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A Escada da Prece - Cruzando a Barreira para Paz

P: Eu te escrevi no ano passado quando estava desempregado e preocupado com a minha família. Minha mulher e eu tínhamos enviado o cheque do aluguel confiando que o Espírito Santo iria prove-lo, apesar de não ter mencionado este particular. Alguém que lê estas mensagens foi guiado a oferecer ajuda e arrumei um emprego logo em seguida.

Há alguns meses atrás fui demitido mais uma vez e temos sentido a tensão. Uma das irmãs lhe escreveu expressando um sentimento com o qual me identifico. Que é as minhas tentativas de entregar isto ao Espírito fico relutante em partes porque eu não só não sei o que fazer, eu não sei exatamente o que ou como rezar nesta situação.

Parece que eu não consigo encontrar um ponto em que eu possa ter paz. Não consigo rezar por um lugar onde me “encaixe”, porque sei que este não é o meu lar e que este mundo é uma ilusão. Não posso realmente pedir por um emprego satisfatório porque eu no despertar acho que nada aqui pode satisfazer. Ainda assim, gostaria de ser útil e claro há a aparência de ter uma mulher, três adolescentes, dois cachorros, um gato, as prestações do carro, a evidente “necessidade” de comer, etc...
Eu realmente entendo que não podemos “pedir o impossível”, que é óbvio que significa que vamos todos juntos ou não vamos e realmente sinto compaixão por nossos irmãos e irmãs, mas eu realmente desejo paz. Eu quero ir para casa. Eu não acho que alguma vez já me senti em casa aqui neste mundo ilusório.

Eu sempre me senti deslocado de alguma maneira. Também senti que como se estivesse falhando na vida, desvalorizado e desmerecido, até mesmo relativamente amaldiçoado.

Tenho tido este bloqueio na minha experiência da paz em relação à aparência da carência. Então tenho tentado entregar isso ao Espírito e me lembrei da história dos filhos de Israel que aparentemente foram presos diante de uma barreira impossível no Mar Vermelho e como um milagre os fez cruzar a barreira para que pudessem continuar a jornada.

Venho tentando encontrar o emprego certo e vivenciar prosperidade e paz; para me desencalhar para prosseguir na minha jornada. Ontem à noite não pude dormir. Quando eu deitei o Espírito Santo me revelou algo. Ele me mostrou que a minha verdadeira barreira para a conscientização da Presença do Amor foi o meu não perdão de todas as figuras sombrias na minha vida, os que abusaram de mim e me abandonaram, eu mesmo por “falhar” e por acusar a Deus. Eu sei que não posso perdoar isso por mim mesmo. Eu preciso de ajuda para cruzar este bloqueio para a paz. Eu agradeço o Espírito Santo. Apesar de ainda sentir um conflito interno eu sei que a fonte da minha culpa / medo / dor está dentro e também está a minha salvação. Sinto-me como se estivesse à beira de um precipício e preciso da ajuda do Espírito Santo para dar o próximo passo.

Apreciaria suas preces e orientação. Também para a minha mulher que desesperadamente necessita de uma operação da qual não podemos pagar e meus três lindos filhos que estão por conta própria.

Obrigado meu irmão. Eu não estou com medo. Paz e Amor.


Caro Amado Milagre

Agradeço por abrir seu coração e estar aberto e com disposição para a Orientação sobre a prece. Você e Janie e a sua família estão em meus pensamentos e preces.

Agora um pouco sobre Orientação da prece. A prece é desejo. Um coração que não conhece nenhum tipo de desejo limpou o Altar da mente e deseja que não haja ídolos diante de Deus.

Não ter desejos é Completeza, e Deus criou o Cristo Íntegro e Completo. Não ter desejo significa que não há nada para adicionar ou desejar ou querer além da Perfeição que Deus Dá Eternamente. Desejo único ou unificado é a Criação, e este é o significado do “Deixe os teus olhos serem Um.”

