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A Mente é Uma; Tudo Mais é Metafórico
(Desfazendo a crença das diferenças - Quem é o
"você" vivendo neste mundo? - Um Ego - Um Filho de Deus)
As Mentes são Unidas
Um irmão é todos os irmãos. Cada mente contém
todas as mentes, pois todas as mentes são uma só. Tal
é a verdade. Mas estes pensamentos fazem com que o significado
da criação fique claro? Estas palavras trazem com elas
perfeita clareza para ti? O que podem aparentar ser senão sons
vazios, belos talvez, corretos em sentimento, mas fundamentalmente incompreendidos
e incompreensíveis. A mente que ensinou a si mesma a pensar de
modo específico não pode mais apreender a abstração
no sentido de que ela abrange todas as coisas. Precisamos ver um pouco
para aprendermos muito. (E.161.4)
As mentes estão unidas, os corpos não. Só atribuindo
à mente as propriedades do corpo é que a separação
parece ser possível. E é a mente que parece ser algo privado,
estar fragmentada e sozinha. A culpa, que a mantém separada,
é projetada para o corpo, que sofre e morre porque é atacado
para manter a separação na mente e não permitir
que ela conheça a sua Identidade. (T.18.VI.3)
Nesse mundo, porque a mente é dividida, os Filhos de Deus parecem
estar separados. Nem as suas mentes parecem estar unidas. Nesse estado
ilusório, o conceito de “mente individual” parece
ser significativo. Ele é, portanto, descrito no curso como se
tivesse duas partes: espírito e ego. (Esclarecimentos-1.2)
Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos do que eu vejo.
Se eu não tenho pensamentos privados, não posso ver um
mundo privado. Até mesmo a louca idéia da separação
teve que ser compartilhada, antes que pudesse formar a base do mundo
que vejo. No entanto, aquele compartilhar foi o compartilhar do nada.
(E.54.3)
Cada um faz para si um ego ou um ser que está sujeito à
enorme variação por causa da sua instabilidade. Faz também
um ego para cada pessoa que percebe, que é igualmente variável.
A sua interação é um processo que altera a ambos,
porque não foram feitos pelo Inalterável ou com Ele. É
importante reconhecer que essa alteração pode ocorrer
e, de fato, ocorre tão prontamente quando a interação
tem lugar na mente como quando envolve proximidade física. Pensar
sobre um outro ego é tão eficaz para mudar uma percepção
relativa quanto a interação física. Não
poderia haver melhor exemplo de que o ego é só uma idéia
e não um fato. (T.4.II.2)
A guerra contra ti mesmo não é senão a batalha
de duas ilusões, lutando para fazer com que sejam diferentes
uma da outra, acreditando que aquela que vencer será verdadeira.
Não há nenhum conflito entre elas e a verdade. Elas também
não são diferentes uma da outra. Ambas não são
verdadeiras. E assim não importa a forma que tomam. O que a fez
é insano e elas permanecem sendo parte do que as fez. A loucura
não contém nenhum ameaça à realidade e não
tem nenhuma influência sobre ela. As ilusões não
podem triunfar sobre a verdade e nem podem ameaçá-la de
forma alguma. E a realidade que negam não é parte delas.
(T.23.I.6)
‘Egos Múltiplos’ é somente uma metáfora,
independente das muitas formas.
