‘Professor dos Professores’
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Eu Não Percebo os Meus Maiores Interesses
Parte 1


Orador: O ego é uma questão de autoria. Na página quarenta e nove do Curso ele fala sobre o problema da autoridade. Um Autor é alguém que escreve um livro. Basicamente o problema que a mente equivocada tem com este Curso é que o Curso está dizendo que Deus é o seu autor.

Deus criou você como Ele Mesmo. Ele é Espírito. Ele criou você Espírito. Jesus diz, “Você é uma idéia na mente de Deus.”
Quantos de nós estão por aí pensando em nós mesmos como uma idéia? Uma pessoa, talvez. Uma pessoa linear com um passado e um futuro, com todos esses atributos e características e traços. Mas apenas uma idéia pura, não somente uma idéia, mas uma imagem do nosso Pai.

O Curso está dizendo, “Sim, Deus é o seu Autor, Deus é o seu Autor, e você é Autoria de Deus.”

A mente equivocada tem um problema com isso. A mente equivocada acredita que é um corpo. Ou se ela é mais sofisticada ela acredita que está num corpo. Você poderia continuar com isso o quanto quisesse. Ela acredita que está amarrada no tempo e é amarrada na forma.

Deus não pode mudar a Sua mente. Deus criou o Filho de Deus para ser eterno. É aqui onde o problema da autoridade surge. A mente equivocada se agarra à forma, ela é pega nos resultados, vendas de casas e famílias e trabalhando os resultados de uma certa maneira. Ela realmente é pega no roteiro, por assim dizer.

Ela nega que ela é Espírito. Ela está aterrorizada por aquele Espírito. Ela tem medo de deixar partir. É aqui onde a confiança entra.

Você se acostuma tanto a confiar em você mesmo, no seu currículo, no seu passado histórico, nas suas habilidades de trazer lucros dos quais você precisa sobreviver. Isto virá o jogo e diz “Eu tenho um propósito e uma missão para você. Você precisa ajudar a despertar os nossos irmãos e você irá despertar a si mesmo durante o processo.” Mas essas sessões de dúvidas são sempre, “Eu não sei nada sobre isso. Eu tenho outras fórmulas para a minha segurança que eu sei que funcionarão, isto eu não conheço.”

É como Jesus enviando seus discípulos dois a dois e dizendo não tragam um casaco extra, um par de sapatos extras, mas este é o século 20, é um mundo competitivo. Este é o jeito que isso é sentido. E é por isso que é necessário muita confiança para começar a deixar partir os interesses pessoais. Porque os pensamentos vêm e se eu começar a fazer isso...

Amigo: Você será mastigado e cuspido! Como o Randy. Eu estava pensando no Randy, o cara que pegamos pedindo carona. Quando o Orador começou a compartilhar seu ponto de vista sobre as coisas e experiências, este cara disse, “Você vai ser atropelado! Vão tirar vantagens de você!” Ele acreditava que o Orador tinha que se proteger. Este é um conselho do ego, existe uma certa maneira de fazer as coisas! Esqueça aquela voz que pode estar dizendo que há uma alternativa, porque a alternativa é a morte. Este será o seu fim.

Orador: Não só o medo de desistir do auto-conceito do seu ser e suas obrigações pessoais, mas muitas vezes as pessoas dizem, “Se eu desistir do julgamento, se eu parar de julgar como você está dizendo e desistir do grande momento, a vida realmente vai ficar chata.”

Jesus vive falando no Curso “Faze com que esse seu ano seja diferente fazendo com que tudo seja o mesmo”.
As pessoas lêem isso e dizem “Blá. Credo! Mesmice! Por que eu quero que tudo seja o mesmo?”

Mas isso absolutamente não tem sido a minha experiência. O roteiro está escrito pode parecer um tanto chato também. Alguém aqui assistiu o filme ‘Feitiço do Tempo’ com o Bill Murray? É sobre um loop. É como se o Bill Murray ficasse acordando todo dia e é o mesmo dia. É o mesmo dia, a mesma canção, “I’ve got you Babe” do Sonny e Cher acordando-o todos os dias. O mesmo cara de sempre o cumprimenta do lado de fora do hotel, o tempo / clima é o mesmo.

É uma grande metáfora para o Curso porque ele está no loop do tempo, que é o que a mente equivocada é; um loop do tempo. Na verdade ele passa por isso e diz que é uma maldição e um outro, um dos personagens do sonho no loop do tempo diz para ele, “Talvez não seja uma maldição? Talvez há uma outra maneira de olhar para isso”. Só depende de como você olha para isso. Isto é o equivalente a fazer interjeição ao sistema de pensamento do Espírito Santo no loop e depois disso ele começa a mudar. O propósito dele muda e ele começa a ajudar as pessoas. E no fim ele pára de julgar o loop e pára de tentar controlar o loop, e ele sai do loop. Que tipo de metáfora moderna!

