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Definindo a Percepção

Nota do editor: Esta transcrição foi superficialmente editada para fazer com que certos pontos do diálogo sejam claros e para facilitar a leitura. Por esta razão, ela não corresponde exatamente palavra por palavra o áudio em mp3. No entanto, o conteúdo geral e as idéias expressas permanecem intactas.

Orador: Eu acho que de certo modo nós vamos trabalhar em direção à percepção porque este é um Curso sobre mudança da percepção. E então talvez antes nós meio que entramos em algumas idéias sobre ‘Como nós mudamos a percepção?’ [e] chegamos nas coisas básicas [poderíamos] entrar em algumas idéias do que é a percepção. Porque é um termo psicológico e se você não teve um grande background em psicologia ou psicoterapia isso pode ser como, ‘Bem, eu tenho uma idéia disso..’

Participante 1: …mas é um pouco confuso.

Orador: …mas é um pouco confuso, eu quero ser preciso.

Participante 2: Sim, o que é percepção?

Orador: Bem vamos tentar lançá-la. Quando as pessoas pensam na percepção o que vem na mente?

Participante 3: No Curso é percebida como sendo um ponto de vista individual que está vindo do apoio do ego e filtrado através do corpo-emoção e geralmente desinformado pelo corpo-atitude e visto completamente embaçado pelo corpo-agenda. [rindo]

Orador: Então você está dizendo, ‘muito distorcido’. [Gargalhadas]

Participante 3: Bem, poderia ser.

Orador: E ela pode ser treinada para estados de consciência mais elevados até a percepção verdadeira do mundo real. Então, alguém mais quer falar sobre percepção; alguém quer tentar falar sobre o que ela significa para você?

Participante 4: Eu não poderia formulá-la como você fez.

Participante 5: Não, eu só digo como eu vejo as coisas.

Orador: Percepção envolve atribuir significado. A segunda lição do Curso (que é realmente básica porque todas elas meio que se constroem uma sobre a outra) é:

"Eu tenho dado a tudo que vejo todo o significado que tem para mim."

E como você estava dizendo antes, de fato, parece ser um tanto dessa coisa individual no sentido de que duas ou três ou quatro pessoas podem ver um acontecimento antigo e então irão pedir depoimentos de testemunhas oculares, ‘Escreva exatamente o que aconteceu.’ E então elas escrevem e então lá vamos nós, nós temos, ‘Bem, isso é o que a primeira pessoa viu...’ E então o Curso está dizendo que toda vez que você está transtornado de alguma maneira - poderia ser medo, raiva, depressão, tédio ou seja lá o que for - você está tomando uma decisão no momento e você está escolhendo aquela emoção baseada na sua interpretação, ou sua percepção, daquilo que está acontecendo. [isso] faz muito sentido, o porquê as pessoas poderiam ter todas essas reações porque... há um filtro diferente. [nota do editor: “filtro” se refere à perspectiva pessoal.] E é definitivamente uma decisão. Agora quando você começa a levar isso adiante e você começa a aplicar isso na sua vida... seja frustração no trabalho ou frustração com a Receita Federal ou frustração com os sogros ou com o clima ou com as enchentes ou com qualquer outra coisa parecida, que você pode ver o quão retrógrado a nossa percepção é. Todos estão conseguindo acompanhar essa parte sobre a percepção? Que nós não vemos coisa alguma do modo que realmente é.

Participante 1: E essa reação [nunca] é o fato disso, mas a minha interpretação disso.

Participante 3: Um outro motivo pelo qual isso não importa.

Orador: [Gargalhadas] O lema. Agora esse é o lema do grupo. Isso pode parecer assim para muitas pessoas... tipo, ‘Bem, espera um minuto, as coisas realmente importam.’

Participante 3: ‘Você não se importa?’

Orador: ‘Você não se importa? Você não tem nenhuma compaixão?’ E isso é um belo aprendizado. Isso leva de volta a mudar a sua percepção. E então quando a sua percepção está curada quando você está em sua mente certa, por assim dizer, quaisquer que sejam as suas ações, seja estendendo a mão (como pareceria nos olhos do mundo) dando uma ajuda, ou seja lá o que for, é feito com pureza porque a intenção é... você não está fazendo isso com culpa. Você vai até as áreas pobres da cidade e se sente tão culpado por aquilo que você está vendo, os sem-tetos, ou seja o que for, e de um certo modo você esvazia seus bolsos com a intenção da culpa, ‘Essas pessoas estão tão piores do que eu... Eu me sinto tão mal que eu simplesmente vou dar tudo que eu tenho em meus bolsos para me ajudar a me sentir melhor.’ E o Curso está tipo dizendo que, ‘Bem, não é nem mesmo o ato de dar dinheiro ou o ato de fazer algo que irá te aliviar da culpa, mas é somente ficando esclarecido em relação a sua percepção que você ficará livre da culpa.’

