‘Professor dos Professores’
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A Pergunta Impossível e outros Assuntos Preliminares


Nota do editor: Esta transcrição foi superficialmente editada para fazer com que certos pontos do diálogo sejam claros e para facilitar a leitura. Por esta razão, ela não corresponde exatamente palavra por palavra o áudio em mp3. No entanto, o conteúdo geral e as idéias expressas permanecem intactas.

Contexto: O orador começa o diálogo explicando como desencobrir as suposições ocultas na mente e que as soluções para o que parecerem ser problemas específicos no mundo não podem ser resolvidos neste nível; no nível desses específicos. Este é o ponto de partida, com as crenças específicas. Os problemas só existem ao nível da mente e também as suas soluções.


Orador: Então o que eu vejo é [que aqui estão] as questões e você começa com os específicos. Quero dizer não tem como evitar, senão começar com questões específicas. E então o que nós queremos fazer é: nós queremos pegar situações específicas, coisas específicas desse tipo, e então começar a olhar as crenças das suposições subjacentes. Bill e Helen que estavam tomando notas do Curso, num ponto, no início, eles disseram, “Como isso pôde ter acontecido? Como qualquer uma dessas coisas aconteceu? Se Deus é perfeito, e o Filho é perfeito, como isso... como poderia o impossível acontecer?” E Jesus discursa sobre isso no começo do texto onde ele está dizendo, “Você ainda está procurando por uma resposta histórica como se algo tivesse acontecido no passado.”

É uma outra manobra de adiamento. E especificamente [as questões], “Como o impossível aconteceu? E para quem o impossível ocorreu?” esses tipos de questões Jesus simplesmente diz, “Bem, o ego vai fazer todos os tipos de pergunta [em torno do], ‘Como o impossível aconteceu?’ etc. Não há nenhuma resposta. O Curso não tem nenhuma resposta para essas questões. Mas existe uma experiência. Busque a experiência na qual essas questões se dissolvem.”

A fim de dizer, ‘Como o impossível aconteceu?’ tem que haver uma suposição que está por baixo da questão, ‘Como o impossível aconteceu.’ Qual é a suposição? Que o impossível aconteceu! Você vê. Agora o que nós iremos questionar é ‘como?’ ‘Como isso aconteceu?’ Ah ha! Já tem uma suposição por baixo disso de que isso realmente [aconteceu]. É por isso que tudo o que fazemos quando nos unimos é apenas questionar todas as suposições. E quando uma mente se mantém fazendo isso, por assim dizer, você não pode evitar, mas chegar à experiência, ‘Ahhhh! Eu Sou!’ Ponto final. Você não precisa de nada depois disso. Eu sou como Deus me criou... a experiência disso.

Participante 1: Eu tenho tantas outras perguntas agora e nem sei se deveria perguntá-las.

Orador: Pergunte.

Participante 1: …porque elas poderiam ser específicas demais.

Participante 2: Poderiam não é relevante.

Orador: Isso é proveitoso. Como nesta tarde quando você estava falando da sua percepção das coisas que estão se passando com os negócios e tudo mais. Isso não é uma questão de tentar pular [pra frente] e dizer, ‘Eu deveria reconhecer que eu sou uma única mente e eu não vou fazer um monte de perguntas estúpidas para entender isso.’ Não! É bom examinar todas as questões que você tem. Esse é um bom modo de olhar para [o que são as crenças] por baixo das minhas questões, que é o que nós fazemos quando nos reunimos. Inicialmente quando nos reunimos... você estava dizendo, 'Onde está o Mark agora?' ou 'Onde está a mente dele?' eu quero sentir aquela conexão [nota do editor: refere-se a alguém que pode ter falecido.] E essa é uma boa questão de partida para começar a entrar no 'O que é a mente?' e começar com isso. Ou até mesmo hoje, se parece que existem coisas não resolvidas com os negócios ou parece haver coisas não resolvidas com a Celeste ou o que quer que seja, é aí onde você começa, com essas coisas. E então você só pega onde você percebe que você está, e começa a trabalhar com isso e trabalhar [pra cima]. [nota do editor: De fato esta é a abordagem do “de baixo para cima” para a cura discutida em UCEM]

Participante 2: E tudo o que eu estou dizendo é que se você fica com a especificidade que você está descrevendo, isso só fica girando e girando e girando em círculos e não vai a lugar nenhum, e não há respostas nesse nível. É como ir para um outro nível para baixo da especificidade.