Tudo isso leva em consideração o tempo e o espaço
como se fossem distintos, pois enquanto pensas que parte de ti é
separada, o conceito de uma unicidade unida como um só não
tem significado. Está claro que uma mente tão dividida
nunca poderia ser o professor de uma Unicidade Que une todas as coisas
dentro de Si Mesma. E assim, O Que está dentro dessa mente e
de fato une todas as coisas tem que ser o seu Professor. No entanto,
Ele tem que usar uma linguagem que essa mente possa compreender, na
condição na qual ela pensa que está. E Ele tem
que usar todo o aprendizado para transferir ilusões à
verdade, tomando todas as idéias falsas quanto ao que tu és
e conduzindo-te para além delas, para a verdade que está
além das ilusões. Tudo isso pode ser muito simplesmente
reduzido ao seguinte:
O que é o mesmo não pode ser diferente, e o que é
uno não pode ter partes separadas. (T.25.I.7)
Todas as ilusões são apenas uma só. E no reconhecimento
de que isso é assim, está a capacidade de desistir de
todas as tentativas de escolher entre elas para fazer com que sejam
diferentes. Como é simples a escolha entre duas coisas tão
claramente distintas. Não há conflito aqui. Nenhum sacrifício
é possível no abandono de uma ilusão reconhecida
como tal. Quando toda a realidade tiver sido retirada de tudo o que
nunca foi verdadeiro, pode ser difícil desistir disso e escolher
o que não pode deixar de ser verdadeiro? (T.26.III.7)
As ilusões sobre ti mesmo e sobre o mundo são uma só.
É por essa razão que todo o perdão é uma
dádiva para ti mesmo. A tua meta é descobrir quem és,
tendo negado a tua Identidade por atacar a criação e o
seu Criador. Agora estás aprendendo como lembrar da verdade.
Para isso, o ataque tem que ser substituído pelo perdão,
a fim de que pensamentos de vida possam substituir pensamentos de morte.
(E.62.2) (lições 67 e 69 definem a morte)
Tu és um só Ser em perfeita harmonia com tudo o que há
e tudo o que haverá. Tu és um só Ser, o santo Filho
de Deus, unido aos teus irmãos nesse Ser, unido ao teu Pai na
Sua Vontade. Sente esse único Ser em ti e deixa que ele brilhe,
afastando todas as tuas ilusões e dúvidas. Esse é
o teu Ser, o Filho do próprio Deus, impecável como o próprio
Criador, com a Sua Força dentro de ti e o Seu Amor para sempre
teu. Tu és um só Ser e te é dado sentir esse Ser
dentro de ti e banir todas as tuas ilusões da Mente única
que é esse Ser, a santa verdade em ti. (E.95.13)
Não se pode enfatizar com demasiada freqüência que
corrigir a percepção é meramente um expediente
temporário. Só é necessário porque a percepção
equivocada é um bloqueio para o conhecimento, enquanto a percepção
acurada é um ponto de apoio em sua direção. Todo
o valor da percepção certa está na realização
inevitável de que toda percepção é desnecessária.
Isso remove o bloqueio inteiramente. Tu podes questionar como isso é
possível enquanto aparentares estar vivendo nesse mundo. Essa
é uma questão razoável. Contudo, tens que ser cuidadoso
para compreendê-la realmente. Quem é o “tu”
que está vivendo nesse mundo? O espírito é imortal
e a imortalidade é um estado constante. É tão verdadeira
agora como sempre foi e sempre será, porque não implica
em absolutamente nenhuma mudança. Não é um contínuo
e nem é compreendida por ser comparada a um oposto. O conhecimento
nunca envolve comparações. Essa é a sua principal
diferença em relação a todas as outras coisas que
a mente pode aprender. (T.4.II.11) A idéia para o dia de hoje
não descreve o modo como vês a ti mesmo agora. Descreve,
porém, o que a visão te mostrará. É difícil
para qualquer pessoa que pense estar nesse mundo acreditar nisso em
relação a si mesma. No entanto, é por não
acreditar nisso que ela pensa estar nesse mundo. (E.35.1)
Acreditarás que és parte do lugar onde pensas estar. É
por isso que te rodeias com o meio-ambiente que queres. E tu o queres
para proteger a imagem de ti mesmo que tens feito. A imagem é
parte desse meio-ambiente. O que vês, enquanto acreditares que
estás nele, é visto através dos olhos da imagem.
