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Como a Mente Fez o Ego?


Nota do editor: Esta transcrição foi superficialmente editada para fazer com que certos pontos do diálogo sejam claros e para facilitar a leitura. Por esta razão, ela não corresponde com exatidão, palavra por palavra o áudio em mp3. No entanto, o conteúdo geral e as idéias expressadas permanecer intactas.

Orador: Vamos para a página 60, “O ego e a falsa autonomia”,... o primeiro parágrafo.
[Bill Thetford, quando isto estava sendo ditado] disse algo como, “Antes de tudo, como tal coisa pôde algum dia ter acontecido?” Jesus disse... e num certo sentido isso foi incorporado no texto... Jesus disse:

“É razoável perguntar como a mente pôde jamais ter feito o ego. De fato, é a melhor pergunta que tu poderias fazer. Não faz sentido, porém, dar uma resposta em termos passado, porque o passado não importa e a história não existiria se os mesmos erros não estivessem sendo repetidos no presente. O pensamento abstrato aplica-se ao conhecimento porque o conhecimento é completamente impessoal e exemplos são irrelevantes para a sua compreensão. A percepção, contudo, é sempre específica e, portanto, bastante concreta.”

Então, de certo modo sair à caça as bruxas e olhando para trás, para o passado e dizer, “Como esta culpa surgiu?” ou “Como o ego surgiu?”... Jesus está dizendo, “Não fique procurando a resposta no passado. Você precisa ter uma experiência presente.”

Participante 1: Não é e está acontecendo agora.

Orador: Sim, enquanto você ainda está se sentindo transtornado de qualquer modo, então obviamente pela sua própria experiência você pode dizer que o mesmo erro está sendo repetido.

Participante 1: É como se dizer, “Busque e não ache.” [Nota do editor: ‘O mantra do ego freqüentemente citada pelo orador]

Participante 2: Mas isso não responde a questão da premissa, “Como a mente pôde fazer o ego?”

Orador: Ok.

Participante 2: Eu não acho que isso foi respondido.

Orador: Então, lá vamos nós. Voltaremos para o “ESCLARECIMENTO DE TERMOS”, que está no final do livro... página 79. É a introdução do “ESCLARECIMENTO DE TERMOS”, o quarto parágrafo.

“O ego vai pedir muitas respostas que esse curso não dá. Ele não reconhece como perguntas a mera forma de uma pergunta à qual é impossível dar uma resposta. O ego pode perguntar: “Como ocorreu o impossível?”, “Para que aconteceu o impossível?” e pode perguntar isso de muitas formas. Entretanto, não há nenhuma resposta, apenas uma experiência. Busca somente isso, e não deixe que a teologia de atrase.”

Em outras palavras realmente fazer essa pergunta e tipo ficar realmente curvado nessa questão, “Como o impossível ocorreu?”... você pode como que entrar numa queda metafísica teológica. Mas fazer a pergunta, “Como o impossível ocorreu?” há uma suposição subjacente que está por baixo desta questão. Qual é a suposição subjacente, “Como o impossível ocorreu?”

Participantes: Que o impossível ocorreu.

Orador: Que o impossível poderia ocorrer e ocorreu.

Por que você perguntaria como isso ocorreu; a menos que você já acredita que isso ocorreu? Então onde você vê que Jesus responde esta questão, então isso faz com que o erro seja real. É tipo que definir o ego; se você diz que você quer uma definição sólida do ego, e algumas páginas depois, [Ele] não dá uma definição para o ego. Mas ele de fato, fala sobre o milagre. Ele fala sobre a mentalidade certa e a correção. No terceiro parágrafo Ele diz:

“Não há definição para uma mentira que sirva para torná-la verdadeira.”

E no quarto parágrafo Ele diz:

“Não podemos realmente construir uma definição do que é o ego, mas podemos dizer o que ele não é.”

E nesse ponto Ele passa a descrever o estado do milagre... que este é um Curso para escolher a mente certa, para escolher o milagre, mas não tentar analisar o ego.

Participante 1: E nós pensamos que precisamos saber o que ele é para que possamos evitá-lo, mas se simplesmente entrarmos na mente certa isso não é um problema. É isso que você está dizendo?

Orador: Sim, isso se dissolve na mente certa.

Participante 3: Em que ponto, se eu estivesse, universalmente estivesse em paz... em que ponto todos nós [rindo]... todos nós que somos Um, escolhemos vivenciar a vida nesta forma? É uma pergunta estranha eu sei.

Orador: É realmente uma outra versão daquela que acabamos de falar de como o impossível ocorreu? O Curso diz que o ego fez a primeira pergunta. E a primeira pergunta foi, “O que eu sou?” Agora o Espírito Santo tem uma boa resposta para isso. [risadas] O Espírito Santo imediatamente entra na mente e a resposta do Espírito Santo é claro, “Você é o Santo Filho do Próprio Deus; infinito, perfeito, criado à imagem e semelhança do seu Pai.”

Participante: Por que simplesmente não saberíamos disso?

Participante 4: Nós, de fato, sabemos disso...

Orador: Embora esteja enterrado. Lembra, ontem à noite, no livro de estória [sobre o que eu disse] a mente correu, literalmente... correu da luz no instante do terror porque a crença do ego é que Deus vai te pegar, porque você realmente passou dos limites agora [separou-se de Deus]. 'Oooohh, você fez uma coisa terrível.' Então, a mente, de um certo modo, ficou aterrorizada e se move para dentro da escuridão longe da luz.

E o ego deu uma resposta para aquela questão também, “O que eu sou'. [Orador brincando] é como, 'Aqui está você, você é huuuummmmm... um mundo... num corpo... um corpo no mundo.' É como se dizer, é isso aí, isso responde. E não só isso, mas você [acredita que você pode] fazer a si mesmo.

Participante 5: E assim, por um instante nós acreditamos no ego.

Orador: Por um instante, certo. Isso é tudo que o Curso diz um instante não-santo, é o instante. Agora se nós falamos sobre o tempo, aqui está o instante não-santo onde a diminuta crença foi acreditada e aí vem o Espírito Santo simultaneamente como a resposta para isso bem aí na mente. Em outras palavras, Deus colocou a resposta à insanidade bem onde a insanidade estava. Ele não colocou a resposta aí for a no mundo porque não é aí que o sopro [a insanidade] está, o sopro está na mente. Então, Ele colocou a resposta bem onde estava o problema. Mas a mente está tão aterrorizada com a luz que ela se moveu para fora em direção à forma e se engajou nos corpos e sobrevivência e julgamento...

Participante 1: Todos os diferentes tipos de coisas.

Orador: Sim, esses tipos de coisas. [Participante 2 tem] a Lição 223 que é:

"Deus é a minha vida. Não tenho outra vida senão A Dele.

Eu estava errado quando eu pensava viver à parte de Deus, uma entidade separada que se movia no isolamento, sem ligações, abrigada dentro de um corpo. Agora sei que a minha vida é A de Deus, que não tenho outro lar e que não existo à parte Dele. Ele não tem Pensamentos que não façam parte de mim e eu só tenho aqueles que são Dele.”


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