Participante 3: Mas você precisa começar fazendo algumas perguntas antes de atingir aquele nível.

Participante 2: Certo.

Orador: Sim.

Participante 1: Se eu fico só fazendo essas perguntas específicas por dez anos ou até mesmo por dois anos, então isso não está certo?

Participante 2: Não é certo ou errado ou bom ou ruim é apenas que você tem ultrapassar isso.

Participante 4: A paz está em conseguir ultrapassar isso.

Participante 2: E você pode continuar com a especificidade indefinidamente. Não é como dizer, 'Bem, você alcançou um certo ponto onde você nunca mais vai falar sobre especificidade.' Eu não acho que é esse o ponto em que se está tentando fazer, é mais que você não pode ficar na especificidade e tentar achar uma solução específica nesse nível.

Participante 5: Mas então você está dizendo que o Espírito Santo não interviria se ela tivesse um pouco de disponibilidade. Se ela tem o desejo, então a resposta está lá. Você só tem que sair do caminho para ver isso. Quero dizer o ego, em outras palavras. 'O'... ego.

Participante 4: Então onde estão todas as outras questões? Porque vão ser úteis por todo o caminho.

Participante 1: Eu simplesmente esqueci todas elas, eu acho.

Participante 5: Bem elas voltarão. Vamos continuar.

Orador: Quando elas borbulharem, em outras palavras, teremos sessões onde simplesmente, viremos, ficaremos quietos e quando elas borbulharem na consciência, então há um ímpeto para olhar alguma coisa. Quando há uma questão real, aí então é como, 'Oh vamos explorar isso.' Não é como ir à caça as bruxas e dizer 'Certo, vou tentar remexer a poça e tentar trazer todas as questões.' É simplesmente como que elas surgem na [consciência].

Participante 6: Você vê eu tinha tudo isso realçado. Por que isso fez mais sentido do que o conhecimento?

Participante 5: Você conhece essa? “Alguns vêem isso quando estão morrendo, e se erguem para ensinar.” A metáfora para o significado disso não poderia... não a morte dos corpos, mas a morte dos pensamentos ou a morte das idéias ou a morte das crenças ou seja o que for, não poderia se dizer isso em vez de... simplesmente sair do corpo? Alguns não veriam isso repentinamente no ponto do, 'Oh! É aí que está a minha crença!' Está morrendo para o velho homem. (o homem não é mais o mesmo)

Participante 2: Faz sentido neste contexto também.

Orador: Sim.

Participante 1: Alguns enxergam isso no ponto da experiência, talvez? Se isso faz sentido... da experiência, uma experiência?

Participante 2: Ou em vez de morte, despertar... o ponto do despertar para a verdade.

Participante 5: Certo. Ver que isso é apenas uma crença na mente errada. Quero dizer, você esteve lá, você tem a disponibilidade, e de repente você vai em direção à luz. Lá está ela! Ela estava lá o tempo todo mas agora você a vê. E isso só muda tudo. E como se fosse a morte – desvencilhando – ou seja lá o que você disse. Sua percepção simplesmente muda.

Orador: É interessante que haja tantas metáforas diferentes. Há aquela também na Bíblia de 'morrer para o ser viver...'

Participante 5: Sim!

Orador: … e mais uma vez todas podem ser úteis. Muitas vezes, embora as pessoas pegarão algo como morrer para o ser, ou até o que Rhonda estava expressando hoje, 'Uau, parece que alguma coisa está morrendo...' E só tomar cuidado para não virar para a idéia de que o ego deve morrer. Porque o ego é morte, e em vez de matar o ego ou o ego morrendo, tudo que isso é, é uma vez que é erguido à luz ele simplesmente desaparece.

