pois da voz que escolhes ouvir e do que escolhes ver depende
inteiramente tudo o que acreditas que és. A percepção
é uma testemunha apenas disso e nunca da realidade.
(T-21.V.8) Fé, percepção e crença podem
ser mal colocadas e servir às necessidades do grande impostor
tão bem quanto servem à verdade. Mas a razão não
tem qualquer lugar na loucura e nem pode ser ajustada para se adequar
aos seus fins. A fé e a crença são fortes na loucura,
guiando a percepção na direção daquilo que
a mente valorizou. Mas a razão não entra nisso de modo
algum. Pois a percepção ruiria imediatamente se a razão
fosse aplicada. Não há razão na insanidade, pois
ela depende inteiramente da ausência de razão. O ego nunca
a usa, porque não reconhecer que ela exista. M-19.5 Reza pela
justiça de Deus e não confundas a Sua misericórdia
com a tua própria insanidade. A percepção pode
fazer qualquer imagem que a mente deseje ver. Lembra-te disto. Nisto
está o Céu ou o inferno, conforme a tua opção.
A justiça de Deus aponta para o Céu apenas porque é
inteiramente imparcial. Aceita todas as evidências que são
trazidas diante dela, sem nada omitir e sem nada considerar separado
ou à parte de tudo o resto.
(Ex-pI1.304.1.3) A percepção é um espelho, não
um fato. E o que enxergo é o meu estado mental, refletido fora
de mim.
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