Por que não continuamos? Por um lado a coisa pesada da obrigação está no parágrafo três e no próximo parágrafo ele volta para o mundo da forma. Não está relacionado aqui, vamos tentar focar na especificidade um pouco.

“Antes que os exercícios de hoje possam fazer qualquer sentido, mais um pensamento é necessário. Em níveis mais superficiais tu, de fato, reconheces o propósito. Mas o propósito não pode ser compreendido nesses níveis. Por exemplo, de fato compreendes que o telefone existe...” tocando! (um telefone está tocando lá no fundo e o grupo cai na gargalhada)
“...Que o telefone existe para o propósito de falar com alguém que não está fisicamente na tua vizinhança imediata. O que não compreendes é a razão pela qual queres alcançá-lo. E é isso que faz com que o teu contato com ele seja significativo ou não.” (Lição 25)

Isto é uma grande coisa para usar como um contraste. Você pode concordar e dizer, “Eu sei para que serve o telefone, eu sei para serve o carro, eu sei para que serve o sofá, eu sei para que serve o garfo...” Em níveis superficiais... a próxima coisa você sabe, estamos de volta na coisa do ego que temos treinado para saber como sobreviver e passar por este mundo. Nós aprendemos para que servem os objetos e para o que são mais úteis. Ele está tentando alcançar a mente neste nível, mas ele também joga a coisa “Mas o propósito não pode ser compreendido nesses níveis” para que tenha que haver um propósito que está nos guiando literalmente em direção àquilo que transcendo tudo isso. Para que serve o telefone, para que serve os carros, etc.

De fato, se você for para a lição vinte e oito, Ele dá um bom exemplo real e concreto. É o quinto parágrafo na lição vinte e oito.

“De fato poderias ganhar a visão simplesmente a partir dessa mesa, se retirasse todas as tuas próprias idéias a seu respeito, e olhasse para ela com a mente completamente aberta. Ela tem algo para te mostrar: algo bonito e limpo e de valor infinito, cheio de felicidade e esperança. Escondido atrás de toadas as tuas idéias sobre a mesa, está o seu real propósito, o propósito que ela compartilha com todo o universo.”

Esta é uma idéia fenomenal que você poderia receber a salvação até mesmo de uma mesa de café. Muitas vezes é como se você pudesse ver Cristo em um dos seus irmãos, isso se transferiria automaticamente. Jesus traz isso até mesmo a uma mesa.
Quando você olha através dos olhos do ego o que você vê é uma textura, altura, comprimento, cor, talvez idéias sobre a durabilidade. São todos significados que são apenas lidos da mente através do ego o que é a mesa.

Amigo: E tudo é forma. Eu diria também num sentido elementar que se relaciona de novo com a identificação do corpo. Que propósito uma mesa teria? Se você traçar todo o caminho de volta das suas características, para o que serve uma mesa? A mesa é para colocar as coisas em cima para que os corpos possam se sentar ao redor dela. É mais no nível do corpo. Você vê como isso volta para a identificação do corpo?

Amigo: E isso faz com que isso seja conveniente para o corpo.

Orador: Volta para isso. Quando você pensa sobre todas essas perseguições das quais estamos falando, todas essas ambições, tudo volta para o conforto do corpo, a conveniência do corpo, satisfações de alguma maneira. Tudo volta para a idéia da autoridade e a idéia da identificação do corpo.

Tudo é traçado de volta para a identificação do corpo. Que é uma idéia básica muito profunda. Até o telescópio elétrico que eles têm que pode localizar esses planetas distantes, mas eles ainda estudam através do telescópio e dos olhos do corpo. Tudo é traçado de volta ao corpo. Lentamente é deixado partir aquela identificação do corpo. O que haveria para defender senão o corpo?

Jesus sempre foi tão sem defesas. Quando o prenderam e por toda a sua missão, ele foi sem defesas. Como isso pode ser possível a menos que você estivesse convencido de que você não era aquele pequeno pedaço de carne?

Se for coisas mais sutis; se alguém diz, “Você é tão intelectual, não suporto você”. Se eu me identificar com a característica da personalidade de ser intelectual, então eu vou me sentir um pouco defensivo. Ainda se relaciona com a identificação do meu corpo. Eu sou uma pessoa com essa característica, e estou aborrecido porque você disse isso.

Mais importante, um elogio - você é bonito - ou uma falta de elogio, um insulto; você é gordo demais, você é magro demais, você é feio demais, você é qualquer coisa demais... Tudo isso se relaciona ao corpo.

Conforme prosseguimos veremos que o próximo parágrafo dá um positivo extremo e um negativo extremo. Não é só uma coisa negativa.

“É crucial para o teu aprendizado que estejas disposto a desistir das metas que estabelecestes para todas as coisas. O reconhecimento de que elas são sem significado, ao invés de “boas” ou “más”, é o único caminho para realizar isso. A idéia para o dia de hoje é um passo nesta direção.” (Lição 25)

Isto abrange isso.