Participante 2: Eu acho que é mais a experiência de se identificar com o ego parece mais e mais com a morte. E é aí que a sentimento da morte entra.

Orador: Sim.

Participante 2: Não é como o ego indo embora. O ego estando na consciência.

Orador: Sim, que ainda é mentalidade errada, é só a percepção da mente voltada para o erro, a percepção disso [morte].

Participante 2: O que mais poderia ser a morte? [Rindo]

Orador: Então de um certo modo não é que o ego morre, mas o ego está morto. É um desejo de se separar de Deus. E uma vez que a mente abandona o desejo de ser separada, “Onde está o ego? O que é o ego? Onde estava o ego?”
[Gargalhando] É como se ele simplesmente se dissolvesse nisso.

Participante 1: E então o quê? E então o que acontece com o corpo? O ego se foi. Nós não temos nada aqui.

Participante 4: Quando o ego se vai, a mente não mais se identifica ou pensa que está aqui ou pensa que é um corpo.

Participante 2: Então se o corpo parece estar aí ou não, nem mesmo importa. Quero dizer, estou falando, mas eu não sei, eu não vivenciei isso, então de novo, quero dizer é um tanto sem significado.

Orador: Vou te falar de uma pequena passagem do livro de exercícios onde Jesus leva até o ponto que estamos falando. E [Ele diz], “E quanto a isso? E quanto a isso? Eu não posso falar disso.” [Risadas] Isso um tanto que aponta que, [deduz] 'É indizível.' Então novamente... nós nem queremos tentar descrever isso ou tentar colocar a nossa atenção nisso [a experiência de União com Deus]. Mas, mais uma vez apenas olhar para, 'O que... o que está bloqueando a minha consciência disso?' É como a luz está bem aí, mas tem que haver alguns bloqueios que parecem estar mantendo alguém na escuridão. Então não é útil descrever a luz, mas apenas continuar olhando para os bloqueios, as barreiras.

Participante 4: Busque o que é falso.

Orador: Sim. E são todos os conceitos que nós ficamos falando; bom cidadão, masculino, feminino, jovem, velho, marido, mulher, avós, trabalhador, Americano... todos esses conceitos.

Participante 3: Bom Americano.

Orador: Bom Americano, patriota, e assim por diante. [Rindo]

[Lendo uma lição que não foi especificada de UCEM]
“E alguns acha-la-ão nesse curso e nos exercícios que fazemos hoje. A idéia de hoje é verdadeira, porque o mundo não existe. E se, de fato, o mundo for a tua própria imaginação, então podes soltá-lo de todas as coisas que jamais pensaste que ele fosse, apenas mudando todos os pensamentos que lhe deram essas aparências. Os doentes são curados quando abandonas todos os pensamentos de doença e os mortos ressuscitam quando deixas os pensamentos de vida substituírem todos os pensamentos de morte que jamais tiveste.

Uma lição anterior já repetida uma vez tem que ser novamente enfatizada agora, pois contém o sólido fundamento para a idéia de hoje. Tu és como Deus te criou. Não há lugar algum onde possas sofrer, nem tempo algum que possa trazer qualquer mudança ao teu estado eterno. Como pode existir um mundo de tempo e lugar, se tu permaneces tal como Deus te criou?

O que é a lição para o dia de hoje, senão um outro modo de dizer que conhecer o teu Ser é a salvação do mundo? Libertar o mundo de todo tipo de dor é apenas mudar a tua mente sobre ti mesmo. Não existe nenhum mundo à parte das tuas idéias porque as idéias não deixam a sua fonte e tu manténs o mundo dentro da tua mente em pensamento.”

Isso é o que eu tenho feito o caminho todo, tenho questionado, questionado, questionado. E ao questionar, por assim dizer, é como: Oh sim, eu estava bravo com o governo dos EUA por causa do Vietnã. Eu estava bravo com os policiais que me pararam sem nenhuma razão. Eu estava bravo com a Receita Federal por cometerem erros no imposto de renda. Eu estava bravo com meus pais por coisas que eles fizeram algumas vezes ou falharam por não fazer. Eu estava bravo com os professores que me envergonharam. Eu estava blá blá blá... Mas quanto mais eu questionava eu cheguei realmente a ver que eu inventei isso. Não havia nenhuma razão justificável para estar bravo com ninguém, especialmente porque eles não estão separados da minha própria mente.