Cristo Deu a “A Canção da Prece” como Orientação direta sobre o assunto da prece. Incluirei algumas passagens a seguir para que você refletir, para que você possa pedir ao Espírito Santo interior por esclarecimentos e iluminação adicional:

PRECE

A Prece é a maior dádiva com a qual Deus abençoou Seu Filho na sua criação. Já era então o que deve vir a ser; a única voz que o Criador e a criação compartilham; a canção que o Filho canta ao Pai, Que retorna os agradecimentos que ela Lhe oferece ao Filho. Infinita é a harmonia, e infinita também, é o alegre acordo do Amor que Eles dão Um ao Outro para sempre. E assim, a criação é estendida. Deus agradece à Sua extensão em Seu Filho. Seu Filho agradece pela sua criação, na canção em que ele cria em Nome do Pai. O Amor que Eles compartilham é tudo que toda a prece será por toda a eternidade, quando o tempo tiver terminado. Pois assim era antes que o tempo parecesse existir.

Para você que está no tempo por pouco tempo, a prece toma a forma que mais se adapta à tua necessidade. Você só tem uma. O que Deus criou uno deve reconhecer sua unicidade e regozijar-se que o que as ilusões pareciam separar é uno para sempre na Mente de Deus. A prece agora tem que ser o meio pelo qual o Filho de Deus abandona as metas separadas e os interesses separados e se volta em contentamento santo para a verdade da união em seu Pai e nele mesmo.

Abandone teus sonhos, Filho santo de Deus, e elevando-se como Deus te criou, dispensa os ídolos e lembre-se Dele. A prece irá te sustentar agora, e te abençoar conforme você eleva o teu coração para Ele em canção ascendente que tem um alcance cada vez mais elevado, até que ambos - alto e baixo tenham desaparecido. A fé na tua meta crescerá e te manterá no alto conforme você sobe a escadaria cintilante até o gramado do Céu e o portão da paz. Pois isto é a prece, e aqui está a salvação. Este é o caminho. É a dádiva de Deus para você.

A Verdadeira Prece

A prece é um caminho oferecido pelo Espírito Santo para alcançar a Deus. Não é meramente uma pergunta ou uma súplica. Ela não pode ter êxito até que você reconheça que ela não pede nada. De que outra maneira ela poderia servir ao próprio propósito dela? É impossível orar por ídolos e esperar alcançar a Deus. A verdadeira prece deve evitar a armadilha das súplicas. Pede, em vez disso, para receber o que já foi dado; para aceitar o que já está aí.

Foi dito a você que peça ao Espírito Santo pela resposta de qualquer problema específico, e que você receberá uma resposta específica se for esta a tua necessidade. Também foi dito a você que existe apenas um problema e uma resposta. Na prece isto não é contraditório. Existem decisões a serem tomadas aqui, e devem ser tomadas sejam elas ilusões ou não. Não pode ser pedido a você que aceite repostas que estão além do nível da necessidade que você pode reconhecer. Portanto, não é a forma da pergunta que importa, nem como é feita. A forma da resposta se for dada por Deus, adequará a tua necessidade como você a vê. Isto é simplesmente um eco da resposta da Sua Voz. O som real sempre é uma canção de agradecimento e Amor.

Então, você não pode pedir o eco. É a canção que é a dádiva. Junto com ela vêm os tons maiores, as harmonias, os ecos, mas tudo isso é secundário. Na verdadeira prece você ouve só uma canção. Todo o resto é meramente acrescentado. Você buscou primeiro o Reino do Céu e tudo mais, realmente, te foi dado.

O segredo da verdadeira prece é esquecer as coisas que você pensa que precisa. Pedir coisas específicas é a mesma coisa que olhar para o pecado, e depois perdoá-lo. Também da mesma maneira, em prece você passa por cima das tuas necessidades específicas conforme as vê, e deixa-as nas mãos de Deus. Lá elas se tornam tuas dádivas a Ele, pois elas dizem a Ele que você não tem outros deuses diante Dele; nenhum Amor senão o Dele. Qual poderia ser a Sua resposta senão a tua lembrança Dele? Isto pode ser trocado por um pouco de conselho frívolo sobre um problema que dura um instante? Deus responde somente para a eternidade. Mas ainda assim todas as pequenas respostas estão contidas nisso.