Isso não é visão. Imagens não podem ver.(E.35.2)
‘Irmão’ é uma metáfora também.
Na verdade, só existe uma mente, e é minha!
Um irmão é todos os irmãos. Cada mente contém
todas as mentes, pois todas as mentes são uma só. Tal
é a verdade. Mas estes pensamentos fazem com que o significado
da criação fique claro? Estas palavras trazem com elas
perfeita clareza para ti? O que podem aparentar ser senão sons
vazios, belos talvez, corretos em sentimento, mas fundamentalmente incompreendidos
e incompreensíveis. A mente que ensinou a si mesma a pensar de
modo específico não pode mais apreender a abstração
no sentido de que ela abrange todas as coisas. Precisamos ver um pouco
para aprendermos muito. (E.161.4)
Eu estou curado, todas as ‘mentes’ estão curadas,
já que só existe UMA MENTE!
Eu não estou sozinho ao experimentar os efeitos dos meus pensamentos.
Não estou sozinho em nada. Tudo o que penso, ou digo, ou faço,
ensina a todo o universo. Um Filho de Deus não pode pensar ou
falar ou agir em vão. Ele não pode estar sozinho em coisa
alguma. Portanto, está em meu poder mudar todas as mentes junto
com a minha, pois o meu poder é o de Deus. (E.54.4)
A luz do mundo trás paz a todas as mentes através do
meu perdão. O meu perdão é o meio pelo qual a luz
do mundo acha sua expressão através de mim. O meu perdão
é o meio pelo qual venho a estar ciente da luz do mundo em mim.
O meu perdão é o meio pelo qual o mundo é curado
junto comigo. Então, que eu perdoe o mundo, para que ele possa
ser curado comigo. (E.82.1) Reconhecendo a importância dessa função,
ficaremos felizes em lembrar-nos dela muitas vezes hoje. Começaremos
o dia por reconhecê-la e encerraremos o dia com esse pensamento
em nossa consciência. E, ao longo do dia, repetiremos isso com
a maior freqüência possível: A luz do mundo traz paz
a todas as mentes através do meu perdão. Eu sou o meio
que Deus designou para a salvação do mundo. (E.63.3) Mateus
5:14 Jesus foi citado quando dizia, “Vós sois a luz do
mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte...
E em João 8:12 Jesus falou-lhes de novo, dizendo “Eu sou
a luz do mundo; quem Me segue não andará em trevas, mas
terá a luz da vida.”
Um só pensamento, completamente unificado, servirá para
unificar todos os pensamentos. Isso é o mesmo que dizer que uma
só correção será suficiente para que todas
as correções ou que perdoar totalmente um irmão
é o suficiente para trazer a salvação a todas as
mentes. Pois estes não passam de casos especiais de uma só
lei que se mantém para todo tipo de aprendizado, se for dirigido
por Aquele Que conhece a verdade. (E.108.5)
Lição: Eu sou como Deus Me Criou. Repetiremos essa idéia
de hoje de vez em quando. A razão disso é que esse único
pensamento seria suficiente para salvar a ti e ao mundo, se acreditasses
que é verdadeiro. Essa verdade significaria que não fizeste
nenhuma mudança em ti mesmo que tenha realidade, e nem mudaste
o universo de forma que o que Deus criou seja substituído pelo
medo e pelo mal, pela miséria e pela morte. Se permaneces tal
como Deus te criou, o medo não tem significado, o mal não
é real, a miséria e a morte não existem. (E.110.1)
A idéia de hoje é, portanto, tudo o que precisas para
deixar que a completa correção cure a tua mente e te dê
a visão perfeita que curará todos os equívocos
que qualquer mente tenha cometido, em qualquer tempo ou lugar. Ela basta
para curar o passado e fazer com que o futuro seja livre. Basta para
deixar que o presente seja aceito tal como é. Basta para deixar
que o tempo seja o meio pelo qual todo mundo aprende a escapar do tempo
e de todas as mudanças que o tempo parece trazer ao passar. (E.110.2)
E, ao te deixares curar, vês todos aqueles ataques à tua
volta ou aqueles que passam pela tua mente ou aqueles em quem tocas
ou com quem pareces não ter contato, todos curados junto contigo.