Participante 2: "Idéias não deixam a sua fonte." [Rindo]

Orador: Sim.

Participante 2: De onde vieram essas idéias de todas essas pessoas que fizeram essas coisas?

Orador: Sim. E incluindo a idéia do 'David a vítima' de todas essas coisas. Eu o inventei.

Participante 1: Então por que o David ainda está aqui?

Orador: Bem você pode perceber isso desse jeito. Eu estava falando para Beverly e Rhonda hoje, mais cedo...

Participante 1: Eu estou te inventando?

Orador: Bem, esta imagem é apenas uma projeção. Quero dizer isso é o que você começa a ver; esta é a imagem. Em outras palavras, se você pensa sobre isso desse jeito se as coisas que estão saindo da sua boca parecem estar fazendo sentido, se as idéias parecem estar fazendo sentido, então é um bom símbolo para a sua própria mente...

Participante 2: … das, "idéias não deixam a sua fonte."

Orador: … das, "idéias não deixam a sua fonte."

Participante 2: Onde está a fonte dessas idéias? Tem que estar na minha mente.

Orador: Sim.

Participante 2: Tem que estar na minha mente.

Orador: Então novamente isto dá poder. Não é como se você estivesse obtendo isso de algo externo a você, mas você está só lembrando dessas idéias.

Participante 2: … que já estão na sua mente.

Orador: Seu Ser.

Participante 4: Então quando você disse, “Eu te inventei?” Bem, quem você quis dizer com o “você”? Você quis dizer o David? “Você” não é o David. Quem ele é, não é o David.

Participante 1: Certo.

Participante 4: Então, não, você não inventou quem ele é, mas você realmente inventou o David.

Participante 1: David a imagem.

Participante 4: A imagem, a pessoa.

Participante 1: A pessoa que eu vejo aí.

Participante 4: Sim. E até mesmo aí você tem que voltar para o “Quem é o 'você'?” que inventaria uma imagem. Esse não é realmente você também. Esse é o 'você' que inventa imagens. A mente equivocada.

Participante 1: Todo mundo está tendo dificuldades com isso como eu estou? [Rindo]

Orador: Bem, deixe me usar um exemplo, eu gosto de resumir a coisa para a praticidade. Nós fomos ao Meijer’s hoje, usar esse tipo de exemplo. Ir à shopping centers costumava me aborrecer porque eu costumava pensar, “Oh puxa, aqui estamos no templo do ego – e outras coisas mais...” E costumava ser como “Oh eu realmente preferiria estar num calmo riacho, com pássaros piando, e me sentir conectado lá, não no Meijer's certamente, ou num shopping com todos aqueles bugigangas.'

Participante 2: Um exemplo gritante.

Orador: Um exemplo gritante. Mas esta manhã, por assim dizer, vamos passear no Hampster [nota do editor: talvez referindo-se a um passeio no shopping]... e estou sentado lá e simplesmente, é como... 'nossa! todas essas imagens. Mas se 'as idéias não deixam a sua fonte'... são apenas essas imagens... parecem mais fragmentadas do que quando estou olhando para a Baía [onde parece que eles estão] apenas umas poucas imagens; tem essa coisa azul, e um belo céu. E então eu entro no Meijer's, é como ‘psshhhshppsphshshshhsspshpshp!’ Imagens por todos os lados! Mas o alívio real vem de que uma imagem é uma imagem, é uma imagem. Não importa quantas vezes você multiplica as imagens, elas são falsas!

Participante 2: Zero vezes zero [é zero].

Orador: Sim, zero vezes zero ou um milhão de vezes zero ainda é zero. Então para mim... Eu estava, num sentido experimental, tipo que só sentado lá olhando, deixando os olhos do corpo moverem-se para todas essas imagens e sentindo muito como se eu não estivesse aqui... um real desapego, como se... simplesmente como se eu estivesse assistindo um monte de imagens. Então, isso meio que te dá a sensação do quão liberador isso pode ser. Em vez de, 'Oh puxa vida, estou cercado por todas essas imagens....'