Amigo: O ego adoraria nos fazer acreditar que o Espírito Santo está tentando nos coagir a fazer algo. É só quando você chega no ponto onde você vê que algo não é bom ou mau que não é nada, que você não se sente coerção ou sacrifício de desistir de qualquer coisa ridícula...

Amigo: Para mim isto é intelectualizar uma idéia sobre o amor porque o amor olha para alguma coisa e não vê nada que não seja ele mesmo. Então mais uma vez, não está dizendo que é bom ou mau, está simplesmente aceitando. Este é o mecanismo de funcionamento disso. Mas então você se senta e estica a cabeça e diz, se tudo é sem significado, então eu não tenho um ponto de referência para nada. Mas sabendo o que nós realmente somos; o Cristo e amor, então isto coloca o significado por trás disso de novo.

Orador: E realmente, o que tudo isso está dizendo é que tudo que temos que fazer é retirar as metas que nós estabelecemos para tudo. Pois o significado daquilo que você está falando está bem ali. Isto é obscurecido pelas outras metas.

Amigo: Como você vivencia isso? Conseqüentemente a meta para tudo eu suponho é ser perdoado? Como você vivencia a meta de desistir de todos os significados que você fixou nas coisas?

Orador: Você desiste através do reconhecimento que isso não tem nenhum valor. Às vezes o significado do abandono ou “desistência” tem muitas conotações e cobranças. Aí existe a crença no sacrifício. A mente acredita que você tem que “desistir de alguma coisa”. Enquanto você acreditar que nada é alguma coisa, então vai parecer um sacrifício. Então parece que tenho que atravessar muitas conexões metafísicas para começar a ver que literalmente eu estou desistindo de nada.
Agora eu realmente gosto daquela parte no fim do livro onde fala sobre o abandono do julgamento. Ele diz que não é que você não deveria julgar, é que você não pode. Você não é capaz. Num certo ponto ele diz “Você terá a ilusão de estar desistindo do julgamento.” Isto é literalmente o que este mundo é, a ilusão do desistir.

Quando chegamos no ponto do, “Aha! Não é nada.” É o reconhecimento de que eu nunca tive que desistir de nada.
A questão toda é apenas a idéia de se agarrar à intenção e confiar nisso e apenas deixar que isto te carregue. Esta é a única resposta que eu poderia dar de como você chega nisso.

Amigo: Ok é o reconhecimento do eu não sei nada porque não há nada sobre este mundo que eu possa saber. Em outras palavras eu não posso nem mesmo julgar nada porque se não há nada sobre este mundo que pode ser conhecido, então como eu poderia ser capaz de julgamento? Talvez a idéia é um senso de luz e um senso de amor no qual a sua mente reside. E deste nível você tem um senso de certeza. O que quer que você faça você não questiona isso, porque você não pode julgar por você mesmo. Porque se você julgar como você pode dizer que é ruim ou errado quando você não pode absolutamente julgar? Quando eu uso pessoalmente o termo desistir, eu não quero dizer... coisas, eu quero dizer mentalmente; alguma coisa no Curso descreve trazer ilusões à verdade; desistir das ilusões. Isto é trazer as ilusões para o altar e deixá-los lá, trocando-os por luz - luz na sua mente. Mentalmente não se agarrar ou apegar a certas coisas na sua mente, estando disposto a permitir que a luz e o amor entrem, para que todas essas coisas possam desaparecer na luz e no amor da verdade.

Amigo: É uma liberação das coisas para a verdade. Esta é a sensação que eu tenho.

Orador: “Eu não percebo os meus maiores interesses. Em nenhuma situação que surja, reconheces qual é o resultado que te faria feliz. Portanto, não tens nenhum guia para a ação apropriada e nenhum modo de julgar o resultado. O que fazes é determinado pela tua percepção da situação e essa percepção está errada. Assim, é inevitável que não sirvas aos teus maiores interesses. No entanto, eles são a tua única meta em qualquer situação que seja corretamente percebida. De outra forma, não reconhecerás quais são eles.” (Lição 24)

Amigo: Vamos dizer que você chegou num ponto onde você não tem muito investimento e qualquer que seja o resultado, o resultado está bom para você. Mas você continua a ouvir esta voz que continua “bem, qual é a meta?” E assim você pensa na meta como sendo a Unicidade, você quer que a situação reflita isso, você quer que todas as situações reflitam isso. Então você se livra de qualquer coisa que não se encaixa neste quadro?

Se eu entrar numa situação com muitas pessoas, e muitas emoções conflitantes estão entre essas pessoas, eu realmente não me importo qual será o resultado, a única coisa que eu quero é um resultado pacífico para mim e eu sei que o Espírito Santo vai me fazer trabalhar para isso, mas o que eu devo ver com todas essas pessoas? A Unicidade que todos nós somos e apenas focar na meta como ela é? Estive em situações e vi pessoas mudarem de alguma maneira, é disso que estão falando? Você pode mudar uma situação simplesmente por estar lá? Porque o Curso diz que você não reconhece o que o Espírito Santo tem. Eu não estou realmente apegado a isso, mas eu quero ver a Unicidade de todos naquele quadro. Então eu não estou realmente certo daquilo que eu devo estar fazendo aqui, além de apenas focar naquela meta. Eu não estou criando um cenário daquilo que deveria acontecer, então estou tentando ser desapegado de todas as maneiras e entregar isso para o Espírito Santo.