Talvez não os reconheças a todos, nem te dês conta
do quanto é grande o teu oferecimento ao mundo inteiro, quando
deixas a cura vir a ti. Mas nunca és curado sozinho. E legiões
e legiões receberão a dádiva que recebes quando
és curado. (E.137.10)
Quantos professores são necessários para salvar o mundo?
A resposta a esta pergunta é: - um. Um professor totalmente perfeito,
cujo aprendizado está completo, é o suficiente. Este,
santificado e redimido, torna-se o Ser que é o Filho de Deus.
Ele, que sempre foi totalmente espírito, agora não mais
se vê como um corpo, nem mesmo em um corpo. Por conseguinte, não
tem limites. E não tendo limites, os seus pensamentos estão
unidos aos de Deus para sempre. (Manual.12.1) Por trás de cada
véu com que eu cobri a face do amor, a sua luz permanece inobscurecida.
Além de todos os meus desejos insanos está a minha vontade,
unida à Vontade do meu Pai. (E.56.4)
Na minha própria mente, por trás de todos os meus pensamentos
insanos de separação e ataque, está o conhecimento
de que tudo é um para sempre. Não perdi o conhecimento
de Quem sou por tê-lo esquecido. Ele tem sido guardado para mim
na Mente de Deus, Que não deixou os Seus pensamentos. E eu, que
estou entre eles, sou um com eles e um com Ele. (E.56.5)
A consciência do sonhar é a função real dos
professores de Deus. Eles observam as figuras dos sonhos a ir a vir,
a deslocarem-se e a mudarem, a sofrerem e a morrerem. Apesar disso,
não são enganados pelo que vêem. Reconhecem que
contemplar uma figura de sonho como doente e separada não é
mais real do que considerá-la saudável e bonita. Só
a unidade não é coisa de sonhos. E é isso que os
professores de Deus reconhecem por detrás do sonho, além
de todas as aparências e ainda assim como algo que, com toda a
certeza lhes pertence. (Manual.12.6)
Deus tem um Filho
Deus não tem muitos filhos, apenas um. Quem pode ter mais e a
quem pode ser dado menos? (T.29.VIII.9)
A Vontade do Pai e a do Filho são uma só, por Sua extensão.
A Sua extensão é o resultado da Sua unicidade, e a Sua
unidade é mantida pela extensão da Sua Vontade conjunta.
Isso é criação perfeita pelos que são perfeitamente
criados, em união com o Criador Perfeito. O Pai tem que dar paternidade
a Seu Filho, porque a Sua Paternidade não impondo limites a ela.
Deixa o Espírito Santo te ensinar como fazer isso, pois só
podes ter o conhecimento do que isso significa do próprio Deus.
(T.8.III.3)
Se a Filiação é una, é una em todos os aspectos.