Participante 2: […e eu] ‘mal posso esperar para sair daqui.’

Orador: … como se fossem separadas da minha mente. Não, são todas imagens do passado. É como a lição número 7, “Eu só vejo o passado.”

Participante 4: E essa figura chamada David é também apenas uma daquelas muitas imagens, e isso é tudo que é.

Orador: Sim.

Participante 4: Não é quem você é. Você não pensa nisso como sendo quem você é. É apenas uma das inúmeras imagens que não significa coisa alguma.

Participante 5: E então tipo... o que acabou de passar pela minha mente é, várias pessoas poderiam ver a sua imagem e te perceber totalmente diferente do que quando alguém tenta descrever a sua imagem para alguma outra pessoa. Então a percepção delas de quem você é, é diferente da minha.

Participante 6: Eu vivenciei isso...

(inaudível)

É apenas uma outra parte da percepção... minhas percepções parecem como que a parte que conseguia olhar exatamente como uma imagem fotográfica... mas quando eu olho para a imagem fotográfica, elas só vêem a percepção delas, apenas um lembrete do que elas viram. E não é... e é por isso que uma fotografia, você olha para uma fotografia de você mesmo... 'Esse não sou eu, a minha aparência não é essa.'

Participante 4: Ou é como ouvir a sua voz na fita. É como que todo mundo pudesse pensar que parece você, mas você não acha que é você.

Participante 2: Exatamente.

Orador: Então, pelo que nós estávamos falando sobre a percepção, um outro modo de resumir o que acabamos de falar sobre a percepção que [?] estava falando, é que a mente errada é inteiramente subjetiva, que é um outro modo de descrever a lição número dois no Curso, “Eu tenho dado a tudo o que vejo, todo o significado que tem para mim.” não tem significado inerente nele ou dele mesmo, porque idéias não deixam a sua fonte. Estou vendo o que eu quero ver. Se eu quero ver um dia feliz, um dia alegre, um dia bonito e é isso que eu quero ver, então é isso que eu verei. Mas se eu descrevo certas coisas, seja lá a chuva ou a neve ou granizo ou frio ou quente... Se eu acordar e dizer, 'Oh que péssimo dia' – [definitivamente] é um clima péssimo.

Participante 2: Quando estou olhando através do medo eu vejo o caos.

Orador: Sim.

Participante 3:
Então você diria que um consenso da massa, que quando está nublado ou nebuloso – que é um clima ruim e significa ter um dia terrível – que isso é um tanto como um tipo de coisa do relacionamento especial.

Orador: Exatamente como o Raj… sob a definição de Raj isso seria um exemplo perfeito do relacionamento especial com o clima, por assim dizer. Sim.

Participante 2: Sim, porque isso está entrando naquelas sutilezas do relacionamento especial. Porque quando nós estudamos isso, onde o Curso leva é, ele diz [que] ver qualquer diferenças em qualquer lugar é especialismo. Bem isso é bem toooodo inclusivo! [gargalhadas] Eu não consigo pensar em nada que não caia nessa categoria.

Orador: E são diferenças significativas porque (?) leu uma boa passagem esta manhã do Manual dos Professores onde disse, “Os olhos do corpo ainda irão perceber diferenças, mas a mente curada irá colocar todas elas em uma única categoria. Elas não são reais.”

Participante 2:
Então num certo sentido isso ainda não é realmente diferenças do modo que estamos falando sobre as diferenças do especialismo.

Orador: Certo.

Participante 6: O branco não pode vender uma tela em branco. [nota do editor: referência confusa]

[Gargalhadas]

Orador: É uma grande metáfora. [Gargalhadas]

Participante 6: Eu aposto que você ganharia um prêmio...

[Gargalhadas]

Participante 6: … num museu moderno. ‘Branco no branco, uma metáfora’.

