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Níveis da Mente: Olhando para as ‘Camadas’ da Mente que formam a Percepção

Parte 1 - Diagrama dos Níveis da Mente (PDF é necessário Adobe Reader)
Parte 2 - Introdução ao Níveis da Mente
Parte 3 - Pontos Chaves dos Cinco Níveis da Mente
Parte 4 - Níveis da Mente {Percepção | Emoção | Pensamento | Crença | Desejo}
Parte 5 - Não Busque Fora de Si Mesmo

Parte 3 - Pontos-Chave dos Cinco Níveis da Mente

MENTE – a Mente está além dos níveis, a Mente É.

A mente alcança a si mesma. Ela não sai para o lado de fora. Mas parte dela agora não é natural. Ela não olha para todas as coisas como sendo uma. Em vez disso ela vê fragmentos do todo.

(T-18.VI.8:5) A mente alcança a si mesma. Ela não é feita de partes diferentes que alcançam umas às outras. Ela não sai para o lado de fora. Dentro de si mesma não tem limites e nada há fora dela. Ela abrange todas as coisas. Abrange inteiramente a ti, tu dentro dela e ela dentro ti. Não há nenhuma outra coisa, em lugar nenhum ou tempo algum. O corpo está fora de ti e apenas parece cercar-te, fechando-te para os outros e mantendo-te à parte deles e eles à parte de ti. Ele não existe. Não existe nenhuma barreira entre Deus e o Seu Filho e nem pode o Filho estar separado de Si mesmo, exceto em ilusões. Essa não é a sua realidade, embora ele acredite que seja.

(Ex-pI.161.2) A completa abstração é a condição natural da mente. Mas parte dela agora não é natural. Ela não olha para tudo como um só. Ao invés disso, vê fragmentos do todo, pois só assim poderia inventar o mundo parcial que tu vês. O propósito de tudo o que vês é o de te mostrar o que desejas ver. A audição só traz à tua mente os sons que ela quer ouvir. Assim foi feita a especificidade. E agora, é a especificidade que temos que usar na nossa prática. Nós a damos ao Espírito Santo, para que Ele possa empregá-la com um propósito que é diferente daquele que lhe demos. Contudo, Ele não pode usar nada além do que fizemos para ensinar-nos de um ponto de vista diferente, para que possamos ver uma utilidade diferente em tudo. Um irmão é todos os irmãos. Cada mente contém todas as mentes, pois todas as mentes são uma só. Tal é a verdade. Mas estes pensamentos fazem com que o significado da criação fique claro? Estas palavras trazem com elas perfeita clareza para ti? O que podem aparentar ser senão sons vazios, belos talvez, corretos em sentimento, mas fundamentalmente incompreendidos e incompreensíveis. A mente que ensinou a si mesma a pensar de modo específico não pode mais apreender a abstração no sentido de que ela abrange todas as coisas. Precisamos ver um pouco para aprendermos muito. Sentimos que parece ser o corpo que limita a nossa liberdade, que nos faz sofrer e que no final apaga a nossa vida. Entretanto, corpos não passam de símbolos de uma forma concreta de medo. O medo sem símbolos não exige nenhuma resposta, pois símbolos podem representar o que não tem significado. O amor não precisa de símbolos, sendo verdadeiro. Mas o medo, sendo falso, se prende às especificidades.

DESEJO

(T.10.I.4.1) Tu vais lembrar-te de tudo no instante em que desejares totalmente, pois se desejar totalmente é criar, o exercício d tua vontade terá afastado para longe a separação e ao mesmo tempo terá feito a tua mente retornar para o teu Criador e as tuas criações. Conhecendo-as, não sentirás desejo de dormir, mas apenas desejo de estar desperto e ser contente. Os sonho serão impossíveis, porque só vais querer a verdade e sendo afinal a tua vontade, ela será tua.

CRENÇA

(T.4.II.4.7) Pensa no amor dos animais por suas crias e na necessidade que sentem de protegê-las. Isso se dá porque as consideram como parte de si mesmos. Ninguém despede algo que considera parte de si mesmo. Tu reages ao teu ego de modo parecido com o que Deus reage às Suas criações - com amor, proteção e caridade. Tuas reações ao ser que tu fizeste não são surpreendentes. De fato, elas se parecem de muitas maneiras ao modo como um dia reagirás às tuas criações reais, que são tão intemporais quanto tu és. A questão não está em como respondes ao ego, mas no que acreditas que és. A crença é uma função do ego e na medida em que a tua origem está aberta à crença, tu a estás considerando do ponto de vista do ego. Quando o ensino não for mais necessário, meramente conhecerás a Deus. Acreditar que existe uma outra forma de perceber é a idéia mais elevada de que o pensamento do ego é capaz. Isso porque ela contém um sinal do reconhecimento de que o ego não é o Ser. A crença produz a aceitação da existência. Tu acreditas no que fazes. Tu ainda acreditas que és uma imagem da tua própria feitura. A crença é uma função do ego e na medida em que a tua origem está aberta à crença, tu a estás considerando do ponto de vista do ego.
Acreditar que existe uma outra forma de perceber é a idéia mais elevada de que o pensamento do ego é capaz. Nenhuma crença é neutra. Todas têm o poder de ditar cada decisão que tomas. Pois uma decisão é uma conclusão baseada em todas as coisas nas quais acreditas.

PENSAMENTO

(T.1.I.12.2) Pensamentos podem representar o nível mais baixo ou corporal da experiência, ou o nível mais alto ou espiritual da experiência. Um faz o físico e o outro cria o espiritual. Tu és responsável pelo que pensas, porque é só nesse nível que podes exercitar a escolha. Pensamentos não são grandes ou pequenos; poderosos ou fracos. Eles meramente são verdadeiros ou falsos.

A Ordenação dos Pensamentos:

(T.7.VI.2.6) A tua capacidade de dirigir o teu pensamento da forma que escolheres é parte do poder que ele tem. Se não acreditas que podes fazer isso, negaste o poder do teu pensamento e assim o tornaste impotente em tua crença.
EMOÇÃO

Tu tens apenas duas emoções: amor e medo, uma feia por ti e outra que te foi dada. Cada uma é um modo de ver e mundos diferentes nascem em função de suas óticas diferentes.

“Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.” “Eu estou transtornado porque vejo um mundo sem significado.”
“Eu posso escapar do mundo que vejo desistindo dos pensamentos de ataque.”

(T.3.VII.5.10) À medida em que te aproximas do Começo, sentes o medo da destruição do teu sistema de pensamento sobre ti como se fosse o medo da morte.

(T.4.IV.1.2) Que escutas a voz do teu ego, é demonstrado pelas tuas atitudes, os teus sentimentos e o teu comportamento.

PERCEPÇÃO

O que a percepção vê e ouve parece ser real porque ela permite entrar na consciência somente o que se adapta aos desejos daquele que percebe. A percepção é um espelho, não um fato. E o que enxergo é o meu estado mental, refletido fora de mim.

(T.4.IV.8.6) Julga pelos teus próprios sentimentos se tens feito isso bem, pois esse é o único uso acertado do julgamento.


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