Orador: Sim, o que estamos falando aqui é uma coisa perceptiva. É como se nós estivéssemos falando sobre “Eu dou o significado para tudo que eu vejo.” Literalmente isso significa o que é percepção, que significado vou dar para o que eu vejo? Então, não tanto esse senso de “O que eu tenho que fazer aqui?” É mais como, “Com que lentes estou olhando para tudo isso?”

E também, muitas vezes nós, de fato, ouvimos e dizemos, “eu sei que eu criei isso e sei que eu criaria algo mais se isso não fosse assim.” Mas a palavra criar é muito cuidadosamente usada no Curso e Jesus usa a terminologia das palavras como, “Eu inventei o mundo que eu vejo”, e usa palavras como fazer e fez, mas Jesus sempre reserva a palavra “Criar” e “Criação” para aquela quarta dimensão. Ou mesmo se existisse tal coisa como a quinta dimensão, que é simplesmente o céu, nem mesmo o mundo real, que o Curso descreve como uma ilusão. Mas o Céu é Deus estendendo para o Filho e o Filho estendendo em pura Criação, apenas puro Espírito, pura abstração, absolutamente nenhuma percepção, apenas Unicidade abstrata, isto é aquele estado.

Então é tipo de culpa induzida até mesmo pensar que eu mesmo criei isto e provavelmente vou continuar a criar isso. É quase como estou fazendo isso para mim mesmo e eu sei que estou fazendo isso para mim mesmo, mas eu me sinto como se eu não pudesse evitar. É este tipo de sentimento, como uma impotencialidade nisso.

Amigo: Parece haver tanta realidade nisso, esta é a coisa.

Amigo: As coisas que nós criamos parecem permanentes.

Amigo: Então criar não tem nada a ver com a realidade no mundo real. E ao dizer “eu criei” é como se dizer eu criei uma ilusão e é claro que isto é impossível. Certo?

Orador: Sim. A palavra Criação não é mesmo usada em conexão ao Mundo Real no Curso porque mesmo o Mundo Real é inventado. Não é o céu, que está além do domínio da percepção.

Uma outra coisa para se pensar sobre isso é o sentido do tempo. A vida parece ser uma coisa linear: O passado está atrás de mim, aqui estou agora, e tenho essas coisas para lidar no futuro. Mas o Curso ensina que o roteiro está escrito.

Durante aquela minúscula loucura na qual todas as percepções que pudessem existir foram alastradas, no mesmo instante o Espírito Santo fez um novo mundo, que é o mundo Real, que só tirou todo o significado da culpa e julgamento e medo, e tem uma percepção fresca ou um jeito novo de olhar para o mundo. Mas a coisa principal que precisamos fazer aqui é: nós precisamos trazer isso de volta para o por que é tão importante que os resultados fossem do jeito que foram? Se o Mundo Real está aí, então por que estou preocupado com todos os resultados?

Se nos aprofundarmos na lição e na próxima lição, literalmente iremos traçar de volta para o porque da minha percepção da situação ser tão distorcida? E Jesus diz que a percepção está errada. Nós precisamos continuar a entrar no “por que a minha percepção está errada” ou “o que posso fazer para mudá-la?” Porque literalmente, ela se alastrou pelo caminho que está indo. O roteiro está escrito - acabado e terminado. Então, a questão agora é mais como, “Sobre o que eu tenho controle?” Isto é uma outra coisa que muitas vezes as pessoas tem uma grande reação, é como “espera um pouco, eu me sinto tão amarrado até mesmo em pensar que as coisas tem que ser do jeito que vão ser. É o meu livre arbítrio sendo violado aqui, o que está acontecendo aqui?”

Temos um amigo em Cincinnati que sempre tocava nesse assunto. E existe uma parte na seção das Regras para a Decisão que diz que não há como evitar o que deve acontecer. E claramente este é o caso, a única escolha que temos é como podemos olhar para a situação. E isto significa que é um problema da percepção. Conforme continuamos aqui vamos obter grandes insights aqui sobre o que está acontecendo com a nossa percepção.

Amigo: Então você está dizendo que o roteiro está escrito, ele não pode ser mudado?

Orador: Já foi todo feito detalhadamente. Eu sempre tenho a sensação do destino. Você já leu sobre alguma idéia metafísica sobre o destino? Eu ouvia os físicos e eles previam o futuro, ou coisas que já aconteceram e eles liam o passado. Parecia que havia algo neste negócio de destino, porque como no mundo as pessoas poderiam sonhar com algo e isso acontecer identicamente? Ou como alguém no mundo poderia prever algo e isso acontecer exatamente daquele jeito? Havia muita coincidência que alguém pudesse prever isso com tanta precisão.