Orador: Essa é uma piada que fizemos – tivemos uma conversa aqui quando estivemos aqui em Traverse City na Baía [nota do editor: refere-se a um longo retiro que o grupo teve.] onde nós entramos mais e mais profundamente nas coisas, e então houve apenas um silêncio. Não era como uma pausa de alguns minutos foi um longo silêncio e finalmente minha amiga Dorothy disse, “Oh, esta será a sua fita mais recente.”

[Gargalhadas]

Orador: As pessoas compram a sua fita e elas recebem isso e é como a sua tela em branco, apenas espaço em branco. E todos nós rimos porque é para onde estamos indo, certo.

Participante 2: Você disse tudo.

Participante 4: Será intitulado, 'A Última Fita.'

[Gargalhadas]

Participante 2: E você pode intitular isso como, 'A Última Obra Prima.'

[Gargalhadas]

Participante 2: Ele não está gargalhando.

[Gargalhadas]

[nota do editor: o áudio recomeça após o reagrupamento dos participantes.]

Orador: [Leitura de uma seção não especificada de UCEM]
“No entanto, se és tal como Deus te criou, não podes pensar à parte Dele, nem fazer o que não compartilhe da Sua intemporalidade e do Seu Amor. Estas coisas são inerentes ao mundo vês?

(Intemporalidade e Amor?)

Esse mundo cria como Ele? Se não o fizer, não é real e não pode ser em absoluto. Se tu és real, o mundo que vês é falso, pois o mundo não é como a criação de Deus em todos os seus aspectos. E do mesmo modo como foste criado pelo Seu Pensamento, foram os teus pensamentos que fizeram o mundo e têm que libertá-lo para que possas conhecer os Pensamentos que compartilhas com Deus.

Libera o mundo! As tuas criações reais esperam por essa liberação para te dar a paternidade, não de ilusões, mas como Deus na verdade. Deus compartilha a Sua Paternidade contigo, que és o Seu Filho, pois Ele não faz distinções entre o que é Ele Mesmo e o que ainda é Ele. O que Ele cria não está à parte Dele, e em lugar algum o Pai chega ao fim para dar início ao Filho como algo separado de Si Mesmo. Não existe nenhum mundo porque ele é um pensamento à parte de Deus, feito para separar o Pai e o Filho e arrancar uma parte do próprio Deus para assim destruir a Sua Integridade. Um mundo vindo dessa idéia pode ser real? Pode estar em algum lugar? Nega as ilusões, mas aceita a verdade. Nega que sejas uma sombra deixada por um momento sobre um mundo agonizante. Libera a tua mente e contemplarás um mundo liberado.

O nosso propósito hoje é o de libertar o mundo de todos os pensamentos vãos que jamais mantivemos a respeito dele e de todas as coisas vivas que vemos sobre ele. Não podem estar aí. E nós também não podemos. Pois estamos no lar que o nosso Pai estabeleceu para nós, junto com elas. E nós, que somos como Ele nos criou, nesse dia queremos liberar o mundo de cada uma das nossas ilusões para que possamos ser livres. Eu, que permaneço tal como Deus me criou, quero liberar o mundo de tudo o que eu pensei que ele fosse. Pois sou real porque o mundo não o é, e quero conhecer a minha própria realidade.

Deixa a tua mente ser mudada em quietude para que o mundo seja libertado junto contigo. Não precisas reconhecer que a cura vem a muitos irmãos do outro lado do mundo, assim como àqueles que vês por perto quando envias estes pensamentos para abençoar o mundo. Mas sentirás a tua própria liberação, embora ainda não possas compreender inteiramente que nunca poderias ser liberado sozinho.”

Participante 1: Vê, eu tenho dificuldades com isso porque eu acho que quando você é liberado você não vai ser liberado sozinho. Então eu acho que ser liberado é deixar o corpo partir. De alguma maneira eu relaciono isso com o corpo novamente. Que o corpo... nós finalmente o abandonamos, então estamos liberados. Então estamos lá em cima... seja lá onde for... somos Um. Mas então ele diz que você não é liberado sozinho, o que isso significa? Para mim isso está dizendo... Que outro corpo eu estou levando? O que eu estou liberando? Com o que mais eu vou? Eu não entendo isso.