A unicidade não pode ser dividida. (T.10.IV.3.3)
A Vontade de Deus é que o Seu Filho seja um e unido a Ele em
Sua Unicidade. É por isso que a cura é o princípio
do reconhecimento de que a tua vontade é a Sua.(T.11.I.11.8)
Lembra-te sempre que a mente é uma só e a causa é
uma só. (T.14.III.8.5)
Deus é a única Causa e a culpa não é de
Deus. Não ensines a ninguém que ele te feriu, pois se
o fizeres, estás ensinando a ti mesmo que o que não vem
de Deus tem poder sobre ti. O que não tem causa não pode
ser. Não o testemunhes e não fomentes a crença
nisso em mente alguma. Lembra-te sempre que a mente é uma só
e a causa é uma só. Só aprenderás a comunicação
com essa unicidade quando tiveres aprendido a negar o que não
tem causa e aceitar a Causa de Deus como tua. O poder que Deus deu ao
Filho é dele, e nenhuma outra coisa pode o Filho de Deus ver
ou escolher contemplar sem impor a si mesmo a penalidade da culpa no
lugar de todos os ensinamentos felizes que o Espírito Santo quer
lhe oferecer com contentamento.(T.14.III.8.5)
A verdade está tão além do tempo que acontece de
uma só vez em sua totalidade. Pois como foi criada una, a sua
unicidade não depende do tempo em absoluto. (T.15.II.1.9)
Não há nada fora de ti. Isso é o que tens que aprender
em última instância, pois é o reconhecimento de
que o Reino do Céu foi restaurado para ti. Pois Deus criou apenas
isso e não foi embora nem te deixou separado de Si Mesmo. O Reino
do Céu é a morada do Filho de Deus, que não deixou
o seu Pai e nem habita à parte Dele. O Céu não
é um lugar nem uma condição. É meramente
uma consciência da perfeita unicidade e o conhecimento de que
nada além disso existe, nada fora desse unicidade e nada mais
dentro dela. (T.18.VI.1.5)
Todas as coisas que vêm de Deus são unas. Vêm da
Unicidade e têm que ser recebidas como uma só. (E.PI.83.3.2)
A salvação é o reconhecimento de que a verdade
é verdadeira e de que nada mais é verdadeiro. Isso já
ouviste antes, mas podes ainda não aceitar ambas as partes. Sem
a primeira, a segunda não tem significado. Mas sem a segunda,
a primeira já não é verdadeira. A verdade não
pode ter opostos. Nunca é demais dizer e pensar nisso. Pois,
se aquilo que não é verdade for tão verdadeiro
quanto aquilo que é verdadeiro, então, uma parte da verdade
é falsa. E a verdade perdeu o seu significado. Nada além
da verdade é verdadeiro e aquilo que é falso é
falso. (E.PI.152.3.1)
Essa é a mais simples das distinções e, no entanto,
a mais obscura. Mas não porque seja uma distinção
difícil de ser percebida. Ela está oculta por trás
de um vasto conjunto de escolhas que não aparentam ser inteiramente
tuas. E, assim, a verdade aparenta ter alguns aspectos que negam a coerência,
mas que não parecem ser apenas contradições introduzidas
por ti. (E.152.4)
Como Deus te criou, tens que permanecer imutável, com estados
transitórios que são falsos por definição.
E isso inclui todas as variações de sentimento, as alterações
das condições do corpo e da mente, de toda consciência
e de todas as reações. Essa é a abrangência
total que coloca a verdade à parte da falsidade e pela qual o
que é falso se mantém separado da verdade, tal como é.
(E.152.5)
A Unicidade é simplesmente a idéia de que Deus é.
E no Que Ele É, Ele abrange todas as coisas. Não há
mente que contenha algo que não seja Ele. Dizemos: “Deus
é” e então deixamos de falar, pois nesse conhecimento
as palavras são sem significado. Não há lábios
para pronunciá-las e nenhuma parte da mente é distinta
o suficiente para sentir que agora está ciente de algo que não
seja ela mesma. Ela se uniu à sua Fonte. E, como a própria
Fonte, meramente é. (E.169.5)
Não podemos falar, escrever ou mesmo pensar sobre isso de modo
algum. Vem a cada mente quando o reconhecimento total de que a sua vontade
é a Vontade de Deus tiver sido completamente dado e completamente
recebido. Isso devolve a mente ao presente infinito, em que nem o passado
nem o futuro podem ser concebidos. Está além da salvação,
depois de todo pensamento de tempo, de perdão e da santa face
de Cristo. O Filho de Deus, meramente desapareceu em seu Pai, assim,
como seu Pai nele. O mundo absolutamente nunca foi. A eternidade permanece
um estado constante. (E.169.6) Entretanto o perdão, ensinado
e aprendido, traz consigo as experiências que dão testemunho
de que está próximo o momento em que a própria
mente determinou abandonar tudo, menos isso. (E.169.7) Pois a unicidade
tem que estar aqui. Qualquer que seja o momento que a mente tenha estabelecido
para a revelação, ele é inteiramente irrelevante
para o que tem que ser um estado constante, para sempre como sempre
foi; permanecendo para sempre como é agora. (E.169.9) E no livro
de Mateus 3:2 Jesus foi citado, “Arrependei-vos, porque é
chegado o reino dos céus.”