É quase como se eles estivessem lendo algo e eles pudessem ver todo o tempo planejado. A única coisa era que eu não gostava daquilo. Eu acreditava em livre arbítrio. Eu acreditava na escolha. E eu sempre pensei, tem que haver escolha aqui, eu não acredito em Determinismo.

O que o Curso diz é, “Sim, você de fato tem uma escolha e a única escolha que você tem é o significado que você dará ao roteiro passando na sua frente.” Quando Jesus fala sobre livre arbítrio, Ele diz que não há livre arbítrio neste mundo.

“Arbítrio” neste caso se refere somente a sua interpretação do roteiro. Você é livre para escolher a sua própria interpretação.
No final da seção de Esclarecimento de Termos, basicamente Jesus diz, ‘Tua vontade não tem nada a ver com este mundo. Tua vontade está no céu. Tua vontade é de completa felicidade na Vontade do Pai. Ela não se traduz significativamente. Tua vontade parece aprisionada enquanto você está neste mundo. Então não faz sentido falar sobre isso ou equiparar isso com escolha. Mas de fato você tem a escolha de como olhar para o roteiro.’

Isso parece ótimo. Isto é o que eu tenho ouvido o tempo todo. Eu posso ver isso de uma maneira diferente. Existe uma maneira de olhar para isso com o Espírito Santo, existe o milagre que resulta em paz, e então existe as lentes do ego, que neste caso eu fico saltitando bravo ou temeroso ou deprimido de alguma maneira.

Agora esta escolha precisa ficar muito clara para mim. Eu preciso esclarecer essas duas escolhas. Por que no mundo, por que alguém em sua mente certa olharia através das lentes do ego? Ninguém em sua mente certa olha através das lentes do ego. Quando estão na mente certa estão olhando com o Espírito.

Então se continuarmos, talvez algumas dessas coisas vão começar a fazer sentido sobre aquilo que realmente está acontecendo.

Amigo: A questão é: “Como eu fiquei tão insano para estar olhando através das lentes do ego?” ou para consertar a frase numa forma mais significativa, “Por favor, ajude-me a esclarecer esta insanidade para que eu possa ser são.” Eu quero ser são, eu quero ser pacífico.

“Se reconhecesses que não percebes os teus maiores interesses, seria possível ensinar-te o que eles são. Mas, na presença da tua convicção de que sabes, não podes aprender. A idéia para o dia de hoje é um passo em direção a abrir a tua mente para que o aprendizado possa começar.” (Lição 24)

Orador: Esta é aquela coisa do gostar e desgostar. Eu sei o que eu gosto e o que desgosto. Essas são as minhas coisas favoritas e essas são as minhas coisas menos favoritas. O ego pensa que sabe o que ele gosta e o que ele desgosta, então ele também pensa que sabe quais são seus melhores interesses. Porque se ele sabe quais são seus gostos e quais são as suas necessidades, então a mente está fechada, dizendo “Eu já sei Jesus. Eu não preciso segurar a sua mão.”

“Eu sou uma pessoa, eu sou um corpo, eu tenho meus gostos, eu tenho minhas aversões, e eu mereço isso.” Isto é parte do que significa ser uma pessoa especial. E aqui estamos com essas lições que você nem mesmo percebe os seus melhores interesses até que você saiba quais são elas. Então isso vai necessitar um pouco de estender um pouco as nossas mentes e abrir só um pouco. Até mesmo com as coisas simples, eu não sei o que é melhor para mim.

Vamos pular para o quarto parágrafo. Agora vamos dar um zoom bem rápido aqui.

Amigo: “Os períodos de prática devem começar com a repetição da idéia para o dia de hoje, seguida pelo exame da mente, com os olhos fechados, em busca de situações não resolvidas acerca das quais estás atualmente preocupado. A ênfase deve estar em descobrir o resultado que queres. Reconhecerás com rapidez que tens várias metas em mente que fazem parte do resultado desejado e também que essas metas estão em níveis diferentes e são, freqüentemente, conflitantes.”(Lição 24)
Orador: Se você simplesmente assimilar e fizer uma pesquisa na sua mente, você pode ter resultados relacionados com a família, você tem resultados com relacionamentos, estávamos falando antes sobre “E quanto ao casamento?” Você pode ter resultados sobre a carreira, sobre vendas ou finanças. Então pode haver coisas sobre querer a paz mundial ou salvar os golfinhos ou um interesse particular como esse. Talvez haja assuntos particulares que você tem sentimentos fortes, assuntos políticos ou talvez aborto, existem certos resultados que estão amarrados nisso.

Amigo: Então resultados são expectativas?

Orador: Sim. O que ele está dizendo na última linha é, “Essas metas estão em níveis diferentes e são freqüentemente conflitantes.”

Esta é a situação que surgiu para ser vista claramente. Por exemplo, quando nós estávamos falando numa outra noite quanto você realmente quis estar em casa, foram metas resultantes daí. E então trabalhar no ramo de vendas, existe algo mais que você “quer”. Quando a queda ocorreu [a separação], ou quando a aparente queda ocorreu, uma das primeiras crenças foi a crença em níveis: Níveis de necessidades.

