‘Professor dos Professores’
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Quão praticável é isto para quem trabalha em tempo integral?


P: Dezembro passado, você explicou que você vivencia uma paz gentil e consistente e um sentimento de aceitação de todas as coisas exatamente como elas são. (Eu me recordo que Jesuá ensina que estamos guardando mágoas toda vez que queremos que algo seja diferente do que é - hummm.)

Estaria correto em supor que você esta totalmente confortável fazendo somente o que está na sua frente sem nenhum pensamento daquilo que precisa ser feito além do “agora”?

Quão praticável é isto para os estudantes que trabalham em período integral e sustentam uma família?

R: Esta paz é um estado natural da mente fluindo da liberação da crença no futuro (e, portanto, qualquer tentativa de planejá-lo) e a liberação da tentativa de controlar qualquer coisa no mundo. Sem expectativas todas as coisas são igualmente aceitáveis. Ao permitir que todas as coisas sejam exatamente como são, há um reconhecimento que embora sempre se é responsável pelo estado da própria mente, esta responsabilidade não inclui a habilidade de controlar situações, eventos, circunstâncias, pessoas, lugares e coisas.

Em outras palavras, o roteiro do mundo está escrito (é passado) e a escolha que resta está em selecionar ou a perspectiva pessoal do ego sobre o roteiro ou a Perspectiva gentil do Espírito do perdão, apreciando a totalidade simultânea. No seu e-mail você está perguntando quão praticável e quão prático é fazer apenas o que está na sua frente sem pensar muito no futuro, particularmente para um aluno com uma família. Eu devo tratar esta questão e contexto da Perspectiva do erro sendo desaprendido e do ego sendo desfeito.

No UCEM o insight revelado é que havia somente um problema e o problema já foi Corrigido via Espírito Santo. Também é revelado que não se pode reconhecer a Resposta ou a Correção para o problema até que primeiramente o problema tenha sido reconhecido como ele é. Foi dito a você que “somente o agora é real.” Isto é literalmente muito verdadeiro, e é somente o ego que patrocina a crença impossível que o “agora” está entalado entre duas “realidades” muito reais chamadas “passado” e “futuro”. A visão do tempo linear do ego vê o futuro como sendo diferente do passado (ex: o que se foi antes não é o mesmo que ainda está por vir) e quebra o tempo em pessoas, situações, eventos, incrementos e seguimentos separados que podem ser organizados ou arrumados na forma linear. Da perspectiva distorcida do ego o medo e a culpa do passado é repetido várias e várias vezes e não há escapatória deste ciclo. Porém o presente momento é a única realidade porque ele permanece constante e completamente intocado pelo erro da separação.

O presente momento é tão simples que parece estar além do alcance da possibilidade para uma mente enganada rodopiando na complexidade. O mundo foi meramente uma representação de uma confusão de identidade, e assim o mundo foi somente um símbolo da profunda crença enraizada de que o amor e o medo podem co-existir. Esta crença foi o problema e somente na imaginação o impossível foi feito para ser percebido. O auto-conceito foi feito para tomar o lugar da Realidade, portanto deve ser desaprendido ou desfeito para que a Visão do Cristo retorne à consciência. A Visão de Cristo é o presente momento, e a percepção foi somente a aparente escuridão das imagens dispostas na linha. O Espírito Santo vê a linha como um ponto. O ego viu o ponto como uma linha. A Perspectiva do Espírito Santo te liberta. A perspectiva do ego parece aprisionar.

Quão praticável e prático é a Perspectiva do Espírito Santo? Isso depende se você deseja liberdade ou aprisionamento. O milagre colapsa a crença no tempo linear e traz os frutos da paz, felicidade, liberdade e alegria. A perspectiva linear pessoal tenta reforçar uma identidade impossível como se fosse uma “realidade”. Entregar-se à Perspectiva do Espírito Santo não tem absolutamente nenhum custo. Não há absolutamente nenhum “preço” a pagar pela paz da mente. Cada vez mais fica mais evidente que as experiências de “sofrimentos e tribulações” vêm somente da tentativa de resistir e se defender contra a Perspectiva do Espírito Santo. Porém a Perspectiva do Espírito Santo é a Expiação ou Correção, e a única responsabilidade que se tem é aceitar a Expiação para si próprio. Esta é a absoluta simplicidade da Salvação.

E quanto ao aluno que percebe uma família para cuidar? Tal estudante pode ter esperanças em aceitar a Expiação e despertar para a Realidade, ou o estudante deve almejar uma meta menos grandiosa? A questão não é tanto de um contexto ou situação como é uma questão de desejo. A mente que inventou o cosmos e percebe a si mesma como existindo num dualístico tempo-espaço linear contínuo é insana por definição. Este falso auto-conceito é irreal, e não há graus de irrealidade ou hierarquias de ilusão. Apesar de algumas situações parecerem mais complexas que outras para o ego, deve ser lembrado que “o modo situacional de pensar” é o problema. Somente “o modo situacional de pensar” do ego produz um mundo em que situações separadas parecem existir. Porém o que senão uma brecha de tempo e espaço parece separar uma situação da outra? E se não houvesse nenhum brecha, então não poderia haver nada senão o todo. Em outras palavras, o Espírito Santo é o lembrete de que é impossível ordenar ou organizar imagens ilusórias, não importa quantas disposições diferentes possam parecer tomar, porque era somente uma ilusão. E aquela ilusão já foi Corrigida.

Pedro percebia a si mesmo como casado e com filhos, como tendo uma família, quanto Jesus se aproximou. E assim Pedro foi chamado para fora do mundo para seguir o Cristo interior e proclamar as boas novas do Reino do Céu. Sidarta deixou o palácio do seu pai, a esposa e filho em busca da verdade além da ilusão do ciclo de nascimento-morte. Pedro iria mais tarde proclamar Jesus com sendo “o Filho do Deus Vivo” e sair pregando o evangelho. Sidarta tornou-se conhecido como “o Buda - o iluminado.” Esta é a pergunta que você deve perguntar a si mesmo: Estes homens abdicaram suas responsabilidades ou buscaram aceitar a única responsabilidade deles? Quando você responder esta pergunta, você terá respondido em seu coração.

A confiança resolveria todos os problemas agora. A confiança no Espírito Santo não é determinada pela situação em que uma mente acredita nela mesma. Qualquer que seja a situação aparente, a Ajuda está disponível e acessível. A “pequena disposição” solicitada pelo Cristo para se abrir à Orientação do Espírito Santo não é limitada pelas circunstâncias. Se parece haver responsabilidades e compromissos do mundo que foram feitos, serão conduzidos com a compaixão e o amor no Plano do perdão do Espírito Santo. Isto não pode ser compreendido pela perspectiva pessoal, mas esteja certo de que todas as coisas trabalham juntas para o bem e não há exceções. Pois sob os ensinamentos do Espírito Santo todos devem ganhar e não pode haver perda.

Uma regra geral de Orientação pode ser declarada desta maneira:

Ore, ouça e siga o Espírito Santo. Faça apenas o que lhe é Dado a fazer e esteja aberto ao “Eu não preciso fazer nada” a Solução da Quietude está no interior. Questione e leve à Luz todas as crenças e pensamentos que obscurecem a Luz da consciência. Traga a ilusão à Verdade. Esteja disposto a mudar a sua mente e aceitar a si mesmo como uma Mente Imutável. E não se preocupe com a forma em que a lição do perdão pareça vir.

Paz & Bênçãos, Amado Milagre.

Você é Amado para todo o sempre e sempre.


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