A minha unicidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho, além
do alcance do tempo e totalmente livre de todas as leis, exceto das
Tuas. (E.354.1)
Deus é a mente com a qual eu penso. Não tenho pensamentos
que eu não compartilhe com Deus. Não tenho pensamento
à parte d’Ele, porque não tenho nenhum mente à
parte da Sua. Como parte da Sua Mente, meus pensamentos são os
Seus e os Seus são os meus. (E.59.5)
“A minha unicidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho,
além do alcance do tempo e totalmente livre de todas as leis,
exceto das Tuas.”
Quem é o meu irmão, senão o Teu Filho santo? Se
o vejo pecador, estou proclamando que sou um pecador e não um
Filho de Deus, só e sem amigos, num mundo amedrontador. No entanto,
essa percepção é uma escolha que faço e
posso abandonar. Também me é possível ver o meu
irmão sem pecado, como Teu Filho santo. E com essa escolha, vejo
a minha impecabilidade, o meu eterno Consolador e Amigo a meu lado e
o meu caminho seguro e claro. Por isso, escolhe por mim, meu Pai, através
da Tua Voz. Pois só Ele faz julgamentos em Teu Nome. O perdão
olha apenas para a impecabilidade e não julga. Através
disso venho a Ti. O julgamento limitará os meus olhos e me cegará.
Mas o amor, aqui refletido no perdão, lembra a mim que Tu me
deste um caminho para achar a Tua paz outra vez. Sou redimido quando
escolho seguir esse caminho. Tu não me deixaste sem consolo.
Dentro de mim, trago tanto a Tua memória quanto Aquele Que me
conduz a ela. Pai, quero ouvir a Tua Voz e achar a Tua paz no dia de
hoje. Pois quero amar a minha própria Identidade e Nela achar
a memória de Ti. Pai, hoje dou tudo o que é meu à
Cristo para ser usado da melhor maneira a fim de servir ao propósito
que compartilho com Ele. Nada é só meu, pois Ele e eu
estamos unidos num só propósito. Assim, o aprendizado
está quase chegando ao fim designado para ele. Trabalho com Ele
ainda por algum tempo para servir ao Seu propósito. Depois me
perco na minha Identidade e reconheço que Cristo nada mais é
do que o meu Ser. A minha unicidade com o Cristo me estabelece como
Teu Filho, além do alcance do tempo e totalmente livre de todas
as leis, exceto das Tuas. Não tenho outro ser, senão o
Cristo em mim. Não tenho outro propósito, senão
o Dele. E Ele é como Seu Pai. Portanto, também tenho que
ser um Contigo assim como com Ele. Pois quem é o Cristo, senão
o Teu Filho tal como O criaste?E o que sou eu senão o Cristo
em mim? Por que deveria eu esperar, meu Pai, pela alegria que me prometeste?Pois
Tu manterás o Verbo que deste ao Teu Filho em exílio.
Estou certo de que o meu tesouro está à minha espera e
de que só preciso estender a minha mão para achá-lo.
Mesmo agora os meus dedos podem tocá-lo. Está muito perto
de mim. Não preciso esperar nem mais um instante para estar em
paz para sempre. É a Ti que eu escolho e a minha Identidade junto
Contigo. O Teu Filho quer ser Ele Mesmo e conhecer-Te como seu Pai e
Criador e como o seu Amor.