Você irá ouvir que você tem que cuidar do seu corpo, que você tem que cuidar do seu espírito, que você tem que cuidar das suas emoções e sua mente. Em termos espirituais você irá ouvir sobre diferentes níveis, você tem que tê-los em equilíbrio.
Não havia nenhum nível antes da queda. Níveis, na verdade, são inventados e são parte do sistema.

Jesus está dizendo que o problema é que você tem todos esses resultados diferentes e todas as metas diferentes na sua mente porque você percebe a si mesmo como uma pessoa em todos esses níveis diferentes. Você está fazendo um ato de malabarismo. Ok, relacionamentos pessoais, vou me concentrar nisso. Oh, tenho que ver as finanças, está desmoronando aqui, ou os cachorros, ou o que quer que seja! Você consegue ver como eles entram. O que veremos é que isso é insano.
À medida que você continua com o Curso conforme você abre o seu caminho até a Lição 79 e 80 você verá que só existe um problema e uma solução.

Oh, isto é bom demais para ser verdade! Conforme continuamos veremos que não há nenhuma maneira em que algum dia todos esses problemas pudessem ser resolvidos em todos esses níveis diferentes. É absolutamente impossível fazer isso.
É insano e é tão frustrante porque é impossível.

Não parece que a Verdade, se existe tal coisa como a Verdade, seria simples? Que isso seria extremamente fácil e simples e não complexo e complicado, que só há um problema e uma solução?

O próximo parágrafo continua com a mesma coisa.

Amigo: “Ao aplicares a idéia para o dia de hoje, cita cada situação que te ocorrer e depois enumera cuidadosamente o maior número possível de metas que gostarias que fossem alcançadas na sua resolução. A forma de cada aplicação deve ser mais ou menos a seguinte:

Na situação referente a ______, eu gostaria que ______ acontecesse, e que ____ acontecesse,

E assim por diante. Tenta incluir tantos tipos diferentes de resultados quanto honestamente te possam ocorrer, mesmo que alguns deles não lhe pareçam diretamente relacionados com a situação, ou nem mesmo ser inerentes a ela de forma alguma.”(Lição 24)

Orador: “Na situação referente às minhas vendas, eu gostaria que...”

Amigo: Tudo acaba virando como se fosse eu quero isso!

Orador: Se voltarmos para o nosso “o roteiro está escrito” você pode ver quão bizarro é isto. Se o roteiro já está escrito e o resultado já vai ser o resultado e não há nada neste mundo que possa ser feito para alterar o resultado, a única coisa que a mente tem é a percepção ou as lentes com a qual ela verá isso...

Amigo: Você está dizendo que não há escolhas nos resultados, isto não pressupõe que o mundo da forma é real?

Orador: Não é real. A única razão que ele não é real é porque isto ocorreu durante um instante não santo. Lembra quando falamos sobre o minúsculo sopro de uma idéia que foi levada a sério, ela se alastrou toda, e tudo ocorreu no passado. Jesus nos diz constantemente sobre o passado no Curso. Ele se foi. Ele se foi num antigo instante, ele acabou e já está feito.
É como se Jesus ficasse falando, “Pessoal, estamos todos no presente, está tudo bem aqui, isto é tudo.” E literalmente este é o senso de que não há realidade para o roteiro.

Amigo: O mundo da forma é completamente uma projeção da mente. Eu dei todo o significado que ele tem, e é todo o significado errado. Que significa muito literalmente que ele não está aí, exceto como eu inventei incorretamente e tento mantê-lo aí. Eu realmente não tive um recital de violino domingo passado. Em outras palavras, quando o roteiro está escrito, eu não vejo como isso poderia possivelmente se aplicar a qualquer evento ou a assim chamada situação.

Orador: Quando falamos que o roteiro está escrito, está tudo no passado, está feito, não queremos fazer a coisa do tipo ir de cima para baixo. Em outras palavras, Deus existe, então o céu existe, então Cristo existe. Deus não criou o mundo, então Deus não tem nada a ver com o mundo da percepção.

Se você pegar a idéia básica do Curso no inicio. “Nada real pode ser ameaçado, nada irreal existe”, bem, onde isso coloca o mundo?

Mas nós não queremos ir de cima para baixo [que somente o céu é real e todo o resto é ilusão] porque o que Jesus está dizendo é que Ele sabe que nós acreditamos no mundo e então, ir de cima para baixo seria inapropriado ou pelo menos inútil. Nós precisamos começar com uma metáfora, no sentido de que estamos falando do livro todo tendo sido escrito no nível do ego porque Jesus começa com a premissa que, “Você acredita no mundo. Você acredita que você é uma pessoa no mundo, então temos que pegar problemas e situações que você acredita que você realmente tem. Você acredita em problemas e assuntos concretos e lida com isso.”