A prece é uma renúncia; um ‘deixa pra lá’, um tempo em quietude para ouvir e amar. Não deveria ser confundida com súplicas de qualquer tipo, porque é uma maneira de lembrar da tua santidade. Porque a tua santidade deveria suplicar, tendo direito pleno a tudo que o Amor tem para oferecer? E é em direção do Amor que você vai na prece. A prece é um oferecimento, é desistir de você mesmo para ser uno com o Amor. Não há nada a pedir porque não resta nada para querer. Esse nada se torna o altar de Deus. E o nada desaparece com Ele.

Este não é um nível de prece que todos já conseguem alcançar. Aqueles que ainda não alçaram ainda precisam da tua ajuda em prece porque, pois o pedido deles ainda não é baseado na aceitação. A ajuda na prece não significa que um outro é mediador entre você e Deus. Mas significa que um outro está ao teu lado e ajuda te elevar até Ele. Aquele que reconheceu a bondade de Deus ora sem medo. E aquele que ora sem medo não pode deixar de alcançá-Lo. Portanto, Ele também pode alcançar o Seu Filho, onde quer que ele esteja e qualquer forma que ele possa tomar.

Orar para o Cristo em qualquer pessoa é a verdadeira prece porque é uma dádiva de agradecimento ao Seu Pai. Pedir que Cristo seja somente Ele Mesmo não é uma súplica. É uma canção para dar graças pelo que você é. Aqui está o poder da prece. Ela não pede nada e recebe tudo. Esta prece pode ser compartilhada porque ela recebe por todos. Orar com alguém que sabe que isto é verdadeiro é ser respondido. Talvez a forma específica da solução para um problema específico ocorrerá para um dos dois; não importa qual. Talvez a solução chegue para ambos, se vocês estiverem verdadeiramente sintonizados um ao outro. A solução virá porque reconheceram que o Cristo está em ambos. Está é a única verdade da prece.

A Escada da Prece

A prece não tem começo nem fim. Faz parte da vida. Mas ela parece mudar na forma, e crescer com o aprendizado até alcançar seu estado sem forma e fundir-se em total comunicação com Deus. Em sua forma solicitante ela não precisa, e freqüentemente não faz apelos a Deus, nem mesmo envolve a crença Nele. Nesses níveis a prece é meramente um querer que surge do senso de escassez e carência.

Essas formas de prece ou pedidos que surgem da necessidade, sempre envolvem sentimentos de fraqueza e inadequação e nunca poderiam ser feitas por um Filho de Deus que Sabe Quem ele é. Então, ninguém que tem a certeza da sua própria Identidade poderia orar dessa forma. Porém também é verdade que quem tem a certeza da sua própria Identidade pode evitar orar desta maneira. E a prece é tão contínua quanto a vida. Todos oram sem cessar. Peça e receberá, pois você estabelece o que é que você quer.

Também é possível alcançar uma forma mais elevada de pedidos que surgem da necessidade, pois neste mundo a prece é reparadora, e assim ela deve vincular níveis de aprendizado. Aqui, o pedido pode ser endereçado a Deus com honestidade, apesar de ainda não ter uma compreensão. Um vago senso da identificação e geralmente instável foi alcançado no geral, mas tende a ser turvado por um senso de pecado profundamente enraizado. Neste nível é possível continuar a pedir coisas deste mundo de várias maneiras, e também é possível pedir dádivas como honestidade e bondade, e particularmente o perdão para muitas fontes de culpa que inevitavelmente estão por baixo de qualquer prece de necessidade. Sem a culpa não existe escassez. Os impecáveis não têm necessidades.

Neste nível também surge aquela curiosa contradição em termos conhecidos como “orar pelos inimigos”. A contradição não está nas próprias palavras, mas na maneira em que são geralmente interpretadas. Enquanto você acredita que tem inimigos, você limitou a prece às leis deste mundo, e também limitou a tua habilidade para receber e aceitar nas mesmas margens estreitas. Entretanto, se você tem inimigos você tem necessidade de orar, realmente grande necessidade. O que esta frase realmente significa? Ore por você mesmo, que você não procure aprisionar o Cristo e assim perder o reconhecimento da tua própria Identidade. Não seja um traidor para com ninguém, ou será traiçoeiro contigo mesmo.