Então de onde vem a percepção?

Pensamento!

As lições inicias do Curso estão nos ensinando [lições 5, 6 e 7]:
“Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino.”

É uma lição tão boa porque muitas vezes a primeira reação quando as coisas acontecem é, ‘Eu sei porque estou transtornado. Estou transtornado porque...’

Participante 1: ‘Pela mesma razão que qualquer um estaria transtornado.’

Orador: Sim, ‘Porque eles fizeram isso. Você também não agiria do mesmo jeito se alguém fizesse isso com você?’
"Eu vejo algo que não existe"

Isso seria perturbador. [É como um] deserto onde você vê uma miragem e você está com calor e com sede e você vai e você pensa que é um oásis e você chega lá e não está lá.

Participante 1: Mais areia.

Orador: Pra mim essas lições iniciais do Curso são profundas porque, “Eu nunca estou transtornado pela razão que imagino. Eu estou transtornado porque vejo algo que não existe. Eu só vejo o passado” para usar o que você está dizendo.

Se estou constantemente observando o passado e estou ficando todo transtornado e é porque, de certo modo... o passado é onde a culpa parece ocorrer. O passado é... esse é o domínio do ego e o presente é onde o Espírito Santo vive. E a mente... só quer ficar recordando o passado e acreditando na sua realidade...

Participante 1: Cultivando-o novamente.

Orador: Cultivando-o novamente. Ou como nos relacionamentos; eu conversei com orientadores de viciados e eles conversam com as pessoas e eles dizem que existem esses padrões que emergem. As pessoas dizem, ‘Eu me casei 5 vezes e essa mesma coisa continua acontecendo, de novo e de novo. Eu tentei me casar com outra pessoa... mas as mesmas coisas... Eu me casei com cinco alcoólatras.’ Ou pode ser com empregos também. Você arruma um emprego que você pensa, ‘Ah odeio este emprego vou sair desse emprego!’ E então de novo, ‘Eu odeio este emprego!’ É como se... o passado só ficasse se repetindo.

Então se nós entramos nas dinâmicas, nós estávamos falando sobre... sobre a percepção e pensamento, o que o Curso diz é que toda vez que você está pensando no passado ou futuro sua mente está literalmente em branco porque sua mente ainda está com esses pensamentos passados e ela projeta esses pensamentos para fora e é isso que é o mundo; o mundo é literalmente os pensamentos passados ou nossas mentes que estão projetando para fora dentro do mundo [formas]. E então, não é pra menos que nós ficamos transtornados com o que estamos vendo com esses olhos porque nós literalmente estamos vendo o roteiro, ou estamos vendo a tela, na qual está somente o passado; todas as nossas mágoas parecem tomar forma. Nós temos todos esses pensamentos raivosos, esses pensamentos rancorosos e cheios de ódio na mente. E o que acontece é que eles estão no show das figuras; e de um certo modo isso se resume, realmente simplesmente em pensamentos da nossa mente. Nós estávamos dizendo que só existem dois sistemas de pensamento; existe o pensamento do ego baseado no medo e existe o pensamento do Espírito Santo. E isso, em primeiro lugar, leva ao discernimento entre os dois; eu preciso ser capaz de saber a diferença entre os dois e então eu preciso começar a abandonar ou retirar o meu investimento no pensamento do ego.

Se eu acho que o ego está oferecendo algo para mim que é bom e útil e proveitoso, eu vou querer isso para ficar por aqui; eu vou me apegar a isso. Então, pra mim, é isso onde o Curso chega; ele começa chegando no ‘Como estou mobilizado nessa coisa, Jesus, e como eu estou investindo nisso, mas eu não sei disso?’

Participante 1: Qual é o valor nisso? Para mim é como, o que estou vendo aqui eu quero me apegar porque parece valer a pena? Eu não vou abandonar algo que eu sinto que vale a pena e me dá algo. E na medida que a minha mente muda, então é claro eu vou ver provas do... ‘do novo’ [sistema de pensamento] na minha mente. Eu vou ver provas daquilo que está “aí fora” na tela, e então eu tenho experiências que vem para mim que testemunham esse novo modo de pensar na minha mente. E então se eu me abrir para a luz e se eu me abrir para a segurança da confiança, então eu vou ter muitas experiências que vão aparecer para provar para minha mente que este é o caso a reversão é verdadeira também; se eu tenho um monte de pensamentos na minha mente que não são de confiança, então é claro que o que vai aparecer é a prova de que estou certo sobre isso e que não é seguro confiar.