Amigo: Isso faz sentido. Mas quando você diz, “o roteiro está escrito”, você está dizendo metaforicamente que já que nós pensamos que estamos aqui este é o jeito que podemos pensar sobre isso e isso pode ser útil. Mas para mim, “o roteiro está escrito” nunca pode ser aplicado à coisa alguma que supostamente acontece porque o roteiro está escrito significa Deus É. E tudo está acabado. E então, eu só tenho uma escolha... Eu não consigo entender o que está realmente me incomodando sobre isso, mas a idéia do Determinismo é que “o roteiro está escrito” parece se aplicar e parece ser usado de tal maneira que isso sugere que qualquer coisa que eu supostamente faça no mundo da forma já aconteceu de alguma maneira no sentido linear. E é claro isso não é possível.

Amigo: E quanto à encarnação? Você acredita na reencarnação? Pelo que eu entendo do, o roteiro já está escrito, esta pode ser a minha décima encarnação e eu posso ter mais cinco antes de eu finalmente deixar tudo partir e poder perdoar. É isso que você está dizendo? Que eu estou sonhando este sonho pela décima vez?

Orador: Isso mesmo. Jesus lida com a reencarnação e diz que se isso ajuda a fortalecer a sua crença no eterno então ainda pode ser uma crença útil. Mas ainda é definida num sentido de lugar. Esta coisa chamada alma, eu acredito que a alma é imortal e eterna e ainda assim ela parece estar entrando no finito e sendo contida aí. Isto deve ser questionado. Como isto seria possível? A metáfora que eu achei útil é aquela que os outros têm usado no sentido de que aqui está a mente sentada no fundo, e a mente está assistindo as coisas surgirem na tela como se você estivesse sentando numa poltrona reclinável mudando os canais da televisão. Esta é uma outra analogia para a reencarnação. Mais e mais imagens continuam surgindo na tela independente do canal. O que parece ser a morte neste mundo não é um fim real. É como, o que vai passar depois?
Enquanto ainda existir culpa na mente, enquanto eu ainda acreditar que eu posso buscar ídolos neste mundo e enquanto eu ainda posso achar alguma coisa de mais valor aqui que não está no céu, eu continuo pedindo mais roteiros.

Ok, rolo (de filme) após rolo! Troca de canal! Esse tipo de coisa me dá perspectiva de que o que Jesus está dizendo é real.
É como se Jesus estivesse bem aqui comigo dizendo, “Sim, todos os filmes aconteceram. Saia do cinema agora, venha para a luz.”

Amigo: E isto pode acontecer num instante. Este é o jeito que eu entendo isso. Se eu conseguir achar a energia para simplesmente deixar partir. Então eu olho para esta perda e desta vez eu sei que isso não significa nada, mas quero saber quantas encarnações mais? Então eu sinto o conflito, é como se você não pudesse controlar isso, mas você pode.

Orador: Bem, a única coisa que você tem a escolha é quando. Bem no começo do livro, na introdução, Jesus diz, “Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento.”

Livre arbítrio não significa que você pode estabelecer o currículo. Isto certamente aparece na superfície, que eu estou escolhendo estudar Um Curso em Milagres, mas em última instância, isto nem mesmo é uma escolha. Nós nem mesmo temos a escolha de como vamos despertar, o assim chamado caminho que tomamos.

Mas o quando é a nossa escolha. Isto virá no instante onde a mente vê claramente as falhas, como Jesus fez, esta é a escolha que é deixada para a mente. É onde a vontade e a escolha entram. Sem tentar entender no sentido da forma, você pode enlouquecer tentando analisar: este é o livro certo, a pessoa certa, o relacionamento certo? Este é um movimento errado, você sabe, um movimento em falso...

Amigo: Então a parte que você acabou de mencionar várias vezes, a questão ou o reconhecimento é que tudo é verdadeiramente útil, mas agora a questão se torna, “Isto é útil?”

Orador: É a segunda questão no Desenvolvimento da Confiança; isto aumenta a utilidade?

Então isso pressupõe que você pode fazer uma escolha; que você pode tomar uma decisão de fazer algo no mundo que aumentará a utilidade.

Certo, como se opõe ao “o roteiro está escrito” que é realmente uma idéia profunda, isso nem mesmo entra até um pouco mais adiante no livro de exercícios.

Amigo: Então “o roteiro já está escrito” o resultado final já está feito. Mas nesse meio tempo nós ainda fazemos escolhas sobre que ilusão nós escolhemos [vermelho ou azul, por exemplo] e assim é, mas o resultado não é nossa escolha. Está escrito. É isso que você está dizendo?

Orador: Sim. Lembra na semana passada quando falamos sobre o grande arranha céu e dissemos que a bandeira está balançando no topo do edifício e é lá onde a pessoa está? É assim que isso parece na ilusão, que nós fazemos escolhas entre ilusões, aonde ir, o que ver, o que fazer, parecem escolhas reais. Em primeiro lugar porque eu pareço ser uma pessoa real que faz escolhas.