Um inimigo é o símbolo de uma Cristo aprisionado. E quem Ele poderia ser senão você mesmo? A prece pelos inimigos assim vem a ser uma prece para a tua própria liberdade. Agora não é mais uma contradição em termos. Tornou-se uma declaração da unidade de Cristo e um reconhecimento da Sua impecabilidade. E agora a prece tornou-se santa, pois ela reconhece o Filho de Deus como ele foi criado.

Que nunca seja esquecido que a prece em qualquer nível é sempre para você mesmo. Se você se unir a qualquer um em prece, você faz com que esta pessoa seja parte de você. O inimigo é você, assim como é o Cristo. Antes que possa tornar-se santa, então a prece se torna uma escolha. Você não escolhe por uma outra pessoa. Você só pode escolher por você mesmo. Ore verdadeiramente pelos seus inimigos, pois aqui está a tua salvação. Perdoe-os pelos teus pecados, e você realmente será perdoado.

A prece é uma escada que chega até o Céu. No topo há uma transformação muito parecida com a tua própria transformação, pois a prece é uma parte de você. As coisas da terra são deixadas para trás, todas esquecidas. Não há pedidos, pois não há carência. A Identidade em Cristo é totalmente reconhecida, estabelecida para sempre, está além de todas as mudanças e incorruptível. A luz não fica mais piscando, ela é estável e nunca se apagará. Agora, sem qualquer tipo de necessidade e para sempre moldada em pura impecabilidade, que é a dádiva de Deus para você, Filho de Deus, a prece novamente pode ser o que ela foi feita para ser. Pois agora ela se eleva como uma canção de agradecimento ao seu Criador, cantada sem palavras, ou pensamentos, ou desejos vãos, agora sem necessidades de absolutamente nada. Então ela estende, como ela foi feita para ser. E por esta doação o Próprio Deus dá graças.

Deus é a meta de todas as preces, dando a prece a intemporalidade em vez de um fim. Ela não tem um começo, porque a meta nunca mudou. A prece em sua forma primária é uma ilusão, porque não há necessidade de uma escada para alcançar aquilo que nunca foi deixado. Ainda assim, a prece é parte do perdão enquanto o perdão, por si mesmo uma ilusão, permanece sem ser atingido. A prece está amarrada ao aprendizado até que a meta do aprendizado tenha sido alcançada. E então todas as coisas serão transformadas juntas, e retornarão imaculadas para a Mente de Deus. Estando além do aprendizado, este estado não pode ser descrito. No entanto, os estágios necessários para que isto seja alcançado precisam ser compreendidos, se é que a paz será restaurada ao Filho de Deus, que agora vive na ilusão da morte e do medo de Deus.

Orando pelos outros

Nós dissemos que a prece é sempre para você mesmo, e é assim. Então, por qual motivo você deveria orar pelos outros? E se você deveria, como você deveria fazê-lo? Orar pelos outros, se corretamente compreendido, vem a ser um meio de suspender as tuas projeções de culpa do teu irmão, e te capacitando a reconhecer que não é ele quem está te ferindo. O pensamento venenoso de que ele <é> o teu inimigo, a tua contraparte maligna, o teu castigo merecido, isso deve ser abandonado antes que <você> possa ser salvo da culpa. Para isto a prece é o recurso, de poder crescente e metas ascendentes, até que ela chegue mais acima até Deus.

As formas primárias da prece, na parte mais baixa da escada, não estarão livres de inveja e maldade. Elas clamam por vingança, e não por amor. Nem vêm de alguém que compreende que são apelos para a morte, feitos do medo por aqueles que estimam a culpa. Elas clamam por um deus vingativo, e é ele que parece responder por elas. O inferno não pode ser pedido para o outro, e então escapado por aquele que pediu o inferno. Somente aqueles que estão no inferno podem pedir pelo inferno. Aqueles que foram perdoados, e que aceitaram o perdão, nunca poderiam fazer uma prece como essa.
Nesses níveis, então, a meta do aprendizado deve ser o reconhecimento de que a prece trará a resposta somente na forma em que a prece é feita. Isto é o suficiente. Daqui, o passo para os próximos níveis será fácil. A próxima escalada começa assim:

O que eu pedi para o meu irmão não é o que eu teria para mim. Assim fiz dele meu inimigo.