Orador: Então a pergunta é, “O que eu quero?” Isso se resume em, “O que eu realmente quero?” E no começo quando você começa a trabalhar com essa coisa pela primeira vez, é como “Eca! Eu realmente devo querer culpa e medo porque parece que eu ainda estou percebendo eventos que parecem testemunhar isso.” E então o Curso está meio que dizendo, ‘Você realmente precisa continuar a fazer esta pergunta, aprofundar-se mais.’

Eu sempre conto a estória [de quando eu estava] crescendo, antes do Curso e tudo mais; as duas coisas que eu queria na vida eram liberdade e intimidade. Eu pensava, “Oh, essa sensação de conexão e intimidade, eu quero isso, eu só quero tanto isso.” E liberdade, “Eu gosto de voar! Eu gosto de sentir que não há nada pendurado em mim.” E o que eu fiz foi... não que as minhas metas fossem tão erradas... no Curso liberdade e intimidade ou paz são belas metas mas... era onde eu estava procurando por elas, eu comecei a descobrir que tudo estava retorcido.

Participante 1: E como você as definia.

Orador: E como eu definia isso.

Participante 3: Você não pensava que liberdade e intimidade são justapostas, essas duas em particular...

Orador: Bem, do modo que eu percebia era, quando eu tentava buscar intimidade, que a minha liberdade parecia estar limitada.

Participante 3: Bem, sim, solidão e liberdade eu não acho que são justapostas, mas intimidade e liberdade?

Orador: Intimidade. Parece muito tipo… em relacionamentos essa foi a minha experiência. É quase como a coisa da ‘bola com corrente’ (de prisioneiro) em relação ao casamento.

Participante 3: Mutuamente exclusivo.

Orador: Sim, mutuamente exclusivo. Estou descobrindo através do Curso que não é só que eles não são mutuamente exclusivos, mas que são encontrados no mesmo lugar idêntico... são idênticos. Minha definição de liberdade era, “Eu quero ser capaz de ir aonde eu quero ir, fazer o que eu quero fazer, fazer do jeito que eu quero fazer e fazer quando eu quiser fazer.” Uma sensação real de não haver nenhum limitação ou restrições.

Participante 1: Agora isso significa que você gostaria então encontrar alguém que gostaria de fazer exatamente o que você quer fazer quando você quer fazer, certo?

[Gargalhadas]

Isso parece fantasia!

Orador: Se você entrar na parte da intimidade disso, a parte da intimidade disso diz, “Bem, está bem, eu quero a liberdade, mas eu quero aquele sentimento de conexão. Eu quero o sentimento de estar tão perto de alguém que é como se nós soubéssemos os pensamentos um do outro. Eu quero esse tipo de proximidade onde não há nenhum senso de separação. E é claro, eu diria que muitas das minhas idéias de intimidade tinham um monte de idéias românticas amarradas aí também; eu tinha muitas coisas associadas... com o corpo. Eu [queria] muitas coisas que eu definia [como] intimidade: companheirismo; tendo alguém com você... que tivesse muito a ver com as minhas idéias de intimidade. “Não é tão fácil”, eu diria, “ser íntimos se ela está morando na Califórnia e eu estou morando em Nova Iorque.” Minha idéia de intimidade [era que] os corpos devem estar juntos sob o mesmo teto de preferência, o mais próximo possível, o máximo de tempo possível... Essa era a minha definição de intimidade.

Agora quanto mais fundo eu entro nisso e passo por relacionamentos e todas as coisas diferentes e trabalho com o Curso tive esse monte de transformações, é que eu acho que ambas das minhas definições realmente eram altamente relacionadas ao corpo. Em outras palavras, minhas definições de liberdade, quando eu disse ir para qualquer lugar e fazer qualquer coisa... muito disso era mobilidade do corpo. Eu queria ser capaz de deixar este corpo se movimentar por aí e ser livre para se movimentar, então a liberdade estava muito amarrada com a liberdade do corpo. Não era muito a liberdade da mente, e agora eu vejo, e intimidade mais uma vez... eu realmente relacionava intimidade com esses corpos... e não era tanto uma ‘intimidade da mente’ que eu definia aí, em termos de compartilhar pensamentos ou compartilhar o Espírito Santo, mas era em termos de apenas ‘ter os corpos juntos e você tem sorte se você consegue concordar com certas coisas e ter interesses mútuos compartilhados.’ O que eu descobri é que o relacionamento e a verdadeira intimidade vêm quando se segue o Espírito Santo e também é isso que é a verdadeira liberdade, mas isso desliza contra muitas das minhas idéias daquilo que eu pensava. Eu tinha [esperanças] de me tornar uma pessoa realizada e eu descobri que eu tinha que questionar muitas coisas.
Ser usado [pelo Espírito Santo], conforme eu viajo pelo país e [entro nas coisas com as pessoas] há uma sensação real de intimidade que você sente com as pessoas uma conexão real, a coisa que eu estava sempre buscando, mas certamente não é a forma que eu tinha idealizado para isso.



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