Pai, Tu prometeste que nunca falharias em responder a qualquer chamado
que o Teu Filho pudesse fazer. Não importa onde ele esteja, qual
pareça ser o seu problema ou o que acredite ter feito de si mesmo.
Ele é o Teu Filho e Tu lhe responderás. O milagre reflete
o Teu Amor e, assim, é uma resposta a ele. O Teu Nome substitui
todos os pensamentos de pecado e aquele que é sem pecado não
pode sofrer dor. O Teu Nome dá uma resposta ao Teu Filho, porque
chamar o Teu nome é chamar o seu próprio nome.
O perdão, reflexo da verdade, me diz como oferecer milagres e
assim escapar da prisão em que penso viver. O Teu Filho santo
me é mostrado, primeiro no meu irmão, em seguida em mim.
A Tua Voz pacientemente me ensina a ouvir o Teu Verbo e a dar como recebo.
E hoje ao olhar para o Teu Filho, ouço a Tua Voz instruindo-me
para achar o caminho para Ti, tal como designaste que ele deve ser:
“Contempla a sua impecabilidade, e sê tu curado”.
Tu, Que lembras o que eu realmente sou, és o Único Que
lembras o que realmente quero. Tu falas por Deus e assim falas por mim.
E o que me dás vem do próprio Deus. A Tua Voz, meu Pai,
também é minha e tudo o que quero é o que me ofereces,
exatamente da forma que escolhes que seja meu. Que eu me lembre de tudo
o que não conheço e que a minha voz se cale ao lembrar.
Mas que eu não esqueça o Teu Amor e o Teu cuidado, conservando
a promessa que fizeste ao Teu Filho para sempre na minha consciência.
Que eu não esqueça que nada sou, mas que o meu Ser é
tudo. Pai, hoje perdoaremos o Teu mundo e deixaremos a criação
ser Tua. Nós compreendemos equivocadamente todas as coisas. Mas
não fizemos pecadores dos Filhos santos de Deus. O que criaste
sem pecado assim continuará para todo o sempre. Somos assim.
E nos alegramos ao aprender que cometemos equívocos que não
têm efeitos reais sobre nós. O pecado é impossível
e, com esse fato, o perdão repousa sobre uma base certa, mais
sólida do que o mundo de sombras que vemos. Ajuda-nos a perdoar,
pois queremos ser redimidos. Ajuda-nos a perdoar, pois queremos estar
em paz. Pai, é a Tua paz que quero dar, recebendo-a de Ti. Sou
o Teu Filho, para sempre tal como me criaste, pois os Grandes Raios
permanecem eternamente quietos e imperturbados dentro de mim. Quero
alcançá-Los no silêncio e na certeza, pois em nenhum
outro lugar pode a certeza ser achada. Que a paz esteja comigo e com
o mundo todo. Na santidade fomos criados e na santidade permanecemos.
O Teu Filho é como Tu em perfeita impecabilidade. E com esse
pensamento alegremente dizemos “Amém”.
As nossas lições finais estarão tão livres
de palavras quanto for possível. Nós, só as usamos
no início da nossa prática e apenas para lembrar-nos de
que buscamos ir além delas. Voltemo-nos para Aquele Que nos mostra
o caminho e faz com que os nossos passos sejam seguros. Entregamos estas
lições a Ele, assim como damos a Ele as nossas vidas a
partir de agora. Pois não queremos mais voltar a acreditar no
pecado que fez com que o mundo parecesse feio e sem segurança,
agressivo e destruidor, perigoso em todos os seus caminhos e traiçoeiro
além da esperança da confiança e do escape da dor.
“A minha unicidade com o Cristo me estabelece como Teu Filho,
além do alcance do tempo e totalmente livre de todas as leis,
exceto as Tuas.” (E.354.1.1)
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