Participante 3: Posso tentar?

Eu li isso descrito em um lugar, que é como se este ser adormeceu e teve um sonho que era muitos seres. E então, há esse período do despertar onde o ser começa a reconhecer que ele não é todos seres separados que parecem estar além da consciência, o Único Ser. Então é por isso que isso faz sentido para mim, pelo menos eu posso ver tanto a idéia que eu não sou esta coisa que eu penso que sou. E isso é o tanto quanto eu posso assumir agora. Eu ainda opero como se eu fosse separado, eu continuo voltando para isso, fico tentando empurrar e manter a minha mente focada na idéia de que eu não sou essa coisa que eu pensei que eu fosse por tanto tempo... que existe apenas um Único Ser.

Participante 1: Então se eu não sou esse corpo, então por que eu estou aqui? Por que este corpo está aqui se eu não acredito que eu sou este corpo?

Orador: Bem, eu relacionaria isso com a experiência que você teve quando nós estávamos em Adrian [Michigan]. Lembra quando tivemos a meditação? E depois eu me lembro de você me contando como foi a sua experiência na meditação que você disse, “Foi ótimo.” Você disse que você não tinha consciência do corpo... você sentiu que você estava ciente dessas partículas de luz... e para mim você pode usar isso como o contexto para deixar o corpo partir, isso é diferente do contexto de pensar em deixar o corpo de lado, que é descrito em termos dele não estar respirando mais, etc e tal. É um deslocamento na consciência, que quando você estava meditando você teve um deslocamento na consciência, até alguma coisa que não tem nada a ver com o corpo.

Participante 1:
E quando você faz a sua transição? O que acontece então? Quero dizer, não é a mesma coisa? Parece que eu estou ficando mais e mais distante e perdida nisso. É como se num minuto eu estivesse entendendo e então de repente eu não entendo de novo. Como eu posso entender algo por alguns segundos e então estar totalmente perdida de novo.

Participante 3: Os pensamentos que eu estava tendo eram como: você tem dois diferentes sistemas de pensamento [e] você está tentando entender este conceito do sistema de pensamento deste sistema de pensamento... tentando entender alguma coisa que não pode ser entendida em termos de que o que nós pensávamos que a realidade era do ponto de vista estratégico do ego. Mas o ego não pode entender isso. Então você não pode olhar através das lentes do ego e compreender a verdade.

Participante 1: Certo.

Participante 3: Isso simplesmente não pode ser feito.

Participante 2: E parecerá muito confuso e obscuro e não compreensível.

Orador: É um bom lugar para se estar. Nos olhos do mundo você diz, 'Eu não entendo, estou confuso' e o mundo diz, 'Burro'. É como se todas essas pessoas com PhD's supostamente entendessem. Mas eles realmente entendem? Você entende, num sentido mundano, você realmente entende alguma coisa? Então, então se você teve este vislumbre, mas parece como um pequeno 'filete'... é por isso que é tão precioso quando nos reunimos, apenas para nos unir com o, 'Eu não sei mas... Estou disposto que me mostrem.' Esse é um lugar precioso para estar. Você não vai encontrar ninguém aqui dizendo, 'Oh, você não entende, você não entende?' Isto é precioso...

Participante 1: Estou esperando alguém dizer isso.

Orador: Não, mas essa é toda a beleza disso, é se abrir e começar a dizer, 'Puxa, estou confuso, eu não sei, mas estou disposto que me mostrem.' Isso para mim é uma indicação de uma mente que está se abrindo.

Participante 2: E estar disposto para admitir isso.

Orador: Sim.

Participante 2: Isso é abertura também.

Orador: Uma mente fechada não vai admitir que ela não sabe, ela pensa que sabe. Está convencida! [Gargalhadas]

Participante 2: Ou finge que sabe.

Orador: Sim. E ela irá passar por todos os tipos de defesas do ego quando qualquer um até mesmo deduzir que ela não sabe. 'Como se atreve a dizer isso!'

Mas, confusão e desorientação e 'Puxa, eu não sei, mas estou disposto que me mostrem'... é como se a rachadura estivesse se abrindo. E o Espírito Santo pode trabalhar com uma mente disposta como essa. Então eu acho que é simplesmente maravilhoso.