É evidente que este passo não pode ser alcançado por qualquer um que não veja nenhum valor ou vantagem para si mesmo ao libertar os outros. Isto pode ser adiado por um longo período, porque pode parecer perigoso em vez de misericordioso. Para os culpados parece realmente uma vantagem ter inimigos, e este ganho imaginário deve partir, se é que os inimigos serão libertados.

A culpa deve ser abandonada, e não escondida. Isso também não pode ser feito sem alguma dor, e um vislumbre de natureza misericordiosa desta etapa pode ser seguida por um profundo refúgio no medo por algum tempo. Pois as defesas do medo são amedrontadoras por si mesmas, e quando são reconhecidas trazem seus medos com elas. Contudo, que vantagem uma ilusão algum dia trouxe a um prisioneiro? Sua verdadeira fuga da culpa pode estar somente no reconhecimento de que a culpa se foi. E como isto pode ser reconhecido enquanto ele a esconde em outra pessoa e não a vê como sua própria culpa? O medo da fuga faz com que seja difícil dar as boas-vindas à liberdade, e fazer de um inimigo um carcereiro parecer seguro. Então, como ele pode ser liberado sem que você tenha um medo insano por você mesmo? Você fez dele tua salvação e tua fuga da culpa. Teu investimento nesta fuga é pesado, e o teu medo de abandonar isso é grande.

Agora fique quieto um instante e pensa no que você fez. Não se esqueça que foi você quem fez isto, e, portanto, é você quem tem abandonar isso. Renda-se. Este inimigo veio te abençoar. Aceite sua bênção e sinta como o teu coração é erguido e teu medo liberado. Não se agarre ao medo, nem a ele. Ele é um Filho de Deus, junto com você. Ele não é um carcereiro, mas um mensageiro de Cristo. Seja um mensageiro de Cristo para ele, para que você possa vê-lo assim.

Não é fácil reconhecer que as preces por coisas, por status, por amor humano, por “dádivas” externas de qualquer tipo são sempre feitas para estabelecer carcereiros e se esconder da culpa. Essas coisas são usadas para metas que substituem as metas de Deus e, portanto, distorcem o propósito da prece. O desejo por elas <é> a oração. Ninguém precisar pedir explicitamente. A meta de Deus é perdida na busca por metas menores de qualquer tipo, e a prece se torna pedido para ter inimigos. O poder da prece pode ser claramente reconhecido até mesmo nisso. Ninguém que quer um inimigo irá falhar em encontrar um. Mas também é certo que irá perder a única meta verdadeira que é dada a ele. Pense no custo, e entenda bem. Todas as outras metas vão custar a meta de Deus.

Orando com os outros

Até que o segundo nível, pelo menos, se inicie, não se pode compartilhar em prece. Pois até esse ponto, cada um pede por coisas diferentes. Mas uma vez que a necessidade de manter o outro como um inimigo tenha sido questionada e a razão por assim fazer ter sido reconhecida, mesmo que por somente um instante, torna-se possível unir-se em prece. Inimigos não compartilham uma meta. É nesta inimizade que isso é mantido. Seus desejos separados são seus arsenais; suas fortalezas no ódio. A chave para se elevar ainda na prece está neste simples pensamento, esta mudança da mente:

Nós caminhos juntos, eu e você.

Agora é possível ajudar em prece, então se eleve. Esta etapa começa a ascensão mais rápida, mas ainda há algumas lições para aprender. O caminho está aberto, e a esperança justificada. Porém, é provável que no início, o que é pedido mesmo por aqueles que se unem em prece não é a meta que a prece realmente deveria buscar. Mesmo juntos vocês podem pedir coisas, e assim estabelecer só uma ilusão de uma meta que compartilham. Juntos vocês podem pedir coisas específicas, e não perceber que estão pedindo por efeitos sem a causa. E isto vocês não podem ter. Pois ninguém pode receber somente os efeitos, pedindo uma causa da qual eles não vêm para oferecê-los a ele.