Até isso é parte da ilusão. Mas há o Espírito Santo e o ego bem aí no térreo e são as duas lentes com as quais eu posso escolher olhar para qualquer coisa. Uma vez que a mente consegue abrir o caminho através de todas as crenças falsa, ela chegará no “Ah, é isso aí, é tão simples.” Em vez de escolher entre bilhões e bilhões de coisas no menu do mundo que parece ter uma infinidade de escolhas a fazer, realmente é só uma escolha simples, e isto é apenas entre o Espírito Santo e o ego.

Amigo: “Se estes exercícios forem feitos adequadamente, reconhecerás com rapidez que estás fazendo um grande número de exigências que nada têm a ver com a situação. Tu também reconhecerás que muitas das tuas metas são contraditórias, que não tens nenhum resultado unificado em mente e que, independentemente de como a situação se resolva, não podes deixar de te desapontar com relação a algumas das tuas metas. Depois de examinares a lista do maior número possível de metas almejadas para cada situação não resolvida que passa pela tua mente, dize a ti mesmo:
Eu não percebo os meus maiores interesses nessa situação,

E passa para a seguinte.” (Lição 24)

Orador: Está no último parágrafo, independentemente de como a situação se resolva, não podes deixar de te desapontar com relação a algumas das tuas metas. Então o que isto quer dizer, com exceção de como a situação se resolve, o problema é que eu tenho um problema com metas conflitantes na minha mente. Aqui está a situação. Ela vai se resolver como ela vai se resolver. Situações não se resolvem simultaneamente de duas maneiras diferentes.

Então o que isso realmente quer dizer é que são as metas na sua mente que são conflitantes. Você tem expectativas conflitantes na sua mente. Como o evento de sábado à noite quando você preferiria estar em casa fazendo alguma coisa divertida, e por outro lado você pensou, “eu quero entrar nessa e fazer a venda,” então você teve metas conflitantes. Eu quero fazer as duas coisas, o que eu vou fazer aqui?

Isto nos prepara para a próxima lição, porque se nós temos metas conflitantes e expectativas, então este é o problema. Estamos dispostos a admitir que este é o meu problema, eu não tenho uma meta unificada. Eu tenho um monte de coisas acontecendo na minha mente. E de onde essas coisas vieram? Se eu pudesse apenas encontrar a fonte de todos esses pensamentos que estão vindo na minha mente, estão todos se desviando de algo que poderia resolver isso.

Agora estamos preparados para a lição 25. Esses exercícios são de humildade. A lição 25 aumenta isso um pouco mais.
Amigo: “Lição 25 Eu não sei para que serve coisa alguma. Propósito é significado. A idéia de hoje explica por que nada do que vês significa coisa alguma. Não sabes para que servem as coisas. Portanto, não têm significados para ti. Tudo é para o teu próprio interesse. É para isso que serve; é esse o teu propósito, é isso o que significa. É reconhecendo isso que as tuas metas vêm a ser unificadas. É no reconhecimento disso que o que vês é revestido de significado.”

Orador: Agora a coisa pega. Tudo é para o seu maior interesse. O quê? Você quer me dizer que tudo é para o meu maior interesse? Você consegue enxergar porque isso volta para o senso do “o roteiro está escrito”. Que o roteiro está aí fora e tudo, cada coisa que acontece, até uma coisa minúscula que acontece, é para o meu maior interesse. Por que eu não vejo isso assim? Deve haver alguma coisa acontecendo com a minha mente, como se eu pudesse perder a minha paz por causa disso, por não fazer a venda ou uma namorada me deixando.

Amigo: Ou quando eles te ligam e dizem que você tem que mudar da sua casa.

Orador: Ou uma inundação. Nós vamos para Iowa dentro de algumas semanas, nós vamos fazer uma reunião de Um Curso em Milagres em Davenport, Iowa, bem no meio das terras inundadas. Como isso pode ser para o meu maior interesse? Eu estava lendo o destaque de um dos jornais lá e um ministro disse, “As pessoas estão bravas com Deus. Muito, muito bravas com Deus.”

Por causa de um desastre natural. Quem mais vai ser pregado? A Mãe Natureza ou Deus?

Você poderia passar um tempo olhando para as idéias no primeiro parágrafo. Tudo que ele está dizendo é que a mente esta totalmente confusa, ela não sabe para que serve coisa alguma. “Tudo é para o seu maior interesse, é para isso que serve.” “Todas as coisas trabalham juntas para o bem, não há exceções.” Tem uma outra que nós ouvimos esta noite, “Tudo o que parece acontecer eu pedi.” Está tudo na Ordem Divina. Mas enquanto você percebe a si mesmo como tendo níveis diferentes, níveis conflitantes com metas conflitantes, você não pode ver a Ordem Divina. Está bem debaixo do seu nariz. Tudo está perfeito, não tem uma cabeça de alfinete que esteja fora do lugar. E nós temos que dizer, “Ajude-me, pois eu não estou vendo isso aqui”. Eu não estou vivenciando que tudo é para o meu maior interesse.

Continua na Parte 2


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