Participante 4: Urrah!

[Gargalhadas]

Participante 2: É isso aí, Anita!

[pausa no diálogo e então inaudível]

Participante 2: E isso é quando você diz... aqueles pequenos insights também... como nós estávamos falando. É tão forte que você pode se apegar a isso. E então agarrar isso e se agarrar a isso.

Participante 3: Uma das maneiras que eu vejo o ego também é quando você estava se referindo a estória do [?] sobre correr e ter vivenciado dor e então meio que questionado essa dor e então ela se moveu... e foi embora. E quando eu estou sentado aqui, às vezes eu tenho a idéia, 'Oh, estou com fome' ou 'Oh, estou confortável' e quanto mais desafiamos essas idéias do ego de que eu sou um corpo que pode ficar com fome, então ele tem que se mudar. Porque é como, 'Oh eu me descobri.'

Orador: Tenta outra. (Gargalhadas)

Participante 3: A mente descobriu que não é o que é, você sabe, então ela se desloca.

Participante 4: Tenta um outro truque.

Participante 3: Conforme você continua desencobrindo o ego ele continua se movendo, mas ele está ficando sem espaço para se esconder. Então, eu penso nisso desse jeito. Conforme você se agarra à intenção de querer saber pode parecer que você não entende isso. Mas à medida que você continua se unindo às pessoas que querem entender, então a compreensão vem e então você pode ler a mesma coisa e de repente uma lâmpada se acende ou algo assim. Então eu acho que tem a ver com determinação. Isso é o que eu realmente aprendi com Tara Singh foi que você tem que ser determinado. É necessário um comprometimento.

Participante 4: Eu acho que a linha que às vezes você usa do Krishnamurti sobre, “Você entendeu isso? Se você entendeu, ótimo! Se não, não vá para casa e pense sobre isso.” Como se você saísse dessa sala e pensasse, 'O que foi tudo aquilo mesmo?' [é como] 'Oh bem, oh bem.'

Participante 2: Não se prolongue nisso.

Participante 4: Apenas continue querendo, apenas continue desejando, continue estando disposto... mas não há lugar para auto-julgamento ou auto-condenação ou qualquer coisa desse tipo.

Participante 5: E então as fitas ajudam. Porque eu lembro que você disse, “Elas concretizam.” Às vezes, como você estava dizendo, alguma coisa te iludiu... você entendeu por apenas um instante e então se foi. E então você pode ouvir a fita e você retoma um pouco novamente. Mas você ainda não consegue falar sobre isso porque você ainda não sabe. Você sabe que você ainda não consegue verbalizar isso. E eu posso nunca conseguir isso. Mas existe um saber que eu sou Mente, eu tenho essa crença, e eu não preciso ir além disso. Eu posso ouvir alguma coisa mais que pode ajudar.

As lições apenas ficam me dizendo, 'Apenas continue fazendo as lições.' Agora, eu não sei sobre alguém mais, mas fazer as lições... eu consigo obter algo delas que eu não consegui no ano passado. Estou na lição 10... e ela tem um significado... completamente diferente... ela me diz muito mais agora do que disse antes. Eu consigo lembrar mais vezes que eu não sou um corpo, eu não sou um corpo, mais do que há um ano atrás. Eu não tinha absolutamente nenhuma concepção do que isso significava. Eu leio isso, “Eu não sou um corpo.” Mas agora... eu ouço, “Eu sou Mente.” Se eu não sou um corpo então o que eu sou?! Eu sou Mente. E isso ajudou. Isso apenas... isso é simplesmente totalmente diferente... Eu não posso nem dizer que é compreensão, é apenas percepção.

Orador: [Há] instruções maravilhosas logo antes de você fazer o livro de exercícios... “Muitas dessas idéias podem parecer bastante surpreendentes. Isso não importa. Meramente te é pedido que as apliques.” [Gargalhadas] Quero dizer que instruções ótimas!

Participante 5: Sim.

Participante 6: Isso é um desafio também, use-as.



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