Portanto, mesmo a união não é suficiente, se aqueles que oram juntos não pedem acima de tudo aquilo que é a Vontade de Deus. Somente desta Causa é possível vir a resposta na qual todas as coisas específicas são satisfeitas, todos os desejos separados unificados em um. Orar por coisas específicas sempre pede que o passado seja repetido de alguma forma. O que foi agradável antes ou pareceu ser; o que era de um outro e ele parecia amar, tudo isso são apenas ilusões do passado. O objetivo da prece é liberar o presente da sua seqüência de ilusões passadas; deixar que ela seja um remédio livremente escolhido para cada escolha que simbolizou um equívoco. O que a prece pode te oferecer agora excede muito de tudo o que você pediu antes, que é lamentável ficar contente com menos.

Você escolhe uma chance recém nascida a cada vez que ora. E você iria reprimir e aprisioná-la em antigas prisões, quando a chance de se libertar de todas as ilusões de uma só vez chegou? Não restrinja seu pedido. A Prece pode trazer a paz de Deus. Que coisa presa no tempo pode te dar mais do que isto, no pequenino espaço de tempo que dura até esfarelar e virar pó?

Termina a Escada

A prece é um caminho para a verdadeira humildade. E aqui novamente ela se eleva lentamente e cresce na força, no amor e na santidade. Permita apenas que ela saia do chão onde ela começa a se elevar para Deus, e a verdadeira humildade finalmente virá para agraciar a mente que pensou que estava sozinha e se posicionava contra o mundo. A humildade traz a paz porque ela não alega que você deve governar o universo, nem julgar todas as coisas como você gostaria que fossem. Ela deixa de lados os pequenos deuses sem ressentimento, mas com honestidade e reconhecimento de que eles não servem.

Ilusões e humildade têm metas tão separadas que não podem coexistir, nem compartilhar uma moradia onde possam se encontrar. Onde uma surge a outra desaparece. Os verdadeiramente humildes não têm nenhuma meta exceto Deus porque eles não precisam de ídolos, e defesas não servem mais como um propósito. Inimigos são inúteis agora, porque a humildade não se opõe. Ela não se esconde de vergonha porque está contente com o que é, sabendo que a criação é a Vontade de Deus. A sua abnegação é o Ser, e é isto que ela vê em todos os encontros, onde ela se une alegremente com cada Filho de Deus, cuja pureza ela reconhece que compartilha com ele.

Agora a prece é erguida do mundo das coisas, dos corpos e dos deuses de todos os tipos, e finalmente você pode descansar na santidade. A humildade veio para te ensinar a compreender a tua glória como Filho de Deus, e reconhecer a arrogância do pecado. Um sonho encobriu a face de Cristo e a escondeu de você. Agora você pode olhar para a Sua impecabilidade. A escada se elevou. Você quase chegou ao Céu. Há um pouco mais para aprender antes que a jornada seja completa. Agora você pode dizer a todos que vem se unir a você em prece:
Eu não posso ir sem você, pois você é uma parte de mim.

E assim ele está na verdade. Agora você pode orar somente por aquilo que você verdadeiramente compartilha com ele. Pois você entendeu que ele nunca partiu, e você, que parecia sozinho, é um com ele.

A escada termina aqui, pois o aprendizado não é mais necessário. Agora você está diante do portão do Céu, e teu irmão está ao teu lado aqui. O gramado é extenso e silencioso, pois aqui, o lugar indicado para o momento em que você deveria chegar te esperou por muito tempo. Aqui o tempo acabará para sempre. Neste portão a própria eternidade se unirá a você. A prece se tornou o que deveria ser, pois você reconheceu o Cristo em você.

À medida que o Altar da mente é limpo, liberto do desejo do impossível, a Memória de Deus retornará à consciência. Libere o passado, pois ele se foi. Não busque mais repetir o que já acabou. A prece pelas coisas específicas pede que o passado seja repetido de alguma forma que a mente acredita ser desejável. O não-desejar é o Presente Momento, este Instante Santo.

Fique Contente com o Que é Real e Verdadeiro para sempre. Deus Oferece somente Amor.

Amor e Bênção para todo o sempre.


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